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Contradição? EUA vão matar 450 mil corujas como parte de plano de preservação animal

Ideia, que já está sendo implementada, é conservar a coruja-pintada-do-norte, ameaçada de extinção, eliminando corujas-barradas

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Plano de conservação nos EUA visa salvar a coruja-pintada-do-norte, ameaçada de extinção, eliminando corujas-barradas invasoras.
  • Corujas-barradas competem por alimento e habitat, acelerando o declínio da coruja-pintada-do-norte.
  • Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos EUA planeja erradicar 450 mil corujas-barradas para proteger a espécie nativa.
  • Medida gera controvérsia entre especialistas, com críticas sobre sua eficácia e impacto na indústria madeireira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Corujas-barradas competem por alimento e habitat, acelerando o declínio da coruja-pintada-do-norte Pexels

Um plano de conservação para salvar a coruja-pintada-do-norte, ameaçada de extinção, vem causando polêmica nos Estados Unidos. Isso porque, para recuperar a espécie, autoridades estão matando milhares de corujas-barradas.

Segundo especialistas, a coruja-barrada, nativa do leste da América do Norte, está ocupando o oeste e competindo por alimento com a espécie da região. Além de serem maiores, elas são mais agressivas, o que estaria acelerando o declínio da coruja-pintada-do-norte.


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Outros fatores que contribuíram para o animal ser considerado ameaçado de extinção pela Lei de Espécies Ameaçadas foram a exploração de madeira no país e a perda de habitat.

Diante desse cenário, o Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou, em 2024, a intenção de matar cerca de 450 mil corujas-barradas, como forma de preservar a espécie nativa da região. De acordo com o jornal The News Tribune, o plano começou a ser oficialmente executado nos últimos meses.


O jornal apurou que a tribo Yakama, no centro-sul de Washington, está “matando ativamente” a espécie, que antes era protegida pela Lei do Tratado de Aves Migratórias, em terras da reserva.

A medida está dividindo opiniões entre especialistas em vida selvagem. Embora o governo e grupos ambientalistas concordem que a proteção da coruja-pintada-do-norte é necessária, alguns defensores dos direitos animais afirmam que o plano é desumano. Há quem acredite que a estratégia foi criada para beneficiar a indústria de madeira do oeste dos EUA.


“A coruja-barrada é uma espécie invasora no noroeste do Pacífico e expandiu-se para oeste a partir de sua área de distribuição oriental devido às modificações humanas na paisagem. Os ecossistemas do noroeste do Pacífico não estão adaptados a esse novo predador generalista e estão sofrendo graves prejuízos, exemplificados pelo declínio populacional da coruja-pintada-do-norte”, diz um trecho de um comunicado publicado pela organização ambiental Conservation Northwest.

A organização defende que o controle da coruja-barrada é bem estudado e demonstrou ser extremamente eficaz no combate às ameaças que a espécie representa para a sobrevivência da coruja-pintada.


Já Wayne Pacelle, presidente da Animal Wellness Action, defendeu, em entrevista ao News Tribune, que a expansão da coruja-barrada é um fenômeno comum. “Todas as espécies estão expandindo seu território e as aves têm um potencial de expansão de território maior porque voam. A mudança das Dakotas para o estado de Washington não é tão grande assim”, explicou.

“Se você abater corujas-barradas de uma determinada área, as aves jovens vão entrar e retomar o território. Vai ser um ciclo vicioso. Eles vão começar a atirar nas corujas e nunca vão conseguir parar. E não vão reduzir a densidade populacional nem a pressão sobre as corujas-pintadas. Provavelmente temos de três a quatro milhões de corujas-barradas nos Estados Unidos. Se você abater uma pequena porcentagem delas, elas vão preencher a lacuna muito rapidamente.”

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