A transformação do cassino numa sede de TV

A partir de agora vamos registrar a história da Record neste espaço. Quero sua companhia!

Olá! A partir de agora temos um encontro marcado neste espaço para lembrar de grandes momentos da história da Record, que nesse ano em comemora os 70 anos no ar. Mas não vamos deixar de lado os protagonistas da atualidade. De 1953 até hoje são tantas atrações, artistas e histórias que teremos o ano todo para contá-las. Vamos falar e mostrar também como a emissora foi pioneira em diversas ações. Espero sua companhia por aqui durante 2023.

Chegada dos transmissores da TV Record
Chegada dos transmissores da TV Record Arquivo Record

É hora de começar a história, mas vamos entender como foram os dias que antecederam o grande dia.

Claquete do filme do baile de inauguração da futura sede da Record em 14 de abril de 1952.

Claquete do filme do baile de inauguração da futura sede da Record em 14 de abril de 1952.

Arquivo Record
Paulo Machado de Carvalho

Paulo Machado de Carvalho

Arquivo Record

O antigo cassino e boate da Rua Miruna 713 começou a se transformar em sede de emissora antes mesmo da inauguração da pioneira no Brasil, a TV Tupi, em 1950. Já nos anos 40, o fundador Paulo Machado de Carvalho, que já era proprietário da Rádio Record desde 1931, já pensava na ideia de ter uma TV. A concessão para o canal só veio em 22 de novembro de 1950. Até 1953 foram feitos testes com a apresentação de corais da Força Pública de São Paulo e da Escola Caetano de Campos.

Sabe qual foi a primeira coisa que meu pai fez quando recebeu a notícia de que nossa empresa havia sido contemplada com uma concessão para gerir um canal de televisão? Reuniu todo mundo que trabalhava em suas emissoras [Rádio Record, Rádio Panamericana (atual Jovem Pan) e Rádio São Paulo] para fazer um apelo geral para que ninguém o abandonasse depois que a TV Record fosse ao ar.

Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Sr. Tuta, no livro “Ninguém Faz Sucesso Sozinho”, de José Nêumanne Pinto (ed. Escrituras, 2009)

Sandra Amaral decora texto de inauguração.

Sandra Amaral decora texto de inauguração.

Arquivo Record

No dia 27 de setembro de 1953, a agitação nos bastidores era grande. Os carpinteiros davam as últimas marteladas da montagem dos cenários. Os cenógrafos completavam a decoração do estúdio. As costureiras davam o toque final nos figurinos. Os músicos afinavam seus instrumentos e os diretores cuidavam dos últimos ensaios. Algumas horas depois, os artistas Isaurinha Garcia, André Penazzi, Oswaldo Rodrigues, Gregorian, Aracy de Almeida, Vilaret e Neide Fraga já aguardavam o grande momento prontos em seus camarins. Os músicos da Orquestra de Enrico Simonetti estavam a postos no palco. Assim como os mestres de cerimônias, Hélio Ansaldo e Sandra Amaral.

Estes foram os momentos que antecederam a solenidade inaugural da TV Record, a segunda emissora de televisão do país. Foram oito grandes shows musicais diferentes e sequenciais.

O acontecimento, ansiosamente esperado pelo público paulista, revestiu-se de brilho invulgar, correspondendo plenamente ao que se esperava.

publicou um jornal da época

Se ainda não era a maior em audiência e na produção de programas, apesar do seu aparato técnico, a Record já contava pelo menos com a ousadia e a coragem de seus proprietários, a família Machado de Carvalho, e com o espírito de equipe de seus funcionários. Estes, vale ressaltar, sempre nutriram uma fidelidade quase canina à casa. Entre eles, no artístico estavam, além de Hélio Ansaldo e Sandra Amaral, Blota Júnior, Sônia Ribeiro, Dorival Caymmi, Inezita Barroso, Adoniram Barbosa, Randal Juliano e Pagano Sobrinho.

Garota propaganda ensaiando para a inauguração da Record em 1953.

Garota propaganda ensaiando para a inauguração da Record em 1953.

Arquivo Record

Esses dados da inauguração estavam registrados no roteiro de programação em um livro de prata, que se perdeu nos incêndios ou na mudança de sede. Nele também constavam os primeiros anunciantes da emissora: Laboratório Xavier, Acar Propaganda, Colúmbia, Clipper, Café Americano, Caracú, General Electric, Isnard, O Estado de S.Paulo, Light, Jardim Leonor, Toddy, Drogasil, Paschoal Bianco, O Movelheiro, Casas Eduardo, Loção Brilhante, Baton Naná, Antárctica, Novo Mundo, R. Monteiro e Cidade das Sedas.

No próximo post: Por que o nome Record?

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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