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O que fazer em Sevilha: guia completo da capital andaluza

Um roteiro de três dias entre bares, monumentos históricos e a energia vibrante da cidade

Mundo pra Viver – Por Gisele Rodrigues|Gisele RodriguesOpens in new window

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Sevilla não vive apenas de flamenco, mas descubra a capital Andaluzia em seus sabores Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

Sevilha foi uma das cidades mais surpreendentes que visitei na Espanha. Estive lá no mês de abril e passei três noites e quatro dias explorando a capital andaluza, caminhando sem pressa pelas ruas estreitas do centro histórico, entrando em bares tradicionais e vivendo aquela atmosfera vibrante que só Sevilha consegue ter.

A cidade mistura história, arquitetura impressionante, flamenco, gastronomia e uma energia única. E, sinceramente, uma das coisas mais incríveis da viagem foram justamente os bares e bodegas espalhados pela cidade.


Catedral de Sevilla

A Catedral de Sevilha foi um dos lugares que mais me impressionou na viagem. Ela é enorme por dentro e cheia de detalhes dourados, salões gigantes e obras históricas. Mas o melhor foi subir na Giralda. A vista lá de cima é linda e dá para ver os telhados da cidade inteira.

Outra coisa que gostei bastante é que a região ao redor da catedral é supermovimentada e cheia de restaurantes, cafés e bares. Depois da visita, aproveitei para fazer uma pausa do calor forte da cidade tomando algo gelado em uma das mesinhas externas — e isso acaba fazendo parte da experiência em Sevilha, principalmente durante a primavera e o verão.


A emblemática Praça Espanha

O melhor para visitar a praça Espanha é bem cedinho, eu fui às 9h, assim ela está mais vazia Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

A Praça de Espanha é um daqueles lugares que ao vivo consegue ser ainda mais bonito.

Os bancos de azulejos, os canais, as pontes e toda a arquitetura deixam o lugar muito especial. Fiquei bastante tempo só caminhando por ali e observando o movimento.


Visita no Alcázar

O Real Alcázar de Sevilha foi facilmente um dos lugares mais bonitos que visitei em Sevilha. Os jardins parecem cenário de filme e os detalhes da arquitetura árabe impressionam muito. Inclusive, algumas cenas de Game of Thrones foram gravadas lá.

Passear por Santa Cruz

O bairro de Santa Cruz foi uma das partes mais gostosas da viagem. As ruas são estreitas, cheias de flores nas janelas, pequenas praças e bares escondidos. É o tipo de lugar perfeito para caminhar sem pressa e descobrir cantinhos aleatórios.


Las Setas

A incrível vista do topo da Las Setas, em Sevilla Tassia Karaseva

A Metropol Parasol, conhecida por quase todo mundo como Las Setas, foi um dos lugares que mais me surpreendeu em Sevilha. A estrutura é enorme, super moderna e contrasta totalmente com os prédios históricos da cidade. No começo achei até diferente demais para o estilo da cidade, mas depois entendi porque virou um dos pontos mais famosos de Sevilha.

Minha dica é visitar durante o dia para conhecer a região com calma e depois voltar no fim da tarde para ver o pôr do sol. Lá em cima existe uma passarela panorâmica com vista para os telhados da cidade inteira, e quando a luz começa a ficar dourada o visual fica ainda mais bonito.

As Las Setas ficaram famosas pelo formato que lembra cogumelos gigantes Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

A área ao redor também é super movimentada, cheia de bares, restaurantes e pessoas aproveitando o clima da cidade. Embaixo da estrutura existe um mercado e também restos arqueológicos romanos que podem ser visitados. É um lugar que mistura arquitetura moderna, história e vida local no mesmo espaço.

No fim da tarde, também é muito bonito caminhar pela região do Rio Guadalquivir. A cidade fica super animada nessa hora, cheia de gente andando, pedalando e aproveitando os bares perto da água. Também é dali que fica a famosa Torre del Oro.

A agitada Triana

Depois das seis da tarde, as ruas começam a encher Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

O bairro de Triana tem uma vibe diferente do centro histórico e parece mais local. É um ótimo bairro para experimentar tapas, ouvir flamenco e sentir um lado mais autêntico da cidade. Achei uma das regiões mais legais para sair à noite. A região é mais local, descontraída e cheia de bares, restaurantes e música.

A rua mais animada por lá é a Calle Betis, sem dúvidas, que fica às margens do rio Guadalquivir e reúne vários bares com mesas na rua e vista para o centro histórico iluminado. É um dos pontos preferidos da galera mais jovem e o movimento vai até tarde da noite. Ali as pessoas se reúnem com os amigos para beber e comer, e depois seguem a festa com algumas discotecas escondida entre os bares.

Inclusive, por ali até encontrei um bar/restaurante brasileiro, La Favela, algo que eu realmente não esperava em Sevilha. A região inteira tem um clima muito divertido para tomar drinks e terminar o dia aproveitando a vida noturna da cidade.

Bares e bodegas: a melhor parte de Sevilha

Um dos bares mais excêntricos de Sevilla Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

Sevilha é uma cidade perfeita para fazer tapas. Você entra em um bar, pede uma taça, experimenta alguns pratos e depois segue para o próximo lugar. Foi exatamente assim que vivi a cidade.

Bar Garlochi

Tomando o drink típico "sangue de cristo" Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

Esse foi facilmente um dos bares mais diferentes que visitei em Sevilha. O ambiente é totalmente excêntrico, cheio de imagens religiosas, velas, santos e uma decoração maximalista que deixa o lugar quase surreal. É pequeno, escuro, super tradicional e com uma atmosfera muito única.

O drink mais famoso da casa é o “Sangre de Cristo”, servido em um cálice e conhecido tanto pelo visual quanto pelo sabor adocicado. Mesmo quem não bebe muito acaba pedindo pela experiência e pela tradição do lugar.

Foi um dos bares mais autênticos que conheci na cidade e vale a visita nem que seja só para entrar e observar todos os detalhes da decoração.

El Rinconcillo

O restaurante mais antigo de Sevilha e uma parada obrigatória para quem gosta de gastronomia tradicional andaluza.

Lá eu pedi:

  • Croquetas de jamón — €2,90
  • Tortilla de batata — €9,50
  • Solomillo ibérico — €4,70

Tudo estava excelente, especialmente o solomillo ibérico. E o atendimento foi incrível, acho que os andaluzes conquistaram meu coração.

El Pátio

Sanduíche ( ou bocadillo) de lomo com queijo azul no restaurante El Pátio Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

Um lugar ótimo para tapas rápidas e bem servidas. O prato que mais gostei foi o montadillo andaluz, feito com carne de lomo, queijo azul e batata, por €3,95.

O legal é que é super cara de “taverna” ( típicos bares antigos da Andaluzia, como se fosse uma caverna), e lá você pode se sentar nas mesinhas altas, ou mesmo na escada linda que há no restaurante.

Taberna Los Coloniales

Provavelmente um dos lugares mais famosos para tapas em Sevilha — e com razão. As porções são generosas e os preços muito bons.

Os pedidos que fiz:

  • Solomillo a la castellana — €5,50
  • Berenjena rellena — €9,90
  • Tinto de verano — €3,50
  • Água — €2,50O ambiente é super movimentado e descontraído.

Bodega Aurora

Uma bodega menor e mais tradicional, perfeita para uma pausa no fim do dia.

Experimentei:

  • Rollitos de pollo e bacon — €3,50
  • Vermut — €3,00

O vermute deles vale muito a pena.

A melhor gelateria

A gelateria Monasterio é uma das mais artesanais da cidade e sempre tem fila Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

Depois de caminhar o dia inteiro pela cidade, parar para tomar um gelato no Monasterio virou praticamente um ritual da viagem. Os sabores artesanais são excelentes e foi facilmente o melhor sorvete que provei em Sevilha.

Onde assistir flamenco

Assistir flamenco em Sevilha é praticamente obrigatório.

La casa del Flamenco

Foi o melhor espetáculo de flamenco que vi na cidade. O ambiente é intimista e a apresentação é extremamente emocionante.

Mesmo para quem não entende muito sobre flamenco, é impossível não se impressionar.

La Carbonería

Uma dica excelente para assistir flamenco de forma mais informal e quase gratuita. Você só precisa consumir algo no bar e acontece uma apresentação de cerca de 30 minutos. No final, as pessoas costumam contribuir com algum valor para os artistas. Importante: não pode tirar fotos durante a apresentação.

Onde ficar em Sevilha

A hospedagem no New Samay foi incrível e super bem conectado com o centro da cidade Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

Na minha opinião, a melhor região para se hospedar em Sevilha é o centro histórico. Além de ser uma área linda e cheia de vida, praticamente tudo fica perto: bares, restaurantes, atrações turísticas e muitas ruas charmosas para explorar a pé.

Eu fiquei no New Samay Hostel e gostei bastante da localização. O hostel fica perto do bairro de Santa Cruz, da Praça de Espanha e também do Alcázar, então consegui fazer quase tudo caminhando.

Para quem quer economizar sem abrir mão de uma boa localização, achei uma excelente escolha. O hostel também tinha um clima bem social entre os viajantes, o que deixou a experiência ainda mais divertida.

No New Samay também há opção de quartos privados, onde já me hospedei uma vez, e adorei Arquivo pessoal/Gisele Rodrigues

Sem dúvida, Sevilha tem uma mistura perfeita entre história, cultura, gastronomia e vida noturna. Em quatro dias consegui conhecer bastante coisa, mas fiquei com vontade de voltar. Eu fui em abril, uma época excelente para visitar: clima agradável, ruas cheias de vida e a cidade inteira florida. E entre catedrais, tapas e apresentações de flamenco, Sevilha acabou se tornando uma das minhas cidades favoritas da Espanha. Aliás, para você que quer se programar para as famosas datas festivas por lá, só acompanhar minhas reportagens aqui sobre a Feria de Abril, e a semana santa:

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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