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Patricia Lages
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Antes de discutir na internet, saiba que apenas 8% dos brasileiros interpretam textos complexos

Quase 30% dos adultos são analfabetos funcionais no país, não sendo capazes de interpretar nem mesmo textos básicos

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, incapazes de compreender textos básicos.
  • Apenas 8% a 10% da população consegue interpretar textos longos e complexos com proficiência.
  • 60% a 65% das pessoas têm habilidades de leitura entre elementar e intermediário, com dificuldades em análises profundas.
  • Somente 6% conseguem distinguir claramente fatos de opiniões, aumentando o risco de desinformação nas redes sociais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cerca de 94% da população não é capaz de distinguir com clareza fatos de opiniões Folha Vitória

Pior do que um bate-boca inútil na internet é saber que 29% da população brasileira entre 15 e 64 anos é considerada analfabeta funcional. O percentual é resultado do Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF), divulgado em 2025, e corresponde a cerca de 40 milhões de pessoas que leem as palavras, mas não conseguem compreender textos básicos, extrair sentido de um bilhete ou fazer contas simples de matemática.

A pesquisa do INAF é feita periodicamente, a cada dois ou três anos. Porém, desde 2002, o índice de analfabetismo funcional praticamente não muda. Ou seja, há mais de duas décadas um problema extremamente sério se mantém estagnado.

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Os dados em si são estarrecedores, porém, o que me parece ainda mais preocupante é que a capacidade de decodificar palavras isoladamente pode criar uma falsa percepção de domínio da leitura. Melhor seria se houvesse consciência dessa limitação para, então, buscar o conhecimento e as habilidades que faltam.

Mas as estatísticas negativas não param por aí. O índice de proficiência dos brasileiros, ou seja, pessoas que conseguem ler, comparar e interpretar textos longos e complexos, está entre 8% e 10%.

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O maior percentual, de 60% a 65%, é de pessoas com níveis que variam entre elementar e intermediário, que se referem a pessoas que conseguem interpretar textos de média complexidade, porém com grande dificuldade para fazer análises profundas ou ler contratos e manuais detalhados.

Outros indicadores são igualmente preocupantes. Apenas 6% da população consegue distinguir com clareza fatos de opiniões. E quando 94% das pessoas não têm essa capacidade de diferenciação, mas têm um smartphone com acesso à internet, a disseminação de desinformação se potencializa.

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O Brasil foi amplamente digitalizado muito antes de ser alfabetizado. E um dos resultados disso é o que temos visto principalmente nas redes sociais: bate-bocas sem fim, em que poucos tentam convencer muitos sobre o óbvio, mas falhando miseravelmente.

Nota: Texto de autoria humana, integralmente elaborado e redigido pela autora, com revisão assistida por IA.

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