A balança caiu, mas e o músculo? O alerta para quem usa medicamentos para emagrecer
Perder peso rápido nem sempre é perder gordura; entenda os cuidados para evitar a redução da massa muscular

Perder peso parece simples quando olhamos apenas para a balança: o número diminui e a sensação é de vitória. Mas será que todo peso perdido representa um bom resultado?
A resposta é: nem sempre.
Durante um processo de emagrecimento, o grande desafio não é apenas eliminar quilos, mas reduzir gordura e preservar a massa muscular. Afinal, os músculos têm um papel importante no metabolismo, na força, na disposição e até na manutenção dos resultados ao longo do tempo.
Esse cuidado ganhou ainda mais atenção nos últimos anos com o aumento do uso de medicamentos que ajudam no controle do apetite. Com a menor vontade de comer, muitas pessoas acabam reduzindo também a ingestão de nutrientes importantes, entre eles, a proteína.
“A proteína tem um papel central na manutenção da massa muscular, da saciedade e do metabolismo. Quando a ingestão fica abaixo do necessário, principalmente em processos de perda de peso, aumenta o risco de perder músculo junto com a gordura, e esse não é o objetivo”, explica Camila Dias, head de nutrição da Black Skull.
A preocupação acompanha uma mudança no comportamento de quem busca saúde. Cada vez mais, consumidores estão interessados não apenas em emagrecer, mas em melhorar a composição corporal, preservar músculos e envelhecer com mais qualidade.
Esse movimento também impulsiona o mercado de suplementação. A Black Skull, por exemplo, acaba de lançar a linha CORE, uma nova categoria premium da marca, que estreia com o CORE 3W, whey protein desenvolvido com um blend de proteínas concentrada, isolada e hidrolisada, com 31g de proteína por porção.
A balança caiu, mas foi gordura ou músculo?
Um dos maiores erros durante o emagrecimento é comemorar apenas o número da balança. Isso porque o peso corporal não mostra exatamente o que foi eliminado: pode ser gordura, água ou massa muscular.
Segundo Camila, o foco precisa estar na composição corporal: “Emagrecimento de qualidade não significa simplesmente reduzir o peso na balança. O objetivo é reduzir principalmente gordura corporal e preservar ao máximo a massa magra, especialmente a massa muscular”, afirma.
A perda excessiva de músculo pode trazer consequências como redução da força, menor disposição e dificuldade para manter os resultados conquistados.
Alguns sinais podem indicar que a pessoa está perdendo mais músculo do que deveria: queda no desempenho nos treinos, dificuldade para realizar atividades do dia a dia, sensação de cansaço e mudanças no corpo que não acompanham a expectativa de perda de gordura.
“Por isso, é importante acompanhar não apenas o peso, mas também indicadores como percentual de gordura, massa muscular e medidas corporais”, explica a especialista.
Medicamentos e preservação muscular
Com a redução do apetite provocada por alguns medicamentos, como as canetas emagrecedoras, a alimentação precisa ser ainda mais planejada.
A lógica é simples: se a pessoa come menos, cada refeição precisa entregar mais nutrientes. “Quando a fome diminui de forma significativa, existe uma tendência de consumir menos volume de comida e, muitas vezes, deixar de lado nutrientes importantes. O risco é reduzir não apenas calorias, mas também proteínas, fibras, vitaminas e minerais fundamentais para o organismo”, explica Camila.
Nesse cenário, a proteína ganha protagonismo. Além de ajudar na preservação muscular, ela também contribui para a saciedade e para a recuperação após os exercícios.
“Em um período de menor ingestão alimentar, cada refeição precisa ter mais qualidade nutricional. A proteína deve ser uma prioridade”, enfatiza a nutricionista.
Quanto de proteína é preciso consumir?
A quantidade ideal varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como peso corporal, idade, rotina de exercícios e objetivos.
De forma geral, pessoas em processo de emagrecimento que desejam preservar massa muscular costumam trabalhar com uma ingestão entre 1,6 e 2,2 gramas de proteína por quilo de peso corporal por dia, sempre com orientação individual.
Para algumas pessoas, atingir essa meta apenas com a alimentação é possível. Carnes, ovos, peixes, laticínios e fontes vegetais podem fazer parte dessa estratégia.

Mas, na prática, nem sempre é fácil consumir a quantidade necessária; especialmente para quem tem pouco apetite ou uma rotina corrida.
“Nesses casos, a suplementação pode ser uma ferramenta de apoio. Ela oferece praticidade, facilita o controle da quantidade consumida e ajuda a atingir a meta diária de proteína”, afirma a nutri.
A especialista reforça que o suplemento não substitui uma alimentação equilibrada: “A suplementação entra como complemento. Ela ajuda a garantir que a pessoa consiga consumir a quantidade adequada de proteína, mas faz parte de uma estratégia maior de alimentação e saúde.”
Treino de força também é peça-chave
A proteína sozinha não faz todo o trabalho. Para preservar músculos durante a perda de peso, o exercício, especialmente o treino de força, tem papel fundamental.
“O treino de força é um dos estímulos mais importantes para sinalizar ao corpo que aquele músculo precisa ser mantido. Quando combinado com uma ingestão adequada de proteínas e um déficit calórico bem planejado, favorece uma perda de gordura com maior preservação muscular”, explica Camila.
Ou seja: alimentação e exercício caminham juntos.
No fim das contas, emagrecer bem não é apenas pesar menos. É perder gordura, manter músculos e construir uma rotina que ajude o corpo a continuar saudável no longo prazo.
E você, o que tem feito para perder peso com qualidade?
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













