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De improvisada à peça milionária: a bizarra história da camisa reserva da Argentina em 1986

Há 40 anos, camisa azul-escura comprada às pressas virou símbolo de um dos jogos mais emblemáticos das Copas

Do Meu Tempo|Renato FontesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nas quartas de final da Copa de 1986, a Argentina usou uma camisa improvisada comprada às pressas no México.
  • A camisa azul-escura, escolhida por Maradona, foi adaptada com escudos e números improvisados.
  • Com esse uniforme, Maradona marcou os icônicos "La Mano de Dios" e "Gol do Século" contra a Inglaterra.
  • A camisa usada por Maradona foi leiloada em 2022 por R$ 44,5 milhões, tornando-se a maior venda de um artigo esportivo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Camisa reserva improvisada da Argentina usada por Diego Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986, no histórico jogo da “Mão de Deus”, foi leiloada por R$ 44,5 milhões em 2022 Reprodução/Site/Sotheby's

Se eu te dissesse que a Argentina disputou uma partida de Copa do Mundo com uma camisa improvisada, você acreditaria? Sei que parece impossível de acreditar, mas nas quartas de final da Copa de 1986, contra a Inglaterra, os hermanos entraram em campo com um uniforme comprado às pressas em uma loja de bairro no México.

E foi justamente com esse manto que Diego Maradona protagonizou dois dos lances mais icônicos da história das Copas: “La Mano de Dios” e “Gol do Século”. Surpreso? Então segura essa história porque ela é boa!


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Na Copa de 1986, a Argentina levou dois jogos de uniformes. O principal, com as tradicionais listras azul e branca, tinha a tecnologia Air-Tech, desenvolvida pela fornecedora francesa Le Coq Sportif, que deixava a camisa mais leve e ajudava a reduzir a absorção de suor. Já o uniforme reserva era bem diferente: uma camisa azul-escura de algodão.

Na vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai nas oitavas de final, o técnico Carlos Bilardo não gostou nem um pouco da peça dois. Segundo relatos da época, o uniforme era quente, pesado e ficava ainda mais desconfortável à medida que absorvia o suor sob o forte calor do México.


Para o duelo das quartas de final contra a Inglaterra, a Argentina teria que usar novamente essa camisa, já que os ingleses haviam vencido o sorteio e entrariam em campo com seu tradicional uniforme branco.

Só que Bilardo bateu o pé e recusou. Quando a fornecedora de material esportivo foi consultada, veio a má notícia: não haveria tempo para produzir uma nova camisa reserva com a mesma tecnologia do uniforme principal.


Com poucos dias restantes até o confronto com a Inglaterra, a AFA (Associação do Futebol Argentino) enviou um funcionário para percorrer as ruas da Cidade do México em busca de uma réplica da camisa azul-escura que fosse mais leve e confortável.

Ele trouxe duas opções para a comissão técnica avaliar. E sabe quem deu a palavra final? Maradona. Ao ver uma delas, o camisa 10 teria dito: “Que linda esta camisa. Com ela ganhamos da Inglaterra”.


O funcionário então correu de volta à loja e comprou 38 modelos de poliéster. A partir daí começou uma verdadeira operação de emergência: um desenhista mexicano foi chamado para produzir os escudos, enquanto integrantes da comissão técnica ficaram encarregados de costurar os emblemas no peito e aplicar os números nas costas.

O resultado final foi uma camisa com dois tons de azul-escuro brilhante, de gola em V, com escudo improvisado sem os tradicionais louros dourados e números prateados, detalhes bem diferentes do uniforme oficial.

Depois desse jogo, ela nunca mais foi utilizada e, justamente por isso, se transformou em um verdadeiro objeto de desejo entre colecionadores.

E o resto da história você provavelmente já conhece. A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1, com dois gols de Maradona que entraram para a eternidade das Copas do Mundo. O primeiro foi o polêmico “La Mano de Dios”, quando o argentino marcou com a mão sem que a arbitragem percebesse. Relembre:

Já o segundo é considerado por muitos o gol mais bonito da história dos Mundiais: o camisa 10 arrancou do meio-campo, deixou cinco adversários para trás, driblou o goleiro Peter Shilton e balançou as redes. Relembre:

Relíquia leiloada por R$ 44,5 milhões

A lendária camisa azul-escura usada por Diego Maradona no segundo tempo do jogo contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986 foi leiloada em 2022 por R$ 44,5 milhões (9,3 milhões de dólares), tornando-se assim a maior venda de um artigo esportivo da história (pelo menos por enquanto).

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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