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Di Stéfano brilhou por Argentina e Espanha, mas nunca jogou Copa do Mundo; entenda

Sequência de acontecimentos deixou o craque hispano-argentino fora de todos os Mundiais entre os anos 40 e 60

Do Meu Tempo|Renato FontesOpens in new window

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Alfredo Di Stéfano defendeu as seleções da Argentina e Espanha Montagem R7/Instagram/@olddaysfootball_ e @confradesfutebol

Argentina e Espanha se enfrentam na final da Copa do Mundo de 2026 neste domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Se estivesse vivo, Alfredo Di Stéfano provavelmente teria o coração dividido nesta decisão inédita entre Argentina e Espanha. Afinal, o craque nasceu argentino, defendeu a seleção albiceleste nos anos 1940, virou lenda no Real Madrid e, anos depois, também vestiu a camisa da Fúria.


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O curioso é que, mesmo sendo um dos maiores jogadores de todos os tempos, Di Stéfano nunca disputou uma Copa do Mundo. E isso aconteceu por uma sequência de acontecimentos que parece roteiro de filme. O blog Do Meu Tempo conta essa história.

Nascido em Buenos Aires em 4 de julho de 1926, Di Stéfano começou a carreira no River Plate e também passou pelo Huracán. Em 1948, durante uma greve dos jogadores na Argentina, fez as malas e foi para a Colômbia defender o Millonarios.


Durante um torneio festivo em comemoração aos 50 anos do Real Madrid, o talento do jogador chamou a atenção do time merengue e do rival Barcelona, mas quem venceu a disputa foi o time madrilenho, que o contratou em 1953.

Apelidado de “Flecha Loira”, ele viu as primeiras chances de jogar uma Copa escaparem por motivos que estavam fora do seu controle. Os Mundiais ficaram suspensos durante a Segunda Guerra Mundial e só voltaram em 1950, quando Di Stéfano já era um dos grandes nomes do futebol.


A Copa de 1950 no Brasil parecia ser a grande oportunidade para o craque brilhar em um Mundial. No entanto, a Argentina decidiu não participar daquela edição nem da seguinte, em 1954, por questões políticas e divergências com a organização do futebol sul-americano.

Enquanto isso, na Espanha, o camisa 9 se transformava em ídolo do Real Madrid e empilhava gols. Em 1956, conquistou a cidadania espanhola e, no ano seguinte, estreou pela seleção com estilo: vitória por 5 a 1 sobre a Holanda e três gols seus. Entretanto, não conseguiu classificar a seleção para a Copa de 58, na Suécia.


A última oportunidade seria a Copa de 1962. “Flecha Loira” ajudou a Espanha a garantir vaga no Mundial do Chile, mas uma lesão muscular sofrida pouco antes da estreia acabou com o sonho.

Foi o capítulo final de uma das maiores ironias da história do futebol: um dos melhores jogadores de todos os tempos jamais entrou em campo em uma Copa do Mundo.

Di Stéfano encerrou a carreira em 1966, aos 40 anos, com números impressionantes: 684 jogos e 492 gols em partidas oficiais, somando clubes e seleções. O craque morreu em 2014, aos 88 anos.

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