Imagem chocante de 250 cães resgatados revela urgência da campanha de castração
Animais foram encontrados em situação de abandono em casa no Reino Unido; usuários questionaram se a foto foi gerada por inteligência artificial
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As imagens chocantes de 250 cães resgatados em uma casa, um espaço minúsculo no Reino Unido, estão gerando um debate muito importante na internet. Primeiro, porque muita gente está questionando a veracidade das imagens e se foram feitas foi inteligência artificial (IA).
Mas os responsáveis pelo resgate, a organização RSPCA England and Wales, defendem que as imagens são reais, já que foram eles que socorreram os pets abandonados. Mas é muito importante entender que esse tipo de situação acontece de fato.
São imagens fortes e que, até pela dureza e absurdo que representam, acabam gerando muita desconfiança. Mesmo que isso fosse IA, não seria a “criação de uma situação”, porque o abandono de pets acontece não só no Reino Unido, mas em muitos lugares do Brasil e do mundo.
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A gente já viu isso acontecer diversas vezes aqui, até em situações absolutamente idênticas a essa. O debate é muito importante, porque não estamos falando de casos de maus-tratos com pessoas maldosas que agridem os animais, como as histórias que a RECORD mostrou de ataques com líquido quente, ou o caso do cão Orelha, que mudou o debate sobre isso nos últimos tempos.
A gente está falando de pessoas, na maioria das vezes, bem-intencionadas, pessoas que amam os animais e adorariam ter condições de cuidar de muitos deles, mas não conseguem. Obviamente, não conseguem. Esses são chamados de acumuladores.
Tem uma série famosa na televisão que trata desse assunto, inclusive, que já foi exibida na RECORD. Isso é um problema de saúde.
Muitas pessoas são acumuladoras de objetos e, nesse caso específico, a gente está falando de pessoas que acumulam animais. É algo absolutamente assustador.

São pessoas que levam animais para dentro de suas casas, só que não têm condições financeiras e físicas para cuidar deles. Não há espaço suficiente para isso, mas elas não conseguem parar, porque querem lutar para tirá-los das ruas.
O que isso nos mostra, na verdade, é justamente a necessidade de reduzir a população dos animais de rua, porque isso não iria acontecer de forma alguma se eles não estivessem abandonados. Essa é a realidade.
Você não vai encontrar casos assim em países que não têm animais na rua. É por isso que a gente tem que, cada vez mais, bater na tecla das campanhas de castração.
Inclusive, neste caso específico do Reino Unido, várias fêmeas tiveram seus filhotes no local. Os animais estavam cruzando e, ou seja, não eram castrados. Se não tinha condição de higiene, nem alimentação adequada, imagina castração...
São as campanhas de castração que podem acabar com a população de animais de rua. Esse é o melhor caminho.
E se a gente conversar com os especialistas na causa animal, vocês vão ouvir que esse é o caminho possível. Então, temos que dar as mãos, cobrar dos governos e das autoridades pelas campanhas públicas de castração e direcionamento dos recursos.
Se fizermos isso, vamos ajudar tremendamente as organizações não governamentais (ONGs) e protetores, que não têm mais espaço para abrigar pets abandonados. Só que, diferentemente dos acumuladores, eles têm responsabilidade e não vão deixar os animais amontoados.
ONGs e defensores da causa animal fazem justamente o contrário: vão em busca de ajuda, utilizam lares temporários e gastam o dinheiro que, muitas vezes, não têm para conseguir alocar esses animais.
Que essas imagens do Reino Unido sirvam de lembrança e combustível. Vamos dar as mãos e começar a campanha de castração já.
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