Dia Mundial da Prevenção de Quedas: atitudes simples para viver melhor na terceira idade
Especialistas alertam: agir antes do acidente é fundamental para um envelhecimento mais saudável
No Dia Mundial da Prevenção de Quedas, o recado dos especialistas é claro: ninguém cai “do nada”. Na maioria das vezes, o corpo já vinha dando sinais, só que eles passam despercebidos no dia a dia.

Passos mais curtos, andar mais devagar, pequenos tropeços ou dificuldade para levantar da cadeira podem parecer detalhes, mas muitas vezes são alertas importantes. São mudanças sutis que vão se acumulando e, com o tempo, aumentam o risco de uma queda.
“A queda quase nunca é um evento isolado. Ela vai sendo construída aos poucos, com mudanças no equilíbrio, na força, na visão e até na confiança para se movimentar”, explica José Carlos Vasconcellos, fundador-presidente da TeleHelp.
Exercício é o que mais ajuda a evitar quedas
Se existe um ponto central na prevenção de quedas, ele está no movimento. Manter o corpo ativo é uma das formas mais eficazes de evitar acidentes e preservar a independência na terceira idade.
“Os exercícios físicos são uma das ferramentas mais eficazes na prevenção de quedas. Trabalhar força muscular, equilíbrio e coordenação ajuda o idoso a ganhar mais estabilidade e confiança para as atividades do dia a dia”, explica o educador físico Emerson Santos.
Com o tempo, o movimento também devolve algo essencial: confiança. “Muitas pessoas deixam de se movimentar por medo de cair, mas esse é um dos maiores riscos. A falta de atividade reduz ainda mais a força muscular e o equilíbrio, aumentando justamente a chance de quedas”, acrescenta o profissional.
Por isso, o ideal é sempre contar com orientação de fisioterapeutas ou educadores físicos, que ajudam a adaptar os exercícios para cada pessoa, respeitando limites e construindo segurança aos poucos.
E não é só o exercício que entra nessa conta. Coisas simples também ajudam muito: beber água ao longo do dia e manter uma alimentação equilibrada. A desidratação, por exemplo, pode dar tontura, fraqueza e aquela sensação de instabilidade que aumenta o risco de quedas.
Dentro de casa também mora o risco
A verdade é que a maioria das quedas acontece dentro de casa, justamente onde a gente se sente mais seguro.
Tapetes soltos, chão escorregadio, fios espalhados ou pouca luz no corredor são detalhes que parecem pequenos, mas fazem diferença. Muitas vezes, uma simples mudança já melhora bastante a segurança.
Segundo dados da TeleHelp, o quarto é o ambiente onde mais acontecem quedas, seguido pelo banheiro.
Por isso, ajustes simples ajudam muito: melhorar a iluminação, organizar os móveis para facilitar a circulação, retirar obstáculos e instalar barras de apoio em pontos estratégicos.
Quando o imprevisto acontece
Mesmo com todos os cuidados, quedas ainda podem acontecer. E, nesses momentos, o tempo de ajuda faz muita diferença.
Para quem mora sozinho, isso pode ser ainda mais delicado. Por isso, serviços de teleassistência têm sido cada vez mais usados como uma forma de apoio imediato em situações de emergência.
No fim das contas, prevenir quedas não é só evitar um acidente. É sobre continuar se movimentando, manter a autonomia e seguir vivendo com mais liberdade e segurança.
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