Acorda com a glicemia alta? 4 hábitos que ajudam a controlar o açúcar no sangue
Alimentação equilibrada, atividade física e hidratação podem contribuir para manter a glicose mais estável
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Você acorda, mede a glicemia e leva um susto: o número está mais alto do que esperava. A primeira pergunta costuma ser: “Mas como isso aconteceu se eu passei a noite inteira sem comer?”
A resposta pode estar no próprio funcionamento do organismo.
Durante as últimas horas do sono, o corpo aumenta naturalmente a produção de alguns hormônios, como cortisol, glucagon e hormônio do crescimento. Eles participam do processo de despertar e estimulam o fígado a liberar glicose na corrente sanguínea para fornecer energia ao organismo.
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Esse mecanismo é conhecido como fenômeno do amanhecer. Em pessoas saudáveis, o organismo costuma liberar insulina suficiente para compensar esse aumento. Já em quem tem resistência à insulina ou diabetes, a elevação pode ser mais acentuada.
“Uma glicemia mais alta pela manhã não acontece necessariamente porque você comeu errado. O próprio organismo pode estar produzindo e liberando mais glicose durante a madrugada”, explica o nutrólogo, médico do exercício e do esporte Alexandre Torelli.
1. Beba água ao acordar
A hidratação é uma das primeiras atitudes que podem entrar na rotina da manhã. Para Torelli, beber água é importante diante de uma glicemia elevada.
Isso não significa, porém, que a água seja um tratamento para o diabetes ou que consiga, sozinha, normalizar a glicose. O controle depende de um conjunto de hábitos e, quando necessário, de acompanhamento e tratamento médico.
2. Movimente o corpo
Uma caminhada leve de 10 a 15 minutos, especialmente antes do café da manhã, pode ser uma estratégia para colocar os músculos para trabalhar.
Durante a atividade física, os músculos aumentam a utilização de glicose como fonte de energia. E não é preciso começar o dia com um treino intenso.
“Não precisa ser um exercício intenso, exagerado. Uma caminhada já pode ser uma excelente estratégia”, afirma o especialista.
A atividade, claro, deve respeitar as condições e limitações de cada pessoa.
3. Capriche na composição do café da manhã
Depois de uma noite de sono, a escolha dos alimentos também merece atenção.
A recomendação de Torelli é combinar proteínas, fibras e alimentos de boa qualidade, como ovos, iogurte natural, frutas inteiras, aveia, chia, linhaça e castanhas, de acordo com as necessidades individuais.
A ideia é evitar começar o dia com uma grande quantidade de açúcar e carboidratos refinados, especialmente em alimentos como refrigerantes, doces, bolos e outras opções açucaradas consumidas em excesso.
Mais do que retirar completamente os carboidratos, o ponto é observar qual alimento entra no prato, em que quantidade e com o que ele é combinado.
4. Não tire conclusões a partir de uma única medição
Uma glicemia elevada ao acordar não conta, sozinha, toda a história.

O aumento pode estar relacionado ao fenômeno do amanhecer, mas existem outras situações que precisam ser consideradas. Por isso, quando a glicemia aparece frequentemente acima do esperado, vale conversar com o médico para investigar o padrão e definir a melhor estratégia.
Em alguns casos, o monitoramento contínuo da glicose pode ajudar a visualizar o que acontece durante a madrugada e diferenciar situações que podem parecer semelhantes.
O especialista também chama atenção para uma diferença importante: a elevação da glicemia associada ao fenômeno do amanhecer não é a mesma coisa que uma alteração provocada por uma hipoglicemia noturna. Neste último caso, a glicose cai durante o sono e pode haver uma elevação posterior.
E os novos tratamentos?
O tratamento do diabetes também mudou nos últimos anos. Hoje, a abordagem não se resume simplesmente a “baixar a glicose”.
Controle da glicemia, alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, manejo do estresse e qualidade de vida fazem parte de uma estratégia mais ampla de cuidado.
Mas os hábitos não substituem o tratamento médico quando ele é necessário. Para quem apresenta alterações frequentes na glicemia, o acompanhamento profissional é fundamental para entender a causa e avaliar se há necessidade de medicamentos ou ajustes na terapia.
Acordar com a glicemia alta, portanto, não significa automaticamente que você exagerou na comida na noite anterior. O organismo continua trabalhando durante o sono — e entender o que acontece nesse período pode ser o primeiro passo para encontrar uma forma mais adequada de controlar a glicose ao longo do dia.
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