Miguel Falabella revela o que esperar de musical sobre Gilberto Gil: ‘Retorno para casa’
Diretor fala ao R7 Teatro sobre ‘Gil – Andar com Fé’ e a proposta de homenagear uma geração que transformou a música brasileira
R7 Teatro|Maria Cunha
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Levar a trajetória de Gilberto Gil para o palco não significa apenas reunir os principais acontecimentos de sua vida. Para Miguel Falabella, diretor do musical Gil – Andar com Fé, era preciso criar uma experiência capaz de transportar o público para uma época e para a sonoridade de uma geração que ajudou a transformar a música brasileira.
Em entrevista exclusiva ao R7 Teatro, Falabella falou sobre o processo de construção do espetáculo, que estreia nesta quinta-feira (20), no Teatro Santander, em São Paulo.
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Segundo o diretor, um dos desafios foi recriar a atmosfera do fim dos anos 1960, período marcado pelos festivais e pela chegada de Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia à cena cultural brasileira.
“Eu acho que há uma sonoridade de época, uma sonoridade característica dessa era dos festivais, do final dos anos 60, da mudança, de quando eles surgem, vêm da Bahia e fazem história, fazem o futuro, inclusive o futuro rítmico que nós trazemos até hoje”, afirmou.
A construção do repertório partiu de uma parceria entre Falabella e Newton Moreno, autor do texto. O diretor conta que Moreno indicou as músicas que gostaria de levar para o palco e que o trabalho de montagem continuou sendo desenvolvido ao longo dos ensaios.
“Eu fiz uma parte, o Newton Moreno indicou as músicas que ele desejava, e a gente vai fazendo. É um trabalho que nunca para, até a estreia a gente está mexendo nele.”
Durante a italiana, primeiro ensaio em que o elenco entra em contato com a orquestra, Falabella falou sobre a ideia que norteou o espetáculo desde o início: homenagear a geração representada por Gilberto Gil e outros artistas que marcaram a época.
“Esse espetáculo, desde que eu comprei a ideia de fazê-lo, eu imaginei conceitualmente um espetáculo que homenageasse uma geração que foi de suma importância para as artes brasileiras, que é essa geração exatamente de Gil, Caetano”, afirmou.
Falabella também destacou a dimensão pessoal de poder levar a trajetória do cantor aos palcos.
“É uma grande honra poder homenagear esse homem, que é um grande do Brasil”
Uma viagem pela memória
Na coletiva de imprensa, Falabella explicou que o musical não pretende se limitar às datas da trajetória de Gilberto Gil. A proposta é que a plateia também reconheça aquele período pela estética e pelas referências que marcaram a época.
“Eu gostaria que durante o espetáculo as pessoas fossem se lembrando não só de uma sonoridade de época, de uma maneira de cantar, assim como arquitetura, escultura. Acho tão mais importante do que efetivamente fatos, datas”
Para o diretor, revisitar uma época dessa maneira pode fazer com que o público também reencontre as próprias memórias.
“Quando você vai se reconectando com a estética de uma época, você, de certa forma, conta a sua própria história novamente. Então esse espetáculo também, de certa forma, é um retorno para casa.”
Serviço
Gil – Andar com Fé
- Estreia: 20 de agosto de 2026
- Local: Teatro Santander — Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, Complexo JK Iguatemi, São Paulo (SP)
- Sessões: quinta e sexta, às 20h; sábado, às 16h e 20h; domingo, às 15h e 19h
- Classificação: 12 anos
- Duração: 2h20, com intervalo
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