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Brasil chega à final do maior campeonato de paella do mundo pelo segundo ano consecutivo

Após vitória na semifinal internacional, chef brasileiro aposta em técnica, identidade e tradição para buscar título inédito em Valência

Mundo pra Viver – Por Gisele Rodrigues|Gisele RodriguesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil garante presença na final da World Paella Day Cup pelo segundo ano consecutivo.
  • Chef Nivaldo de Souza venceu a semifinal na cidade de Piriápolis, Uruguai, com uma paella que combina tradição e ingredientes brasileiros.
  • O preparo do prato envolve técnica refinada e o uso de ingredientes como ouriço-do-mar e camarão carabineiro.
  • A expectativa é conquistar um título inédito para o Brasil e reforçar a presença do país na cena gastronômica internacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O chef Nivaldo de Souza cria uma paella autoral com ouriço-do-mar de Florianópolis, morilles, guanciale ibérico, sofrito e o poderoso camarão carabineiro Divulgação

A sétima edição da World Paella Day Cup, considerada uma das principais competições gastronômicas do mundo dedicadas à paella, prato tradicional espanhol à base de arroz, originário da região de Valência, confirma uma tendência importante: o Brasil segue ganhando espaço no cenário internacional.

Nivaldo de Souza, chef brasileiro de Santa Catarina, garantiu presença na grande final, marcada para o dia 20 de setembro, em Valência, após vencer a semifinal internacional disputada em Piriápolis, no Uruguai. Com isso, o país assegura, pelo segundo ano consecutivo, um representante na decisão.


Confiança e trajetória até a vitória

O chef catarinense, Nivaldo de Souza, é o segundo brasileiro a chegar em uma final internacional PABLO GARCIA

A classificação não foi por acaso. Segundo o próprio chef, a vitória foi resultado de um processo construído ao longo do tempo, que começou ainda no ano anterior, quando esteve pela primeira vez em Valência.

Com anos de experiência preparando paella, ele chegou à competição seguro, com uma confiança que considera essencial em disputas desse nível.


Como resume, “quem entra numa competição sem querer vencer, já entra derrotado”, destacando que participou com a certeza da vitória, sem desmerecer os demais concorrentes.

O resultado teve um significado especial. Mais do que a conquista em si, trouxe à tona memórias do início da sua trajetória, há mais de duas décadas.


“Foi uma sensação de dever cumprido”, relembra, ao comparar o momento com seu primeiro concurso gastronômico, aos 19 anos, uma experiência que, para ele, simboliza o fechamento de um ciclo e o início de outro ainda mais ambicioso.

Durante a semifinal, o maior desafio não esteve apenas na execução técnica, mas na própria natureza do prato. A paella, profundamente ligada à memória afetiva, é interpretada de formas distintas por cada pessoa. “Cada um enxerga de um jeito”, explica, ressaltando o equilíbrio necessário entre identidade própria e a leitura do júri.


Técnica, identidade e estratégia para a final

Representando o Brasil na World Paella Day Cup, ele une ingredientes nobres e referências do Brasil e da Espanha em uma criação autoral com um único objetivo: fazer a melhor paella da sua vida. Divulgação

Para conquistar destaque entre os competidores, Nivaldo apostou em uma combinação precisa de técnica e escolha de ingredientes. Levou para o prato produtos de forte identidade, como o ouriço-do-mar de Florianópolis, além de ingredientes nobres como morilles e guanciale ibérico, construindo camadas de sabor. O grande protagonista foi o camarão carabineiro, descrito por ele como um ingrediente de intensidade impressionante e ainda pouco explorado no Brasil.

O preparo também contou com o apoio de tecnologia. O chef utilizou ferramentas de inteligência artificial no processo criativo e de organização, mas faz questão de ressaltar que “nada substitui a sensibilidade, a experiência e a fé”, apontando essa combinação como decisiva para conquistar o júri.

A base conceitual do prato seguiu ancorada na tradição, mas com uma leitura própria. Inspirado na capacidade da gastronomia de despertar memórias, buscou criar uma paella que emocionasse.

O uso do sofrito, com alho, cebola e tomate,reforçou essa ponte entre a tradição espanhola e uma identidade brasileira. “Não consigo fazer uma paella sem essa base”, afirma.

Para a final, a estratégia é clara: manter a essência do prato vencedor, mas com evolução. “Vou apresentar a mesma paella, mas evoluída”, explica, destacando que pretende explorar mais técnica, detalhes e construção de sabor. A ambição também é direta: “vou fazer a melhor paella da minha vida. Respeito total à tradição, mas com alma brasileira.

Evento global

A presença brasileira consecutiva na final tem chamado a atenção da organização. Segundo Miguel Ángel, da Visit Valencia, “este será o segundo ano consecutivo com um finalista brasileiro e estamos encantados”, destacando o crescimento da paella no país e sua relevância como mercado emissor de turistas.

Ele também ressalta a evolução do evento, afirmando que esta é a sétima edição da competição e a segunda com semifinais realizadas fora da Espanha. Além disso, explica que, após vencer as duas primeiras edições, o país passou a atuar apenas como anfitrião, permitindo que o título circule internacionalmente.

O campeonato contou com um circuito global de classificatórias, totalizando 13 semifinais, sendo 10 nacionais presenciais e três continentais, duas na Europa e uma nas Américas. Entre as regras, está a impossibilidade de participação de finalistas das três últimas edições, medida que garante renovação entre os competidores e diversidade de estilos.

Antes da decisão, os chefs participam de uma imersão em Valência, com visitas à huerta local, aos arrozais do Parque Natural da Albufera e ao Mercado Central, reforçando a conexão com a origem da paella.

A expectativa é não apenas conquistar um título inédito para o Brasil, mas também consolidar o país como um nome cada vez mais relevante na gastronomia internacional. E, como resume o chef, é na intensidade do processo que nasce o resultado: “onde há fumaça, há sabor”.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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