Dia do Artista de Teatro: atores revelam o que só o palco é capaz de proporcionar
Paloma Bernardi, Max Petterson, Evelin Camargo e Léo Bagarolo falam ao R7 Teatro sobre a experiência de estar em cena
R7 Teatro|Maria Cunha

Para quem vive do teatro, o palco pode representar muitas coisas: encontro, descoberta, entrega, recomeço ou até a possibilidade de levar as próprias raízes para novos públicos.
No Dia do Artista de Teatro, comemorado nesta quarta-feira (19), Paloma Bernardi, Max Petterson, Evelin Camargo e Léo Bagarolo compartilham com o R7 Teatro que estar em cena significa para cada um deles. 🎭
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Com uma trajetória que passa pela televisão e pelo teatro, Paloma Bernardi vê o palco como um espaço de descoberta e conexão. Para a atriz, estar em cena é se desafiar e, ao mesmo tempo, estabelecer uma troca direta com quem está na plateia.
“O palco para mim é um solo sagrado. No teatro, eu me desafio, me perco e me encontro, me descubro e me realizo. É o lugar de contato direto, de olho no olho, de presença, de troca. Ali, a arte acontece de uma maneira única, exclusiva e particular.”
A atriz também destaca a história e a memória presentes na linguagem teatral e a força de uma arte construída coletivamente.
“O teatro para mim carrega raízes, história e memória. Carrega o drama, a comédia, o riso, o silêncio, a emoção e a vida. Ser artista de teatro é fazer a arte acontecer em conjunto, feita por muitos e para todos! E penso que no meio de tanta inteligência artificial, o teatro seguirá sendo a única arte ao vivo”
A força das origens
Para Max Petterson, a relação com o palco também passa pelo lugar de onde veio. O ator e criador cearense leva referências do Cariri para seu trabalho e destaca a importância de poder apresentar outros territórios, sotaques e formas de contar histórias.
“Quando a gente fala sobre arte, também precisa falar sobre território e sobre as referências que cada artista carrega. A internet abriu portas para que pessoas de diferentes lugares pudessem mostrar seu trabalho sem precisar, necessariamente, estar nos grandes centros.”
Max acredita que a possibilidade de alcançar novos públicos sem deixar as próprias origens para trás é uma das contribuições da internet para a arte.
“Poder levar o Cariri, o nosso jeito de falar, de contar histórias e de enxergar o mundo para outros públicos sempre foi muito importante. Acho que essa possibilidade de criar e circular sem abrir mão das nossas origens é uma das coisas mais bonitas que a internet trouxe para a arte”
Da internet para o palco
A relação entre diferentes linguagens também está presente na trajetória de Evelin Camargo e Léo Bagarolo, casal que ganhou projeção na internet e passou a explorar outros formatos de criação artística.
Para Evelin, uma das características mais marcantes do teatro é justamente a possibilidade de sentir a reação do público no mesmo instante em que a apresentação acontece.
“Ser artista de teatro é sentir a arte acontecendo no instante em que ela encontra o público, através de amor e dedicação. É sentir a resposta imediata, a emoção à flor da pele, da maneira mais direta e crua, por isso, tão único”
Já Léo Bagarolo relaciona o trabalho artístico à capacidade de continuar começando. Para ele, cada novo projeto traz a oportunidade de dar um primeiro passo, independentemente do que já tenha sido conquistado.
“Ser artista é nunca ter medo de sempre começar. Por mais que já tenha conquistado inúmeras coisas na minha vida, tantas outras ainda precisam de um primeiro passo.”
O artista também fala sobre a importância de permanecer em constante evolução e de manter a conexão com o público.
“Não existe artista completo, e nunca estaremos prontos. É nessa eterna evolução que nos encontramos e nos conectamos com quem nos acompanha. E enquanto houver algo novo para sentir e contar, haverá um artista vivo”
Feliz Dia do Artista de Teatro! ❤️
















