Paulistanos e cariocas escolhem cachorro-quente e esfiha no jantar
Dados da 99Food mostram diferenças entre as duas capitais, com Osasco em segundo lugar na esfiha e recheios doces à frente em Maceió
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jantar por delivery também chega em uma caixa ou pacote de esfihas ou mesmo em um pão com salsicha. O cachorro-quente e a esfiha podem ter tamanho de lanche, mas ocupam o horário do jantar nos pedidos da 99Food.
No Rio de Janeiro, 79% dos pedidos de hot dog e 75,1% dos de esfiha acontecem nesse período. Em São Paulo, são 67,2% e 71,7%, respectivamente. Duas comidas que viajaram com imigrantes, ganharam balcões e versões brasileiras hoje ajudam a resolver a refeição de quem abre o aplicativo à noite.
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Eu sempre penso que, se um gringo chegar ao Brasil, ele vai se surpreender com a quantidade de estabelecimentos que vendem esfiha e sushi. São Paulo aparece em primeiro lugar entre as cidades analisadas em vendas de esfiha, seguida por Osasco e Curitiba. Das dez primeiras colocadas, cinco ficam no estado paulista.
E São Paulo ocupa a 11ª posição em hot dog. No Rio, as posições são oitava para esfiha e 13ª para cachorro-quente, segundo a 99Food.
Osasco, conhecida como cidade do cachorro-quente, aparece em segundo lugar justamente na esfiha. No ranking de hot dog, quem vem à frente é Maceió, seguida por Porto Alegre e Sorocaba.
Uma salsicha com muitas histórias
O hot dog tem raízes nas salsichas da Europa Central e ganhou a forma de sanduíche popular nos Estados Unidos, com a participação de imigrantes alemães no século XIX. Frankfurt está por trás do nome frankfurter; Viena, chamada Wien em alemão, explica wiener.
Charles Feltman, que vendia salsichas em pão em Coney Island, Nova York, é um dos personagens dessa trajetória. A autoria do primeiro cachorro-quente, porém, continua disputada.
Até o nome tem uma história boa demais para ser aceita sem conferência. Ficou famosa a versão de que um cartunista teria escrito hot dog por não saber grafar dachshund, a raça do cachorro-salsicha. O desenho nunca foi encontrado, e a expressão já circulava antes da data atribuída ao episódio.
Os pesquisadores Gerald Cohen, Barry Popik e David Shulman investigaram a origem do termo e refutaram essa explicação. A associação com o cachorro comprido permaneceu, e o suposto erro de ortografia entrou para o folclore.
No Brasil, os complementos deram outras proporções ao pão com salsicha. O purê de batata de versões paulistas e o ovo de codorna encontrado em versões cariocas são exemplos dessa liberdade. Milho, vinagrete e batata palha também entram conforme a casa. Com tantos ingredientes, fica fácil entender por que alguém o escolhe para jantar.
Esfiha já viajava antes do delivery
A esfiha vem do Levante, na porção oriental do Mediterrâneo, com tradições ligadas especialmente à Síria e ao Líbano. Chegou ao Brasil com a imigração síria e libanesa e se espalhou pelas cozinhas das famílias e pelo comércio.
Em São Paulo, a Brasserie Victória abriu em 1947, depois de sua fundadora libanesa já vender preparações feitas em casa. A presença da esfiha por aqui antecede em décadas a expansão das grandes redes que ajudaram a torná-la tão fácil de encontrar.
A diferença entre aberta e fechada também guarda uma surpresa. A fechada não pode ser tratada simplesmente como invenção brasileira. Essas preparações que aqui recebem o mesmo nome têm denominações distintas na origem, como fatayr. O Brasil reuniu formas diferentes sob um nome familiar e continuou a acrescentar recheios.
A carne lidera os pedidos de esfiha nas duas capitais: representa 52,7% em São Paulo e 46,2% no Rio, segundo a 99Food. Em Maceió, a liderança passa para as versões doces da esfiha. Na cidade que lidera o ranking de hot dog, as esfihas doces ocupam o primeiro lugar entre os sabores e respondem por cerca de 40% dos pedidos da categoria.
Esfiha também tem vez à tarde
Fora desse recorte do aplicativo, a esfiha tem uma tarde bastante movimentada. Dados CREST divulgados pelo Instituto Foodservice Brasil mostram que, nos 12 meses encerrados em junho de 2026, refeições noturnas representaram 34% do consumo da categoria, enquanto o lanche da tarde respondeu por 30%. No mesmo período, a esfiha movimentou aproximadamente R$ 3 bilhões e mais de 173,5 milhões de transações no universo acompanhado pelo levantamento.
O fim de semana também tem suas escolhas. Em São Paulo, sábado é o dia de maior consumo dos dois produtos na 99Food. No Rio, a esfiha tem seu ponto alto no sábado e o cachorro-quente no domingo.
No ranking de pedidos durante a madrugada, entre 15 cidades analisadas, São Paulo aparece em segundo lugar para esfiha e quinto para hot dog; o Rio fica em quarto nos dois. Manaus ocupa a primeira posição em ambas as categorias.
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