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Patricia Lages
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Recordação ativa: aprenda uma técnica simples para fortalecer a memória

Escrever de cabeça o que acabou de aprender fixa mais conteúdo do que reler o material várias vezes

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A técnica de recordação ativa consiste em escrever de cabeça o que se aprendeu, sem consultar anotações.
  • Esse método fortalece a memória mais do que reler o material várias vezes.
  • Estudos mostraram que a recordação ativa é mais eficaz a longo prazo do que a simples releitura.
  • A técnica é simples e pode ser facilmente aplicada por qualquer pessoa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sair de uma reunião ou terminar o capítulo de um livro e não lembrar quase nada é mais comum do que parece. Mas uma técnica simples pode mudar esse cenário: a recordação ativa.

O método consiste em escrever, logo após receber a informação, tudo o que se lembrar de cabeça, sem consultar anotações nem reler o conteúdo.

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Depois de tudo anotado, é hora de conferir o material para identificar o que ficou de fora. Ao repetir o processo, o resultado fica ainda mais eficiente.

O que explica a eficácia é o esforço de busca. Reler traz apenas uma sensação de domínio do assunto, mas tentar lembrar sem nenhum apoio faz com que o cérebro tenha de recuperar a informação, e é esse trabalho que fortalece a memória.

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O efeito foi demonstrado em 2006 por Henry Roediger e Jeffrey Karpicke, da Universidade Washington, em um estudo publicado na revista Psychological Science.

Enquanto um grupo de universitários leu textos científicos quatro vezes, o outro leu apenas uma vez e usou o tempo restante para escrever tudo o que conseguia lembrar, sem consultar o material.

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Passados cinco minutos, quem releu várias vezes saiu na frente; porém, uma semana depois, o placar se inverteu. Quem releu recuperou 40% do conteúdo, e quem praticou a recordação ativa passou dos 60%.

Em 2013, a Universidade Estadual de Kent avaliou dez técnicas de estudo e classificou apenas duas como de alta utilidade: a recordação ativa e a prática distribuída, que é o estudo espaçado ao longo do tempo.

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O melhor de tudo é que ambas as técnicas são extremamente simples de serem empregadas por qualquer pessoa. Recomendo!

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