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‘Razão e Sensibilidade’ transforma o luto em uma jornada de amor e recomeços

Nova versão da obra de Jane Austen já está nos cinemas brasileiros

Cine R7|Ana Be*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A nova adaptação de "Razão e Sensibilidade", dirigida por Georgia Oakley, apresenta uma abordagem visual e intimista, destacando-se das versões anteriores.
  • O filme explora a dinâmica entre as irmãs Dashwood, Elinor e Marianne, representando a razão e a sensibilidade, respectivamente, em suas jornadas pessoais.
  • Os personagens masculinos, especialmente o Coronel Brandon, se destacam por suas camadas e complexidade, trazendo surpresas ao desenvolvimento da trama.
  • A narrativa equilibra momentos de introspecção e emoção, evidenciando o crescimento pessoal dos personagens diante de desafios e desilusões.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Elinor e Marianne Dashwood são as protagonistas de Razão e Sensibilidade Reprodução/Instagram @sensesensibilityfilm

Tudo na vida é gerado, acolhido e, pouco a pouco, ensinado a caminhar. Razão e Sensibilidade, da diretora Georgia Oakley, repete essa lógica para conquistar o público jovem e cravar uma das melhores adaptações literárias de 2026.

A nova adaptação da obra de Jane Austen, em cartaz nos cinemas brasileiros, traduz a trama de Austen de uma maneira diferente da versão de 1995, dirigida por Ang Lee e roteirizada por Emma Thompson.

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Enquanto o filme de Lee se destacou pela elegância dos diálogos e construção de personagens que equilibravam razão e sentimento, a produção de Georgia Oakley aposta em uma linguagem mais visual e intimista, dando espaço às expressões que revelam aquilo que nem sempre é dito, aproximando o espectador da narrativa, a ponto de compartilharem risadas e pranto com os próprios personagens.

Família Dashwood enfrenta dificuldades após morte de patriarca Reprodução/Instagram @sensesensibilityfilm

Razão e Sensibilidade acompanha a matriarca da família, senhora Dashwood (Caitriona Balfe), e suas três filhas, Elinor Dashwood (Daisy Edgar-Jones), Marianne Dashwood (Esme Creed-Miles) e Margaret Dashwood (Bodhi Rae Breathnach), que sofriam pelo luto e precisavam se reinventar mediante a pobreza e a perda de autoridade sobre suas propriedades.

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Por meio de metáforas visuais, iluminação e fotografia, o filme começa lento, como algo filosófico, provando que muitas vezes as imagens falam mais que os diálogos.

Apesar de arrastado nos primeiros minutos, logo a trama se desenrola. Não de uma vez, mas por momentos, quebrando a expectativa do público de automaticamente prever os desfechos, fazendo-o aproveitar a narrativa, experimentando cada fase da obra.

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O ponto curioso do filme é a química trabalhada entre Elinor, Edward (George MacKay), Marianne, Willoughby (Frank Dillane) e o Coronel Brandon (Hebert Dordrum).

O desenvolvimento de um enemies to lovers, ao mesmo tempo em que um forbidden romance emerge dentre os desafios vivenciados pela família Dashwood, faz com que tudo se torne ainda mais magnético para o espectador.

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Protagonistas de Razão e Sensibilidade constroem um laço que amadurece Reprodução/Instagram @sensesensibilityfilm

Da mesma forma em que se assiste a um bebê aprendendo a engatinhar, o público pode acompanhar o crescimento do filme, por meio das expectativas dos personagens, de seus fracassos, suas tensões e decepções.

Entre a dinâmica de personalidades opostas e uma cumplicidade, Elinor e Marianne são a grande representação do que seja a razão e a sensibilidade no amor e o grande carro-chefe do filme. Daisy Edgar-Jones e Esme Creed-Miles introduzem um laço genuíno entre irmãs que cresceram e amadureceram juntas, lado a lado e, ao mesmo tempo, distantes.

Os protagonistas masculinos também têm sua graça. Apesar de Edward, por vezes, se mostrar fraco, ele cativa ao demonstrar apenas pelo olhar o que sente por Elinor.

Coronel Bradon se revela uma caixinha de surpresas e encanta público
Coronel Bradon se revela uma caixinha de surpresas e encanta público Reprodução/Instagram @voguespain

Ainda assim, é o Coronel Brandon a grande surpresa do filme. Embora fosse esperado que Daisy Edgar-Jones e George MacKay concentrassem os maiores destaques da trama, o casal acabou perdendo seu brilho quando o charme do ator norueguês Herbert Nordrum entrou em cena e fez do Coronel Brandon uma presença nobre, gentil e, ao mesmo tempo, necessária.

Introspectivo e marcado por um passado sombrio, Brandon surpreende a cada novo desdobramento da trama, superando as expectativas e revelando camadas que vão muito além de sua aparente frieza.

E é um bom resumo do filme — e da vida. Se, em um primeiro momento, a narrativa engatinha com cenas arraigadas ao tema ou diálogos alheios, aos poucos encontra seu equilíbrio e, quando menos se espera, já está correndo.

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