De Oliver Tsubasa a ex-Santos: 5 fatos curiosos que ligam Brasil e Japão e você precisa saber
Seleções duelam nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), valendo vaga para as oitavas da Copa

Brasil e Japão duelam pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026 nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, no Texas, Estados Unidos. O confronto vale vaga nas oitavas de final do Mundial.
Adversário da seleção brasileira, os Samurais Azuis, como é conhecida a seleção japonesa, disputam sua oitava Copa do Mundo consecutiva. Desde a estreia, em 1998, na França, o país nunca conseguiu passar das oitavas de final do torneio.
Para entrar no clima do mata-mata, o blog Do Meu Tempo reuniu cinco curiosidades que ligam Brasil e Japão e que você precisa conhecer. Confira!
Ruy Ramos: a lenda brasileira antes de Zico
Quando se fala em brasileiros que fizeram sucesso no Japão, o primeiro nome que vem à cabeça é o de Zico. Mas quem chegou à terra do sol nascente quando tudo ainda era “mato” foi Ruy Ramos.
Ele desembarcou no país em 1977, em uma época em que o futebol japonês ainda era amador. Zagueiro de origem, acabou se reinventando como atacante, virou artilheiro e dono da camisa 10.
Fez tanto sucesso por lá que se naturalizou japonês em 1990 e passou a defender a seleção do país. Por muito pouco, porém, não disputou a Copa de 1994: o Japão deixou a vaga escapar na última rodada do hexagonal final das Eliminatórias Asiáticas.
Ruy Ramos encerrou a carreira em 1998, aos 41 anos, deixando um legado enorme para o futebol japonês. Até hoje, ele é lembrado como um dos pioneiros que ajudaram a transformar o esporte no país e abriram caminho para o crescimento da modalidade.
Kazu Miura, o primeiro japonês a jogar no Brasil
Conhecido como “King Kazu”, Kazuyoshi Miura, ou só Kazu Miura, foi o primeiro jogador japonês a atuar profissionalmente no Brasil. Revelado pelo Santos em 1986, o atacante também defendeu XV de Jaú, CRB, Coritiba e Palmeiras. Ao longo da carreira, ainda passou por diversos times europeus e asiáticos.
Pela seleção japonesa, marcou 55 gols em 89 partidas desde a estreia, em 1990. Mesmo sendo o principal nome da equipe na época, acabou surpreendentemente cortado da lista para a Copa do Mundo de 1998. Dois anos depois, encerrou sua trajetória pela seleção.
A marca mais impressionante da carreira de Kazu, porém, é a longevidade. Aos 59 anos, ele renovou contrato com o Fukushima United, da terceira divisão japonesa, e vai disputar a 42ª temporada consecutiva como jogador profissional.
Anime Super Campeões previu duelo entre Brasil e Japão
Produzido há 24 anos, o anime “Super Campeões: A Caminho de 2002” conta a história de Oliver Tsubasa, atacante da seleção japonesa e que no Brasil jogou pelo FC Brancos (São Paulo).
No último episódio da série, Japão e Brasil se enfrentam na Copa do Mundo de 2002. Antes da partida, Tsubasa reencontra o técnico da seleção brasileira, Roberto Hongo, seu ex-treinador. Para a decepção dos fãs, porém, o anime termina sem mostrar o resultado dessa partida.
Zico comandou o Japão no único duelo contra o Brasil em Copas
Ídolo no futebol japonês, Zico comandou a seleção do Japão na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. Naquele Mundial, os “Samurais Azuis” foram derrotados pelo Brasil por 4 a 1 na última rodada da fase de grupos e acabaram eliminados. O mata-mata desta segunda será apenas o segundo duelo entre as seleções em Mundiais.
O Galinho de Quintino esteve à frente da seleção japonesa entre 2002 e 2006 e conquistou a Copa da Ásia em 2004. O prestígio no país é tão grande que ele foi homenageado com uma estátua no Ibaraki Kashima Stadium, casa do Kashima Antlers, clube pelo qual atuou no início dos anos 1990 e onde ocupa o cargo de diretor técnico desde 2018.
Derrota para o Brasil marcou a despedida de Nakata dos gramados
Hidetoshi Nakata é considerado por muitos o maior jogador da história do futebol japonês. Dono de um futebol refinado, o meia fez sucesso na Itália nos anos 2000, onde defendeu Perugia, Roma, Parma, Bologna e Fiorentina. Mas, para surpresa de muitos, decidiu encerrar a carreira aos 29 anos, logo após a derrota do Japão para o Brasil na Copa de 2006.
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