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É de Comer
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O quê e como você vai comer e beber em 2021?

Em 2020, a gastronomia se reinventou e produtores se aproximaram dos consumidores finais. As pessoas também começaram a entender melhor os hábitos alimentares e como os produtos chegam às nossas mesas.

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Aprendizados de 2020: montar um bar e fazer seus próprios drinks
Aprendizados de 2020: montar um bar e fazer seus próprios drinks

O ano novo começou. Você já fez promessa no último dia de 2020 que vai emagrecer, tentar uma vida mais regrada, se alimentar melhor, beber menos.... ou não.

Verdade é que viradas de ano com seus rituais de passagem, mesmo que em tempos pandêmicos, servem para criarmos novos hábitos. É um gatilho para uma tentativa de nova rotina. Mas porque a gente desiste e volta aos antigos maus hábitos?

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Tenho lido sobre isso. Mesmo porque considero que mina dieta calórica está acima do que meu gasto calórico nos dias de hoje. Confesso também que como e bebo bem, o que faz com que seja mais difícil abandonar os momentos de prazer que a boa gastronomia e coquetelaria me proporcionam. 

No livro, O PODER DO HÁBITO, de Charles Duhig, encontrei algumas explicações para coisas que faço quase que automaticamente e que poderia, sim, mudar. Também encontrei ideias para tentar melhorar meu estilo de vida. Por exemplo, condicionar a cervejinha de fim de dia a uma série de exercícios feita imediatamente antes. É uma coisa que comecei a fazer antes da virada do ano. A cerveja é a recompensa do gasto calórico que eu tenho minutos antes, ao fazer sessões de agachamento, abdominal, flexões e afins. Pode não ser a solução ideal, mas foi a solução que eu encontrei. Se antes eu chegava em casa, cansada da rotina da redação de jornalismo e logo abria uma long neck ou vinho enquanto cozinhava o jantar, hoje, tento reservar uma meia hora para realizar algumas repetições que liberam endorfina no meu corpo. Tem funcionado. Adio o início do consumo de bebida, me exercito e me sinto menos culpada depois com o jantar.

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Aprendizado de 2020: receber e
abrir ostras em casa
Aprendizado de 2020: receber e abrir ostras em casa

Mas não é só isso que vai ficar de 2020 na minha rotina alimentar. Esse ano me elevou a um novo nível de experiência com comida via delivery, me apresentou o contato direto com produtores que começaram a fazer entregas na minha casa e conheci muitos alimentos/bebidas novos. Isso porque muita gente se reinventou. Foi legal nesse sentido.

2020 trouxe pra minha vida novas queijarias, como a Rima, que trabalha com queijos de ovelha e o Capril do Bosque, com laticínios de cabras. Ambos entregam em SP.

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2020: o ano da charcutaria artesanal delivery
2020: o ano da charcutaria artesanal delivery

Trouxe também grande charcuteiros, como o pessoal da A Table Charcutaria, com patês de foie e embutidos maravilhosos, que alegravam meus finais de semana. Minha rotina não seria completa sem a Montoza Pescados, que me forneceu os peixes e ostras que comi nessa virada do ano e em tantas outras ocasiões especiais. Na área das bebidas, a cervejaria Dádiva foi uma que começou a fazer parte da minha rotina. Montei um bar de respeito em casa, com gins, rum, uísques, vermutes, marraschino, lillet e bitters e todos os utensílios necessários. Com a ajuda virtual de blogueiros como o Boteco do JB, me aventurei no mundo da coquetaria e aprendi a fazer drinks que não costumava fazer antes como Martinez, Old Fashined, Dirty Martini, Vesper, entre outros. Descobri o incrível mundo do Jerez, ao conhecer o bar Huevos de Oro e passar a entender um pouco mais sobre essa bebida com as somelieres Daniela Bravin e Cassia Campos. Isso sem contar a descoberta de restaurantes, alguns eu nunca fui presencialmente e virei freguesa de carteirinha, como o Hira Ramen Izakayae o Kubo Zushi, por exemplo. Restaurantes que se reinventaram no delivery e conseguem manter a excelência, trazendo pra nós um pouco de alegria e normalidade em dias tão difíceis.

2020: a descoberta do Jerez
2020: a descoberta do Jerez

O que eu vou comer e beber em 2021? Com certeza vou comer e beber melhor, sem necessariamente gastar mais por isso. Vou manter os bons hábitos, como fazer exercícios, buscar o produto na origem, a venda direta e privilegiar os restaurantes que mantém boas práticas sanitárias. Afinal, a pandemia não vai acabar de uma hora pra outra. Cientistas preveem que continuaremos a usar máscaras nos próximos dois anos e a vacina... bem, a vacina no Brasil está mais longe do que imaginávamos de pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários, como eu. Vai ser um longo caminho a percorrer, que tenhamos força, responsabilidade e alegria para os próximos passos. Feliz 2021. E pra não perder o costume, me segue lá, no @ehdecomer.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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