Café que saiu do cocô do elefante? Conheça as bebidas mais exóticas do mundo
Cada uma carrega uma trajetória distinta da natureza e do cuidado com os animais

Dessa vez, nossa Dose de Cafeína traz uma curiosidade que desperta a atenção dos amantes de café. Pegue sua xícara e venha comigo desvendar a história por trás dos três cafés mais exóticos do mundo. Vamos entender o que os torna tão exóticos e especiais.
O Café do Jacu, o Kopi Luwak e o Black Ivory Coffee são três exemplos de cafés que possuem um método de produção peculiar. Cada um carrega uma trajetória distinta da natureza e do cuidado com os animais.
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O Café do Jacu é feito no Brasil com grãos que passaram pelo sistema digestivo do Jacu, uma ave típica da Mata Atlântica. É um dos maiores exemplos de harmonia entre o cultivo do café e a natureza, já que a ave vive livre na natureza e seleciona, por conta própria, somente os grãos de café mais maduros e doces.
Depois de digeridos, os grãos são expelidos pelo animal. Aí são colhidos manualmente, limpos (higienizados), secos, beneficiados (processo em que é retirada a casca do café após a secagem, transformando o café em grão verde (café cru)). Na sequência, serão selecionados para a torra.

O grande diferencial do Café do Jacu é o respeito ao modo de vida da ave, sem qualquer tipo de aprisionamento ou alimentação forçada, um dos maiores exemplos de convivência harmoniosa entre a cafeicultura e a biodiversidade.
Quando você prova o Café do Jacu, consegue degustar um café com acidez marcante e notas frutadas.
Já o Kopi Luwak é produzido na Indonésia, onde os grãos são consumidos pela civeta asiática. Originalmente, os grãos eram obtidos de animais livres, mas, com o aumento da procura global, parte da produção, infelizmente, passa pelo uso de civetas presas. Isso gerou discussões e debates sobre o tratamento dos animais.
O sabor do Kopi Luwak é suave, com baixa acidez, e notas de chocolate, nozes e caramelo.
O Black Ivory Coffee, originário da Tailândia, é considerado um dos cafés mais raros e caros do mundo. Ele é produzido a partir de grãos que foram ingeridos por elefantes.
Durante a longa digestão dos elegantes, que pode durar até 30 horas, as enzimas naturais alteram algumas características dos grãos, resultando em uma bebida mais cremosa.
Os grãos são excretados e passam por um minucioso processo de lavagem, secagem, beneficiamento e torra.
Alguns criadores alegam que os elefantes vivem em locais seguros e não são alimentados exclusivamente com grãos de café.
Quando você prova o Black Ivory Coffee, conhecido também como Marfim Negro, a bebida destaca-se pela baixa acidez e sensação aveludada na boca, proporcionando notas de frutas vermelhas, chocolate e toque herbáceo.
Os grãos de café são misturados com a alimentação natural do elefante, que inclui frutas e vegetais. No estômago, esses grãos são “fermentados” junto com as enzimas do sistema digestivo do animal, que quebram as proteínas, o que elimina o amargor e adiciona notas herbáceas frutadas à bebida final.

A qualidade final da bebida depende, sobretudo, da espécie do café, do terroir, das condições de cultivo, da alimentação dos animais, do processamento pós-colheita (limpeza e beneficiamento dos grãos) e do perfil de torra.
A passagem pelo trato digestivo é apenas um dos fatores que podem influenciar o perfil sensorial da bebida.
Mais do que cafés exóticos, eles contam histórias sobre a riqueza da biodiversidade, tradições culturais e diferentes formas de interação com a natureza.
E fica a dica: procure sempre conhecer a origem do café e as práticas adotadas em sua produção antes da compra. Dessa forma, você contribui para práticas responsáveis e valoriza produtores comprometidos com a sustentabilidade, o bem-estar animal e a preservação da biodiversidade.
E você, teria coragem de provar alguns deles? Qual deles despertou mais o seu interesse? Conte pra gente!
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