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Mudanças e recomeços: o sabor diferente de uma despedida

Entre rotinas, afetos e incertezas, descobri que cada partida é também um convite para redescobrir o que significa estar em casa

Rafael Ferraz|Rafa FerrazOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um colega de trabalho deixou a empresa após 16 anos, refletindo sobre o significado das despedidas.
  • A partida gerou um convite para refletir sobre o que representa "casa" e as incertezas da vida.
  • A aceitação da incerteza permite viver novas experiências e criar conexões inesperadas.
  • Despedidas podem ser vistas como oportunidades de recomeço, trazendo novos sabores à vida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Algumas despedidas são como um drink inesperado: estranham no começo, mas logo revelam novos sabores de recomeço Divulgação/Arquivo Pessoal

O que uma despedida significa para você? Essa pergunta foi a principal dessa semana. É que um colega de trabalho decidiu seguir outro caminho.

Após 16 anos no mesmo lugar, ele escolheu voltar para casa. Não foi uma saída triste. Foi silenciosa, madura, cheia de significado, principalmente pra mim.


Fiquei feliz por ele. E, ao mesmo tempo, essa decisão me fez pensar em mim. Dezesseis anos é muito tempo. Tempo de criar rotina, de se acostumar com pessoas, de fazer parte de um lugar sem perceber.

Quando alguém vai embora assim, não leva só objetos. Leva pedaços de quem ficou. E não estou falando de conexões no ambiente de trabalho, viu?!


Mas, tenho certeza que em algum momento, a vida pede mudança. Nem sempre de forma clara. Às vezes ela te dá sinais. Quase como um sussurro no ouvido. Já outras vezes te dá um sacode pra vida. E quando isso acontece, a pergunta aparece: voltar para onde?

O dicionário diz que casa é uma construção feita para morar. Mas isso nunca foi suficiente para mim. Casa também é afeto. É onde a gente descansa sem ser incomodado. É onde não precisa provar nada para ninguém.


Hoje, eu não sei dizer exatamente onde é a minha casa. Pode ser o Espírito Santo, onde está minha família. Pode ser São Paulo, com seu ritmo acelerado e suas inúmeras possibilidades. Talvez o Rio de Janeiro, com seu jeito leve de existir, que adoro ir. E tudo bem não saber.

Não vivo brigando com essa incerteza. Aprendi apenas a aceitar. Deixo a vida trilhar meu caminho, sem colocar num mapa de aplicativo. Isso me permite chegar em lugares que não espero, viver encontros e criar conexões que só acontecem quando a gente se permite estar aberto.


Falando em conexões, no mês passado fui a um aniversário muito especial. Aconteceu em um bar em Pinheiros, em São Paulo. Um lugar pequeno, acolhedor, daqueles que fazem a gente se conectar. O nome é Fifty Fifty Cocktail.

Descobri ali que os drinks eram autorais. Provei alguns. Um deles percebi que era especial. Levava whiskey, cupuaçu e coentro. Sim, coentro. Estranhei no começo. Mas as folhas frescas misturadas ao whiskey criaram algo diferente, delicado, quase surpreendente.

Enquanto bebia, pensei que algumas coisas na vida são assim. A gente não entende de primeira. Estranha. Desconfia. Mas, se der oportunidade, faz sentido.

Talvez as despedidas sejam isso. Um gosto novo. Ah, e as despedidas não são o fim. As vezes, é a vida pedindo espaço para recomeçar.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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