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Peixe com cabeça transparente é flagrado pela 1ª vez no Oceano Atlântico, ‘perto’ do Brasil

Dados anteriores provinham de indivíduos capturados, cujos tecidos sofriam danos graves durante o transporte para a superfície

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores registraram pela primeira vez o peixe-binocular no Oceano Atlântico, próximo ao Brasil.
  • O peixe tem uma cabeça transparente que permite visualizar seus olhos tubulares voltados para cima.
  • O registro foi feito a 710 metros de profundidade, preservando a anatomia do peixe sem danos de captura.
  • A descoberta ocorreu durante uma expedição do Schmidt Ocean Institute na Zona de Fenda Megatransform e Doldrums.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Este é o primeiro registro de um Winteria telescopa vivo em seu habitat natural ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute

A cerca de 1.300 quilômetros da costa brasileira, no coração do Oceano Atlântico, pesquisadores registraram em vídeo, pela primeira vez em seu habitat natural, o peixe-binocular (Winteria telescopa), uma rara espécie de peixe-barril. Este animal habita profundidades entre 400 e 2.500 metros nos oceanos globais e tem como característica física uma cabeça transparente, o que lhe dá uma aparência que parece ter saído de uma produção de ficção científica.

A observação do peixe-binocular a 710 metros de profundidade é relevante para a biologia marinha, pois os dados anteriores provinham majoritariamente de indivíduos capturados por redes, cujos tecidos delicados sofriam danos graves durante o transporte para a superfície devido à mudança de pressão.


A anatomia preservada em vídeo revela que a parte superior de sua cabeça é transparente, assemelhando-se à cabine de uma aeronave militar e permitindo a visualização de dois grandes olhos tubulares em seu interior.

Diferente de outras espécies com visão lateral, os olhos do Winteria telescopa são voltados para cima para captar a luminosidade tênue ou a bioluminescência proveniente das camadas superiores do oceano.


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O registro foi realizado por uma equipe do Schmidt Ocean Institute, organização científica sem fins lucrativos fundada por Eric e Wendy Schmidt, durante uma expedição de 35 dias a bordo do navio RV Falkor. O cenário da descoberta foi a Zona de Fenda Megatransform e Doldrums, uma região de intrincadas fraturas tectônicas moldada pela Dorsal Mesoatlântica, a cordilheira submarina mais longa do mundo.

Segundo o pesquisador e cientista-chefe Aaron Micallef, a missão, que também registrou exemplares da lula-de-barbatana-grande, demonstra que áreas remotas permanecem dinâmicas e capazes de oferecer novas revelações biológicas.

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