Como pombos usam o fígado para detectar campo magnético da Terra
Macrófagos superparamagnéticos servem como ‘bússolas naturais’ para as aves
Bichos|Do R7
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Um estudo publicado na revista Science sugere que células do sistema imunológico presentes no fígado dos pombos desempenham um papel importante na percepção do campo magnético da Terra, funcionando como uma espécie de bússola natural para esses animais.
Os pesquisadores descobriram que macrófagos, células responsáveis por remover glóbulos vermelhos envelhecidos, acumulam ferro durante esse processo, se transformando em estruturas superparamagnéticas.
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De acordo com a pesquisadora Clivia Lisowski, uma das autoras do estudo e pesquisadora da Universidade de Bonn, na Alemanha, as partículas presentes nessas células se alinham ao campo magnético quando as aves estão em voo.
“Quando os pombos voam, as nanopartículas se alinham com o campo magnético e se tornam ‘magnetizadas’”, afirmou em entrevista à Popular Science. “Dessa forma, os pombos conseguem sentir o campo magnético da Terra.”
Para localizar essas estruturas no organismo dos animais, a equipe analisou órgãos conhecidos por armazenar ferro. O fígado chamou a atenção por apresentar uma resposta magnética mais intensa do que os outros tecidos examinados.
Segundo Lisowski, o mecanismo identificado pode não ser exclusivo dos pombos. “Acreditamos que esse mecanismo ferrimagnético pode explicar como aves que migram à noite, ou tubarões, morcegos ou outros animais que migram em ambientes escuros, conseguem perceber o campo magnético da Terra”, disse.














