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Dia das Crianças: 7 brincadeiras de rua que marcaram a infância nos anos 80 e 90

Relembre clássicos que faziam a gente esquecer da hora e só voltar para casa quando a mãe chamava

Do Meu Tempo|Renato FontesOpens in new window

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Carrinhos de rolimã e bolinhas de gude fizeram a alegria da criançada e marcaram a infância de quem tem hoje 35 anos ou mais Montagem R7 / Internet

Lembra do som do carrinho de rolimã rasgando o asfalto ou então da cantiga “sal, pimenta, fogo, foguinho”?

Muito antes dos gráficos hiper-realistas dos games e das telas de celular, o grande parque de diversões de quem foi criança nos anos 80 e 90 era a própria rua.

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Era ali que a gente corria, inventava brincadeiras, fazia novas amizades e só voltava para casa quando arrancava um tampão do dedo do pé ou quando a mãe chamava do portão, avisando que o almoço ou jantar estava na mesa.

Neste Dia das Crianças, o blog Do Meu Tempo convida você a embarcar em uma viagem no tempo para relembrar 7 brincadeiras de rua que marcaram uma geração nos anos 80 e 90. Confira!

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1. Taco / Bets

Como era: Jogada em duplas, a brincadeira usava dois tacos de madeira (muitas vezes improvisados com ripas ou cabos de vassoura), uma bolinha (geralmente de tênis ou borracha) e duas “casinhas” (lata de óleo ou garrafas PET) apoiadas nas extremidades do campo.

Objetivo: Quem estava com os tacos precisava proteger as casinhas e rebater a bola para longe. Depois, corria para cruzar os tacos no meio do campo e marcar pontos. Do outro lado, os adversários tentavam acertar uma das casinhas com a bola.

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Se alguém da dupla sem tacos pegasse a bolinha rebatida diretamente no ar, ganhava o direito de pegar os bastões na hora e passar a rebater. Geralmente, a partida terminava aos 12 pontos.

2. Carrinho de rolimã

Como era: Éramos verdadeiros “engenheiros mecânicos” da rua. Os carrinhos eram construídos de madeira, com eixo dianteiro articulado e muita criatividade. As rodas eram feitas com as famosas rolimãs, rolamentos de esferas de aço que muitas vezes a gente ganhava de oficinas.

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Objetivo: Descer a ladeira em disparada, disputando quem chegava primeiro ou simplesmente buscando aquela dose de adrenalina nas curvas fechadas e nos cavalos de pau. E, na hora de parar, valia quase tudo: pedaço de madeira improvisado ou, em último caso, a sola do chinelo.

3. Pique-bandeira / Rouba-bandeira

Como era: A rua era dividida ao meio em dois campos. Cada time colocava uma “bandeira” (que podia ser um galho, um chinelo ou uma garrafa) no fundo do seu território e definia uma área para a “prisão”.

Objetivo: Invadir o campo adversário, roubar a bandeira e trazê-la de volta ao seu lado sem ser tocado (“pego”). Quem era tocado ficava preso no campo inimigo até que um colega de time corresse e o “salvasse”.

4. Queimada

Como era: Uma bola e a rua dividida em dois lados. Cada time tinha um “cemitério” atrás do campo adversário.

Objetivo: Arremessar a bola para atingir (“queimar”) o adversário. Quem fosse atingido sem conseguir segurar a bola ia para o cemitério e passava a jogar de lá, tentando queimar o rival pela retaguarda.

5. Polícia e ladrão

Como era: A turma se dividia em dois grupos. De olhos fechados, os “policiais” faziam uma contagem de alguns segundos, dando tempo para que os “ladrões” saíssem correndo e se escondessem pelo quarteirão.

Objetivo: A “polícia” precisava encontrar e capturar todos os “ladrões”, levando-os para uma “cadeia” marcada no chão. Quem continuava solto podia correr até lá e tocar nos presos para libertá-los.

6. Bolinha de gude / Fubeca

Como era: A gente jogava no chão de terra ou na calçada. Tinha vários jeitos de brincar com a bolinha: triângulo, círculo ou a clássica sequência de covas no chão.

E, por falar em bolinha, tinha de vários tipos: carambola (a tradicional), leiteira, chinesinha (transparente, com espirais coloridas por dentro), cafezinho (marrom) e o bolicão, uma versão duas ou três vezes maior.

Objetivo: Usar o polegar para impulsionar sua bolinha contra as bolas dos adversários, tirando-as da área marcada, ou acertar as covas em ordem. As vitórias costumavam valer as próprias bolinhas dos amigos. No fim da brincadeira, era só juntar tudo e guardar dentro de uma garrafa PET.

7. Pular corda

Como era: Duas crianças batiam uma corda no ritmo de cantigas populares, como “sal, pimenta, fogo, foguinho...” e “Um homem bateu na minha porta...”, enquanto uma ou mais crianças pulavam no meio.

Objetivo: Cumprir as tarefas ditadas pelas músicas sem tropeçar na corda: pular com um pé só, dar uma volta completa, tocar no chão ou acompanhar o ritmo cada vez mais rápido, até chegar ao famoso “foguinho”.

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