A incrível história de Alan Smithee, diretor de 50 filmes que nunca existiu
Pseudônimo foi usado principalmente por diretores descontentes com interferências de estúdios
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alan Smithee teve uma carreira prolífica em Hollywood. Entre 1968 e 2000, ele dirigiu cerca de 50 filmes, quase todos fracassos de bilheteria. Mas esse nem foi o maior problema do diretor. O que pega nessa história é que Alan Smithee nunca existiu.
O nome Alan Smithee foi usado como um pseudônimo para ocultar diretores de dezenas de filmes de Hollywood por mais de três décadas. Foi um artifício usado para esconder quem não queria ou não podia aparecer.
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Ele foi criado em 1968 pelo Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (DGA), que até então não permitia que algum filme tivesse um pseudônimo creditado como diretor.
O nome de Alan Smithee (ou Allen Smithee, em algumas versões) passou a ser usado por diretores que estavam insatisfeitos com a perda da decisão criativa nos filmes após interferência dos estúdios.
O primeiro ‘trabalho’ de Alan Smithee foi no faroeste Só Matando, lançado em 1969. Robert Totten era o diretor original do longa, mas foi demitido “por diferenças criativas” em relação ao astro Richard Widmark. Don Siegel assumiu o projeto, mas não quis assinar como diretor porque acreditava que a maioria das cenas foram filmadas por Totten.
Richard Widmark não queria o nome de Totten no filme, então foi acertado um pseudônimo para o projeto. Nascia aí Alan Smithee.
O estratagema deu tão certo que o jornal The New York Times elogiou o diretor, falando que Smithee dirigiu o filme “com maestria” e que “possui uma habilidade excepcional para captar a essência dos rostos e extrair detalhes nítidos do cenário”.
Outros diretores passaram a usar o pseudônimo, como Jud Taylor, que teve três filmes creditados como Alan Smithee. O ator Dennis Hopper, se arriscando na direção, também se escondeu atrás do nome após o estúdio tesourar a sua versão de três horas de Atraída pelo Perigo, de 1990.
O nome também foi usado em versões editadas para a TV de filmes famosos, como Fogo Contra Fogo e O Informante, ambos dirigidos por Michael Mann.
A derrocada começou em 1997, com o lançamento de Hollywood - Muito Além das Câmeras, que contava a história de um jovem diretor, chamado Alan Smithee, insatisfeito com as interferências do estúdio em seu filme, não consegue usar o pseudônimo porque tem justamente o mesmo nome.
O longa foi ridicularizado (ganhou cinco prêmios no Framboesa de Ouro, inclusive de Pior Filme) e ajudou a expor ainda mais o “trabalho” de Alan Smithee. Assim, o DGA resolveu “aposentar” o diretor.
O último filme a usar oficialmente o pseudônimo foi Procura-se, dirigido pelo ator Kiefer Sutherland (o Jack Bauer da série 24 Horas). No IMDB, entretanto, ainda tem alguns outros trabalhos creditados a Alan Smithee nos últimos anos, mas já sem o aval da DGA.
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