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Quem cuida dos outros também precisa de cuidados! Veja o perigo de ser o ‘porto seguro’

A sobrecarga de quem assume o papel de ‘cuidador’ e acaba negligenciando a própria saúde mental

DiFato Tudo Importa|Dionisio FreitasOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pessoas que assumem o papel de "porto seguro" para os outros podem negligenciar sua própria saúde mental.
  • Quem cuida dos outros frequentemente esconde seu próprio cansaço e dificuldades, levando a desgaste emocional.
  • A sobrecarga emocional do cuidador é um fenômeno reconhecido na psicologia, onde a saúde mental própria é deixada em segundo plano.
  • Especialistas ressaltam a importância de reconhecer limites, pedir ajuda e aceitar cuidados para manter uma boa saúde mental.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Há pessoas que parecem estar sempre prontas para ajudar. São aquelas que escutam, acolhem, aconselham e tentam resolver os problemas de todos ao redor. Na família, entre amigos ou nos relacionamentos, costumam ser vistas como fortes, equilibradas e capazes de suportar qualquer situação.

À primeira vista, essa postura pode parecer admirável. No entanto, carregar constantemente a responsabilidade de ser o apoio emocional dos outros também tem um custo. Muitas vezes, quem cuida de todos aprende a esconder o próprio cansaço, engolindo suas dificuldades enquanto se dedica a acolher as dores alheias.


Essas pessoas costumam ouvir desabafos, lidar com crises e oferecer suporte quando necessário, mas raramente encontram espaço para expressar as próprias fragilidades. Com o tempo, essa dinâmica pode gerar desgaste emocional e sensação de esgotamento.

Na psicologia, esse fenômeno é frequentemente associado à sobrecarga emocional do cuidador, situação em que alguém assume de forma contínua o papel de suporte emocional e acaba deixando a própria saúde mental em segundo plano.


O problema é que familiares, amigos e colegas muitas vezes se acostumam com essa disponibilidade permanente. A imagem de pessoa forte e resiliente se torna tão consolidada que poucos se perguntam quem oferece apoio a quem está sempre ajudando.

Especialistas destacam que existe uma diferença importante entre ser forte e viver emocionalmente sobrecarregado. Oferecer suporte aos outros é saudável, mas não pode se transformar na única identidade de uma pessoa.


Reconhecer os próprios limites, pedir ajuda quando necessário e aceitar cuidados sem culpa também fazem parte da construção de uma boa saúde mental. Afinal, ninguém consegue sustentar o peso de todos os problemas sozinho sem sofrer consequências.

A reflexão proposta pelos psicólogos é simples: quem cuida dos outros também precisa ser cuidado. Permitir-se descansar, demonstrar vulnerabilidade e buscar apoio não é sinal de fraqueza, mas uma necessidade humana fundamental.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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