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Escapou xixi durante o treino? Entenda por que isso acontece e saiba como tratar

Ginecologista explica o que acontece com o assoalho pélvico durante o exercício e quais tratamentos podem ajudar

Como Ser Saudável|Renata GarofanoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Escape de urina durante exercícios pode indicar incontinência urinária de esforço, comum em mulheres de diferentes idades.
  • O assoalho pélvico precisa de força, resistência e coordenação para evitar escapes; exercícios como Kegel e Pilates podem ajudar, mas devem ser personalizados e supervisionados.
  • Incontinência urinária não deve ser motivo para abandonar atividades físicas; fisioterapia pélvica é uma opção de tratamento eficaz.
  • Fatores como gravidez, menopausa e genética podem influenciar na incontinência; buscar ajuda médica é essencial para tratamento e recuperação da confiança.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Muitas mulheres interrompem a prática de exercícios por causa da perda involuntária de urina Microsoft CoPilot

Perdeu algumas gotas de urina durante a corrida, um salto ou uma série pesada de musculação? Você não está sozinha, mas também não precisa simplesmente aceitar que isso faz parte do treino.

O escape de urina durante atividades que aumentam a pressão dentro do abdômen pode ser um sinal de incontinência urinária de esforço, condição que pode atingir mulheres de diferentes idades.

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“Durante atividades de impacto, como correr e saltar, ou em exercícios que exigem força e levantamento de peso, como o CrossFit, ocorre um aumento da pressão dentro do abdômen. Essa pressão também é transmitida para a bexiga e para o assoalho pélvico”, explica a ginecologista Maria Clara Albejante.

O problema acontece quando o assoalho pélvico e os mecanismos responsáveis por manter a uretra fechada não conseguem responder adequadamente ao aumento súbito da pressão.

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Não é só uma questão de “músculo fraco”

O assoalho pélvico é formado por músculos que ajudam a sustentar os órgãos da pelve e participam do controle urinário. Mas, quando o assunto é incontinência, não basta pensar apenas em força.

A musculatura precisa ter força, resistência e coordenação, além de conseguir contrair e relaxar no momento adequado.

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Por isso, aquela orientação de simplesmente “fortalecer o assoalho pélvico” pode ser insuficiente. Exercícios como Kegel, Pilates e outras atividades podem ajudar, mas precisam ser adequados à necessidade de cada mulher quando existe um problema de continência.

“Muitas mulheres acreditam que somente fazendo Pilates, yoga ou exercícios de Kegel estarão necessariamente fortalecendo adequadamente essa musculatura. Essas atividades podem trazer benefícios, mas, quando existe incontinência, o treinamento precisa ser direcionado para a necessidade daquela mulher e acompanhado por uma fisioterapeuta”, afirma Maria Clara.

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Perder só algumas gotas também merece atenção

Pode parecer pouco. Às vezes são apenas algumas gotas durante um salto, uma corrida ou uma série mais pesada. Ainda assim, se o episódio se repete, vale investigar.

“É relativamente comum, mas comum não significa normal”, alerta a ginecologista.

O problema é que muitas mulheres acabam criando estratégias para esconder os escapes: usam protetor diário, escolhem roupas escuras ou simplesmente deixam de fazer determinados exercícios.

Com o tempo, a preocupação pode ultrapassar o ambiente da academia. A mulher pode evitar viagens, passeios, atividades sociais ou brincadeiras com os filhos por medo de perder urina.

E isso não acontece apenas depois dos 40 ou 50 anos. Mulheres jovens também podem apresentar incontinência urinária e, muitas vezes, demoram para falar sobre o assunto.

Incontinência não é sinônimo de “bexiga baixa”

Outro ponto importante é diferenciar os problemas. A perda de urina durante um esforço não significa necessariamente que a mulher tenha “bexiga baixa”.

Segundo Maria Clara, o chamado prolapso, que pode alterar a posição dos órgãos da pelve, é uma alteração anatômica que pode ou não estar associada à perda urinária.

Também existem outros tipos de incontinência, que não estão relacionados ao exercício. Por isso, entender em que situações o escape acontece é importante para chegar ao diagnóstico.

Precisa parar de treinar?

Na maioria dos casos, não.

A incontinência urinária não significa que a mulher precise abandonar a academia, a corrida ou o esporte de que gosta. O ideal é investigar a causa e, quando necessário, adaptar temporariamente os exercícios que provocam os escapes durante o tratamento.

A fisioterapia pélvica pode trabalhar força, resistência, coordenação e respiração, além de ensinar a ativar o assoalho pélvico no momento adequado, especialmente diante do aumento da pressão abdominal.

“Quando existe incontinência urinária de esforço, a fisioterapia pélvica supervisionada é uma das principais opções de tratamento e, inclusive, considerada tratamento de primeira linha”, explica a médica.

Gravidez, parto e menopausa podem aumentar o risco

A gestação aumenta a carga sobre o assoalho pélvico e provoca mudanças hormonais e mecânicas no corpo. O parto também pode causar alterações nos músculos, nervos e tecidos de sustentação da pelve.

Mas não é correto colocar toda a responsabilidade no parto vaginal. Mulheres que passaram por cesariana também podem apresentar incontinência urinária.

Idade, genética, peso, características do tecido conjuntivo e da musculatura também podem influenciar.

Na menopausa, a redução do estrogênio provoca alterações nos tecidos da vagina, da uretra e do trato urinário. Em algumas mulheres, o tratamento pode incluir estrogênio vaginal, dependendo dos sintomas e da avaliação médica.

Não precisa aprender a conviver com o escape

Para quem já deixou de correr, pular ou levantar peso por medo de perder urina, a principal mensagem é simples: não é preciso sentir vergonha e nem abandonar uma atividade de que você gosta antes de procurar ajuda.

“Perder urina tem tratamento e, em muitos casos, é possível melhorar muito ou até eliminar os episódios”, afirma Maria Clara.

Mais do que esconder o problema, o objetivo é descobrir por que ele está acontecendo e tratar a causa.

“Não abandone uma atividade de que você gosta sem antes procurar ajuda”, orienta a ginecologista. “O objetivo do tratamento não é simplesmente ensinar essa mulher a conviver melhor com a perda de urina. É entender por que ela está acontecendo, tratar o problema e ajudá-la a recuperar a confiança para voltar a fazer suas atividades com segurança.”

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