Glória Menezes fez história no teatro e conheceu Tarcísio Meira nos bastidores de uma peça
Atriz, que morreu aos 91 anos, construiu uma carreira que atravessou os palcos, a televisão e o cinema
R7 Teatro|Maria Cunha
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Glória Menezes, que morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), deixa uma trajetória de mais de seis décadas na dramaturgia brasileira.
Conhecida por personagens marcantes na televisão, a atriz também construiu uma carreira importante no teatro, com trabalhos que atravessaram diferentes fases de sua vida profissional.
Veja Também
Foi justamente nos palcos que Glória viveu um dos encontros mais importantes de sua vida. Em 1961, durante os ensaios de As Feiticeiras de Salém, dirigida por Antunes Filho, em São Paulo, ela conheceu Tarcísio Meira.
Logo depois, os dois trabalharam juntos no teleteatro Uma Pires Camargo, da TV Tupi, onde o romance começou. Glória e Tarcísio foram casados por 59 anos e tiveram um filho, Tarcísio Filho. A atriz também era mãe de João Paulo e Maria Amélia, do primeiro casamento.
Glória e Tarcísio dividiram o palco em diferentes momentos da carreira, entre eles em Tudo Bem no Ano Que Vem, de 1976, dirigido por Flávio Rangel, e E Continua Tudo Bem, de 1996.
Mas a trajetória da atriz no teatro foi muito além da parceria com o marido. Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, ela se mudou ainda criança para São Paulo. Foi na capital paulista que estudou na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (EAD-USP).
Durante a formação, Glória integrou o grupo de teatro amador Jovens Independentes e, em 1959, recebeu o prêmio de Atriz Revelação em um festival promovido por Antunes Filho.
Ao longo dos anos, passou por diferentes gêneros e personagens, em montagens como Navalha na Carne, de Plínio Marcos, e Um Dia Muito Especial, adaptação teatral do filme de Ettore Scola.
Em 1995, a atriz esteve no elenco de Regras do Jogo, ao lado de Paulo Autran e Karin Rodrigues, sob direção de Marco Nanini. Anos depois, voltou aos palcos para um dos trabalhos mais marcantes de sua fase madura.
Em 2013, estreou em Ensina-me a Viver, no papel de Maude, uma mulher de quase 80 anos que estabelece uma relação inesperada com um jovem. Dirigida por João Falcão, a montagem permaneceu cinco anos em cartaz e passou por 26 cidades brasileiras, alcançando mais de 500 mil espectadores.
Glória tinha 73 anos quando estreou na peça e permaneceu no espetáculo até os 78. Em entrevistas na época, contou que nunca havia experimentado uma reação do público como aquela, com espectadores que aplaudiam, gritavam e assobiavam.
Agora, nós choramos a sua partida. Descanse em paz, Dona Glória. Seu legado permanece.
✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp
















