Animais sentiram a guerra: invasão russa mudou a rotina da vida selvagem em Chernobyl
Região abandonada após o acidente nuclear de 1986 se transformou em um importante refúgio para espécies
Bichos|Do R7
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A invasão russa na Ucrânia não afetou apenas a população humana. Um estudo publicado na revista Science mostrou que o conflito também provocou mudanças no comportamento dos animais que vivem na zona de exclusão de Chernobyl, região abandonada após o acidente nuclear de 1986 que se transformou em um importante refúgio para espécies.
Para chegar aos resultados, pesquisadores analisaram imagens obtidas pelas armadilhas fotográficas. A região conta com dezenas de câmeras, instaladas em 2020, que acompanham a fauna. Os equipamentos continuaram funcionando mesmo durante a ocupação russa, mostrando como os animais reagiram às atividades militares.
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Os registros revelaram que as espécies responderam de formas diferentes à presença das tropas. Enquanto alguns animais reduziram seus deslocamentos ou buscaram abrigo nas florestas, outros passaram a se movimentar com mais frequência.
Os corços, por exemplo, apareceram com menos frequência nas câmeras conforme a atividade militar aumentava. Já os cervos-vermelhos passaram a ser vistos mais vezes, principalmente durante o dia, reduzindo a movimentação noturna.
Segundo pesquisadores ouvidos pelo The New York Times, isso pode ser explicado pelas características já conhecidas de cada animal. Os corços costumam permanecer imóveis e escondidos quando percebem perigo, enquanto os cervos tendem a fugir.
Especialistas destacam que o estudo ajuda a entender como os animais reagem a situações de guerra. No entanto, ainda não é possível afirmar se as mudanças de comportamento terão consequências duradouras para as populações da região.

















