Técnico do Haiti, adversário do Brasil nesta sexta, nunca esteve no país; veja curiosidades
Seleção brasileira enfrenta a equipe caribenha nesta sexta-feira (19), às 21h30, em partida válida pela segunda rodada do Grupo C

O Brasil enfrenta o Haiti nesta sexta-feira (19), às 21h30, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
Após empatar em 1 a 1 na estreia contra Marrocos, a Amarelinha vai em busca da primeira vitória no torneio.
Para você conhecer melhor o próximo adversário da seleção brasileira na caminhada rumo ao Hexa, o blog Do Meu Tempo reuniu algumas curiosidades sobre a equipe caribenha. Confira:
1. Copa depois de 50 anos
O Haiti está de volta à Copa do Mundo após 52 anos. A única participação da seleção caribenha no torneio havia sido em 1974, na então Alemanha Ocidental. No retorno ao Mundial, em 2026, a equipe estreou com derrota por 1 a 0 para a Escócia.
Na ocasião, a seleção caribenha foi derrotada nas três partidas que disputou: 3 a 1 para a Itália, 7 a 0 para a Polônia e 4 a 1 para a Argentina. Ao todo, sofreu 14 gols e marcou apenas dois, ambos anotados pelo atacante Emmanuel Sanon. Veja um desses gols:
2. Treinador que nunca pisou no país
Mas o que mais chama a atenção nessa seleção acontece fora das quatro linhas. O técnico da equipe, o francês Sébastien Migné, jamais esteve no Haiti.
Desde que assumiu o comando dos “Granadeiros”, em 2024, ele não conseguiu pisar no país devido à grave crise de segurança pública que afeta a nação há décadas.
Com grande parte da capital, Porto Príncipe, dominada por gangues armadas, a seleção passou a mandar seus jogos das eliminatórias em Curaçao, ilha localizada a cerca de 800 quilômetros dali.
3. Só um jogador atua no Haiti
Outra curiosidade é que quase todo o elenco atua no exterior. Dos 26 convocados para a Copa de 2026, apenas um joga no futebol haitiano: o meio-campista Oliver Woodensky Pierre, do Violette AC.
Os demais estão espalhados por ligas de países como Inglaterra, França, Portugal, Canadá e Estados Unidos.
Um dos principais nomes da seleção é o atacante Duckens Nazon, referência no setor ofensivo e esperança de gols dos haitianos no Mundial.
4. “Jogo da Paz”
Em fevereiro de 2004, o Haiti enfrentava um conflito civil que levou à renúncia do então presidente Jean-Bertrand Aristide.
Para ajudar a estabilizar o país, a ONU criou a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), coordenada pelo Brasil.
Como forma de apoiar a iniciativa e levar uma mensagem de paz à população haitiana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incentivou a realização de um amistoso entre as duas seleções no país.
Assim nasceu o “Jogo da Paz”, disputado em 18 de agosto de 2004, na capital Porto Príncipe, com apoio da FIFA. Em campo, o Brasil goleou o Haiti por 6 a 0, com três gols de Ronaldinho Gaúcho, dois de Roger e um de Nilmar.
Esse não foi o único encontro entre as seleções. Brasil e Haiti já se enfrentaram outras duas vezes, e a equipe brasileira levou a melhor em ambas: venceu por 4 a 0 em um amistoso em 1974 e goleou por 7 a 1 na Copa América Centenário, em 2016.
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