Por que a guerra do Irã ‘agrada a petroleiras’ e sobra para você na hora de abastecer o carro
Empresas europeias Repsol e Total Energies admitiram que valor elevado do petróleo impulsionou resultados bilionários
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Há quanto tempo você escuta sobre o vaivém do tráfego no estreito de Ormuz? E que o preço do “petróleo brent” se aproxima, supera ou cai abaixo dos US$ 100? Para as petroleiras, essa confusão num corredor marítimo por onde passam 20% da commodity no mundo é interessante.
Mas, com os ataques de lado a lado, pode se preparar: você vai continuar pagando caro quando encostar o carro na bomba de combustível para abastecer o carro.
Na quinta (23), a companhia francesa Total Energies reportou uma alta de 67% nos lucros do segundo trimestre de 2026, com um total de US$ 6 bilhões – o melhor trimestre em quase três anos.
Não foi por acaso: a própria companhia, por meio do seu presidente-executivo, reconheceu que a guerra impacta (positivamente) nos cofres.
“Ormuz é um campo de batalha e os riscos de atravessá-lo são extremamente altos [...]. Estamos começando a considerar que isso pode se tornar o novo normal, com o estreito sendo aberto e fechado intermitentemente”, disse a analistas em uma teleconferência sobre os resultados da empresa.
A Total Energies chegou a ter cerca de 240 postos no Brasil, mas vendeu a operação para a SIM Distribuidora em 2024.
A espanhola Repsol, que costuma patrocinar as competições de motovelocidade, também comemorou na última quinta (23). O lucro líquido no primeiro semestre de 2026 mais que triplicou, alta de 265%, com US$ 2,58 bilhões de entrada no caixa. Em comunicado, disse que o conflito no Oriente Médio impulsionou os resultados.
E o seu bolso?
Enquanto a guerra não termina, você sente no bolso a escalada do preço dos combustíveis. A gasolina custa, em média, R$ 6,58 nos postos do Brasil, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
O valor é R$ 0,30 mais alto que os R$ 6,28 praticados, em média, no dia 28 de fevereiro, quando estourou o conflito no Oriente Médio.
Vale lembrar que, até agosto, o Ministério da Fazenda, órgão do governo federal, banca uma subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina. Então, o valor do combustível vai continuar em alta, especialmente se terminar este alívio.
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