‘Razão e Sensibilidade’ transforma o luto em uma jornada de amor e recomeços
Nova versão da obra de Jane Austen já está nos cinemas brasileiros
Cine R7|Ana Be*
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tudo na vida é gerado, acolhido e, pouco a pouco, ensinado a caminhar. Razão e Sensibilidade, da diretora Georgia Oakley, repete essa lógica para conquistar o público jovem e cravar uma das melhores adaptações literárias de 2026.
A nova adaptação da obra de Jane Austen, em cartaz nos cinemas brasileiros, traduz a trama de Austen de uma maneira diferente da versão de 1995, dirigida por Ang Lee e roteirizada por Emma Thompson.
Enquanto o filme de Lee se destacou pela elegância dos diálogos e construção de personagens que equilibravam razão e sentimento, a produção de Georgia Oakley aposta em uma linguagem mais visual e intimista, dando espaço às expressões que revelam aquilo que nem sempre é dito, aproximando o espectador da narrativa, a ponto de compartilharem risadas e pranto com os próprios personagens.

Razão e Sensibilidade acompanha a matriarca da família, senhora Dashwood (Caitriona Balfe), e suas três filhas, Elinor Dashwood (Daisy Edgar-Jones), Marianne Dashwood (Esme Creed-Miles) e Margaret Dashwood (Bodhi Rae Breathnach), que sofriam pelo luto e precisavam se reinventar mediante a pobreza e a perda de autoridade sobre suas propriedades.
Por meio de metáforas visuais, iluminação e fotografia, o filme começa lento, como algo filosófico, provando que muitas vezes as imagens falam mais que os diálogos.
Apesar de arrastado nos primeiros minutos, logo a trama se desenrola. Não de uma vez, mas por momentos, quebrando a expectativa do público de automaticamente prever os desfechos, fazendo-o aproveitar a narrativa, experimentando cada fase da obra.
O ponto curioso do filme é a química trabalhada entre Elinor, Edward (George MacKay), Marianne, Willoughby (Frank Dillane) e o Coronel Brandon (Hebert Dordrum).
O desenvolvimento de um enemies to lovers, ao mesmo tempo em que um forbidden romance emerge dentre os desafios vivenciados pela família Dashwood, faz com que tudo se torne ainda mais magnético para o espectador.

Da mesma forma em que se assiste a um bebê aprendendo a engatinhar, o público pode acompanhar o crescimento do filme, por meio das expectativas dos personagens, de seus fracassos, suas tensões e decepções.
Entre a dinâmica de personalidades opostas e uma cumplicidade, Elinor e Marianne são a grande representação do que seja a razão e a sensibilidade no amor e o grande carro-chefe do filme. Daisy Edgar-Jones e Esme Creed-Miles introduzem um laço genuíno entre irmãs que cresceram e amadureceram juntas, lado a lado e, ao mesmo tempo, distantes.
Os protagonistas masculinos também têm sua graça. Apesar de Edward, por vezes, se mostrar fraco, ele cativa ao demonstrar apenas pelo olhar o que sente por Elinor.

Ainda assim, é o Coronel Brandon a grande surpresa do filme. Embora fosse esperado que Daisy Edgar-Jones e George MacKay concentrassem os maiores destaques da trama, o casal acabou perdendo seu brilho quando o charme do ator norueguês Herbert Nordrum entrou em cena e fez do Coronel Brandon uma presença nobre, gentil e, ao mesmo tempo, necessária.
Introspectivo e marcado por um passado sombrio, Brandon surpreende a cada novo desdobramento da trama, superando as expectativas e revelando camadas que vão muito além de sua aparente frieza.
E é um bom resumo do filme — e da vida. Se, em um primeiro momento, a narrativa engatinha com cenas arraigadas ao tema ou diálogos alheios, aos poucos encontra seu equilíbrio e, quando menos se espera, já está correndo.
✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp














