Será que James Joyce era louco?
Autora nos afirma que os lacanianos, inclusive ela, se precipitaram a responder que ele era um psicótico
Ligia Braslauskas Literatura|Do R7 e Ligia Braslauskas

Poderíamos colocar no início do livro “Lacan, Leitor de Joyce”: “Cuidado, tinta fresca, work in progress”. Isso porque, apesar da leveza com que a psicanalista Colette Soler escreve, nos convoca a pensar sobre assuntos que giram dias na cabeça, que tiram as certezas já empoeiradas das prateleiras e que obrigam a pensar sobre temas aparentemente resolvidos.
“Joyce era louco?”, pergunta Lacan. Colette nos afirma que os lacanianos, inclusive ela, se precipitaram a responder que ele era um psicótico. E essa afirmação apoiou vários teóricos em suas construções. No entanto, a autora desconstrói essa sua resposta e mostra ponto a ponto como ela errou anteriormente e como pensa em se corrigir.
Para rever os diagnósticos, Colette nos entrega sua própria leitura da obra de James Joyce, trazendo exemplos nos trechos dos textos desse autor. Damos, com a autora, uma volta a mais sem voltar ao mesmo lugar, sem nos acomodar. Acompanhamos cada retomada, feita a partir de perguntas que abrem o caminho.
“Lacan, Leitor de Joyce”
224 páginas
R$ 70
Editora Aller



