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Aprendiz de cozinheira

Aprenda a escolher e usar massa artesanal, fresca, seca ou al bronzo

Saiba qual combina melhor com cada molho e receita; veja roteiro de restaurantes com massa artesanal em São Paulo

Aprendiz de Cozinheira|Aline SordiliOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Entender a diferença entre massa artesanal, fresca e seca é crucial para a escolha adequada.
  • A massa artesanal valoriza a textura e é feita com atenção ao processo, não apenas ao resultado.
  • Massas artesanais aparecem melhor em pratos simples onde são protagonistas, como ragùs e manteigas.
  • Existem diversos restaurantes em São Paulo que oferecem opções de massas artesanais frescas e secas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gnocchetti Sardi, do Ristorantino, em São Paulo
Gnocchetti Sardi, do Ristorantino, em São Paulo Divulgação

Nem toda massa artesanal é fresca. Nem toda massa fresca é artesanal. E nem toda massa seca é inferior. Entender essa diferença muda a forma de comprar, cozinhar e combinar a massa com o molho.

Há um certo encantamento, totalmente justificável, em ver uma massa nascer na bancada. Farinha, água, ovos, ou apenas semolina e água, deixam de ser ingredientes soltos e viram uma folha fina, uma fita larga, uma concha irregular, um ninho, um recheio.


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A massa artesanal carrega esse apelo porque parece guardar algo que a cozinha industrial muitas vezes esconde: o tempo, a mão, o erro pequeno, a textura que não sai exatamente igual a cada fornada.

Mas o primeiro cuidado é não confundir os nomes. Massa artesanal não é um tipo técnico de massa, como fresca ou seca. Massa artesanal fala mais sobre o modo de fazer: pequena escala, menor padronização, escolha de matéria-prima, ritmo de produção, secagem muitas vezes mais lenta e atenção ao formato.


Já a massa fresca e a massa seca dizem respeito ao estado da massa, à umidade, à conservação e ao comportamento na panela. Ou seja: uma massa pode ser artesanal e fresca, artesanal e seca, industrial e fresca ou industrial e seca. Essa é a chave para não cair na falsa ideia de que “artesanal” é sempre sinônimo de “feita na hora” ou de que fresca é sempre melhor do que seca.

A boa massa artesanal costuma valorizar a textura. Em vez de buscar apenas perfeição visual, ela pode ter superfície mais porosa, corte menos “plastificado”, espessura levemente variável e uma mordida que denuncia o método. E isso não é defeito.


Em massas laminadas, como tagliatelle, pappardelle, lasanha e ravioli, a artesania aparece na abertura da folha, no repouso da massa, no corte e no recheio. Em massas moldadas à mão, como orecchiette, cavatelli e strozzapreti, aparece no gesto repetido, quase coreográfico, que dá forma e identidade ao prato.

O Instagram Pasta Grannies, das vovós italianas que fazem massa à mão, ajuda a entender por que esse universo mexe tanto com a imaginação contemporânea. O projeto registra mulheres italianas mais velhas fazendo massas à mão, muitas vezes com técnicas regionais que atravessaram gerações.


O sucesso vai além da receita: a cozinha simples, as mãos treinadas e muito rápidas, a memória familiar e a ideia de que uma massa pode ser também um documento cultural.

Mas quando vale usar massa artesanal? Vale quando a massa é protagonista. Se o prato é simples, como quando feito apenas com manteiga e sálvia, azeite e queijo, tomate bem feito, cogumelos, ragù delicado, uma boa massa artesanal aparece mais.

A massa artesanal entrega textura, aroma de cereal, irregularidade gostosa e maior capacidade de se integrar ao molho. Também vale quando o formato importa: uma pappardelle artesanal segura melhor um ragù encorpado, enquanto um ravioli bem laminado dá leveza ao recheio e uma massa curta moldada à mão cria cavidades e dobras que capturam pedaços de molho.

A massa artesanal seca também merece atenção. Ela pode ser feita com semolina de trigo duro e água, como muitas massas secas tradicionais, mas em menor escala e com processos menos acelerados.

Quando extrudada em maquininha com matriz de bronze, ganha uma superfície mais áspera e porosa do que a massa extrudada em teflon. Na prática, isso significa maior aderência do molho.

É por isso que massas “al bronzo” funcionam tão bem com amatriciana, arrabbiata, ragùs, molhos de tomate mais densos, pesto espesso e emulsões terminadas na frigideira com água do cozimento. Mas o bronze não salva farinha ruim, secagem malfeita nem cozimento descuidado.

A massa artesanal fresca tem outra vocação. Quando feita com ovos, fica mais macia, sedosa e rápida de cozinhar. É ótima para fitas largas, massas recheadas e molhos que abraçam a superfície sem brigar com ela.

Pense em um tagliatelle ao ragù, pappardelle com cogumelos, fettuccine com manteiga e parmesão, ravioli de ricota ou tortelli. A massa artesanal fresca cozinha depressa, não gosta de espera longa e pode perder estrutura se for submetida a uma finalização agressiva demais.

Também existe a massa artesanal fresca sem ovos, muito comum em tradições regionais italianas. Feita com semolina e água, tende a ter uma mordida mais rústica e combina com molhos de tomate, legumes, linguiça, folhas amargas e preparos menos cremosos.

Praticar com massa artesanal sem ovos é uma ótima porta de entrada para quem quer fazer massa em casa sem depender de cilindro ou técnica muito precisa, já que muitos formatos podem ser moldados à mão. Eu mesma já fiz um monte de pappardelle com rolo de massa e corte na faca. Ficou irregular, mas muito saboroso.

O importante é abandonar a hierarquia automática. Massa fresca não é melhor do que seca. Massa artesanal não é melhor por definição. E massa industrial não é necessariamente ruim. Cada uma tem uma função. A escolha certa depende do prato, do molho, do tempo disponível e da textura desejada.

No fim, massa artesanal é menos uma etiqueta de luxo e mais uma maneira de olhar para o prato. Ela lembra que a cozinha não vive só de resultado, mas também de processo. A farinha escolhida, o tempo de descanso, a pressão da mão, a secagem, o corte, o molho e até a água do cozimento participam da construção do sabor final. E talvez seja por isso que uma massa simples, feita com cuidado, ainda pareça tão especial.

Conheça os tipos de massa

Massa fresca

Tem mais umidade, é mais perecível e geralmente precisa de refrigeração. Quando leva ovos, fica macia, sedosa e cozinha muito rápido. É indicada para tagliatelle, pappardelle, lasanha fresca, ravioli e molhos delicados, amanteigados, cremosos ou ragùs que pedem uma massa mais envolvente.

Massa seca

É a massa estável de despensa, normalmente feita com semolina de trigo duro e água. Tem mordida mais firme, suporta melhor molhos robustos e finalização na frigideira. Vai bem com pomodoro, puttanesca, arrabbiata, aglio e olio, amatriciana, massas ao forno e pratos do dia a dia.

Massa extrudada em bronze

É uma massa passada por matriz de bronze, o que deixa a superfície mais rugosa e porosa. Essa textura ajuda o molho a aderir melhor. É especialmente boa para molhos densos, rústicos ou emulsionados, mas costuma custar mais e não dispensa boa técnica de cozimento.

Massa extrudada em teflon ou superfície lisa

Tem aparência mais uniforme, lisa e brilhante. Costuma ser resistente, prática e eficiente para uso cotidiano. É comum em massas industriais e funciona bem quando preço, disponibilidade e regularidade são mais importantes do que máxima aderência de molho.

Massa laminada

É aberta em folhas, manualmente ou no cilindro. Serve para lasanha, tagliatelle, fettuccine, pappardelle e massas recheadas. A técnica favorece textura delicada e espessura controlada.

Massa moldada à mão

Inclui formatos como orecchiette, cavatelli e strozzapreti. Pode ser fresca, artesanal e muitas vezes sem ovos. Tem aparência irregular e ótima capacidade de capturar molhos com pedaços.

Restaurantes com massas frescas em São Paulo

Antonietta Cucina | @antoniettacucina — Restaurante italiano em Pinheiros com massas frescas feitas à mão diariamente e selo Bib Gourmand do Guia Michelin. Entre os destaques, o Spaghetti Al Polpo All’Arrabbiata, com polvo, molho de tomate rústico, pimenta calabresa seca, alcaparras e farofa crocante de pão da casa, sai por R$ 130. Nos almoços de semana, a casa também oferece menu executivo com entradas, sobremesas e opções de massas artesanais.

Cantina Piovanelli | @cantinapiovanelli — Restaurante italiano em São Roque com foco em massas artesanais frescas produzidas pela fábrica Mondiale, do chef Ailton Piovan. O menu reúne massas longas como pappardelle, spaghetti e fettuccine com molhos clássicos, além de recheadas como o Tortelli de Pistache, com presunto parma, ricota e figo ao molho de pistache, por R$ 118. A casa também disponibiliza as massas para levar.

Ravioli de bufala, da Casa Lia, em São Paulo
Ravioli de bufala, da Casa Lia, em São Paulo Divulgação

Casa Lia — Casa de proposta contemporânea que trabalha massas artesanais em buffet servido por R$ 98 durante a semana e R$ 138 aos sábados, domingos e feriados. Entre os destaques, estão o Ravioli de Búfala ao Pomodoro e o Chapéu Virado de Brie ao Molho de Tomate Caseiro, em preparos feitos diariamente com foco em frescor, sazonalidade e variedade.

Donna | @restaurantedonna_ — Restaurante italiano nos Jardins com cardápio assinado pelo chef André Mifano e massas frescas como o Espaguete Fresco al Pomodoro, com pomodoro da casa feito com 13 ingredientes, por R$ 69, e o Espaguete Fresco com Ovas, em manteiga cremosa com bottarga defumada, gema de ovos e ovas de mujol, por R$ 119.

Fahrenheit | @fahrenheit.jk — Casa de proposta ítalo-americana no Shopping JK com massas como o Ravioli de Búfala ao pomodoro, por R$ 85, o Shrimp Pasta, fettuccine artesanal com molho de tomate fresco, aspargos e camarões, por R$ 119, e a Lasanha Trufada Gratinada, com creme de cogumelos, bechamel e trufas, por R$ 102.

Grotta Cucina | @grottacucina — Restaurante nos Jardins comandado pelo chef Daniel Ricciardi, com produção diária de massas frescas à vista do público. Entre os destaques, o Vivace, com cavatelli fresco ao pomodoro San Marzano, peperoncino, polvo, molho de gengibre, limone, dill e crocante de guanciale, sai por R$ 148. De terça a sexta, a casa também oferece almoço executivo com entrada, prato principal e sobremesa.

Lassù | @lassu_ristorante — Restaurante em Santana com massas feitas na casa sob a tutela do chef Henrique Schoendorfer. Entre os destaques, o Ravioli di Moqueca, recheado com peixe e servido com emulsão de pimentões, leite de coco e coentro, custa R$ 155, e o Fettuccine Salmone e Zucchine, opção sem glúten com salmão, abobrinha e fonduta de queijo taleggio, sai por R$ 140.

Madonna Cucina | @madonnacucina — Restaurante no Itaim Bibi com proposta de cozinha italiana contemporânea e operação intimista voltada a reservas. Entre os destaques, a Pasta di Zucca, massa artesanal recheada com abóbora, picles de abóbora e creme de alho negro, sai por R$ 104.

Caramelle, do Manduque Massas, em Pinheiros (SP)
Caramelle, do Manduque Massas, em Pinheiros (SP) Divulgação

Manduque Massas e Maçãs | @manduque.massas — Restaurante no Mercado de Pinheiros com massas frescas artesanais como o Caramelle, recheado de queijo de cabra e maçãs cozidas no hidromel, finalizado na manteiga tostada, por R$ 64, e o Casarecce all’Amatriciana, com molho pomodoro apimentado, guanciale, linguiça artesanal, cebola e parmesão, por R$ 76.

Marena Cucina | @marenacucina — Restaurante no Itaim Bibi comandado pelo chef Denis Orsi e recomendado pelo Guia Michelin em 2025. Entre as massas frescas da casa, o Tonnarelli Cacio e Pepe, com queijo pecorino e pimenta-do-reino, custa R$ 110, e o Tagliolini Marena, com camarão, polvo, lula e pomodorini, sai por R$ 227.

Piccini Cucina | @piccinicucina — Restaurante no Jardim Paulista inspirado na tradição da Toscana, com massas frescas feitas diariamente na própria massaria da casa. Entre os destaques, o Spaghetti Alla Carbonara, com massa fresca, pecorino, gema de ovos e guanciale, custa R$ 124.

Ristorantino | @ristorantino_ — Restaurante nos Jardins com cozinha italiana clássica e massas frescas como o Gnocchetti Sardi, massa sem ovos com ragu de linguiça, azeitonas toscanas e queijo pecorino, por R$ 157, e o Fregola con Gamberi, Capesante e Carciofi, também sem ovos, com camarão, vieiras, alcachofras e limão siciliano, por R$ 215.

Sová — Restaurante nos Jardins que leva a lógica da massa fresca para a culinária judaica Ashkenazi com os Varenikes, pasteizinhos artesanais semelhantes a raviólis, recheados com batata e cebola caramelizada e finalizados com cebolas douradas, por R$ 62. A casa informa entrega pelo Keeta.

Vinheria Percussi | @vinheriapercussi — Restaurante italiano em Pinheiros comandado pela chef Silvia Percussi, com massas artesanais frescas como o Tonnarelli alla Carbonara, com ovos caipiras, guanciale e pecorino, por R$ 89, o Ravioli di Bufala al Pomodoro e Basilico, por R$ 98, o Gnocchi al Pesto, por R$ 98, o Tortelli di Parma, por R$ 116, e o Corzetti con Gamberi al Curry, por R$ 125.

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