Logo R7.com
RecordPlus
Como Ser Saudável

Quanto mede sua cintura? Veja se sua barriga pode afetar a saúde do coração

Especialista explica como a gordura abdominal pode aumentar o risco de infarto e AVC

Como Ser Saudável|Renata GarofanoOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A gordura abdominal não é apenas uma questão estética, mas pode indicar riscos à saúde do coração, como infarto e AVC.
  • A gordura visceral, localizada na região abdominal, é metabolicamente ativa e libera substâncias inflamatórias que afetam o metabolismo.
  • Medir a circunferência abdominal é uma forma simples de avaliar o risco cardiovascular, mesmo em pessoas com peso normal.
  • Mudanças no estilo de vida, como exercícios aeróbicos e musculação, são eficazes para reduzir a gordura abdominal e prevenir problemas de saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A medida da sua cintura pode dizer mais sobre sua saúde do que você imagina InteligênciaArtificial/ChatGPT

Quem nunca ouviu — ou até falou — a frase: “é só uma barriguinha”? Muitas vezes, o aumento da gordura abdominal acaba sendo tratado apenas como uma questão estética ou algo natural da rotina corrida, do estresse e da falta de tempo para se cuidar. Mas o que pouca gente percebe é que a medida da cintura pode dizer muito sobre a saúde do coração.

A gordura no corpo vai muito além da aparência. Aquela barriguinha considerada inofensiva pode estar ligada a doenças cardiovasculares graves, como infarto e AVC, duas das principais causas de morte no mundo.


Veja Também

O grande problema muitas vezes não está apenas no peso da balança, mas na chamada gordura visceral — aquela que se acumula na região abdominal, ao redor de órgãos importantes como fígado, intestino e pâncreas.

“A gordura visceral é metabolicamente mais ativa e libera substâncias inflamatórias que afetam o metabolismo e favorecem o desenvolvimento de diversas doenças”, explica a cardiologista Rafaela Penalva, chefe da Seção de Cardiometabolismo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.


O processo costuma acontecer de forma silenciosa. Quando há níveis elevados de colesterol, especialmente o LDL — conhecido como colesterol ruim —, parte dessa gordura pode se depositar nas paredes das artérias.

Com o tempo, esse material se acumula junto com células inflamatórias e cálcio, formando placas que dificultam a passagem do sangue: “Essas placas podem se romper e provocar a formação de coágulos. Quando isso acontece nas artérias do coração, ocorre o infarto. Já quando afeta a circulação do cérebro, pode provocar um AVC”, alerta a cardiologista Rafaela.


Uma das formas mais simples de observar o risco cardiovascular é medir a circunferência abdominal. Os valores considerados preocupantes são:

  • Mulheres: acima de 88 centímetros
  • Homens: acima de 102 centímetros

“Quanto maior a circunferência abdominal, maior tende a ser o risco cardiovascular, especialmente quando associado a fatores como pressão alta, colesterol elevado e sedentarismo”, afirma Penalva.


E existe um detalhe importante: nem sempre a pessoa aparenta estar acima do peso.

“Muitas vezes o peso está dentro da faixa considerada normal, mas há acúmulo de gordura na região abdominal, o que também aumenta o risco cardiovascular”, explica a médica.

A saúde do coração começa nos hábitos do dia a dia PEXELS/TiagoBellato

O que ajuda a reduzir a gordura abdominal?

A boa notícia é que mudanças simples no estilo de vida ajudam — e muito — na prevenção. Entre os principais cuidados estão:

  • praticar atividade física regularmente;
  • controlar colesterol, pressão e glicemia;
  • evitar cigarro;
  • manter uma alimentação equilibrada;
  • reduzir o consumo de ultraprocessados e açúcar.

A combinação entre exercícios aeróbicos e musculação costuma trazer melhores resultados: “A regularidade é o fator mais importante. A combinação de exercícios aeróbicos com treinos de força costuma ser a mais eficaz para reduzir a gordura abdominal”, destaca a doutora Rafaela.

No fim das contas, a principal mensagem é simples: a barriga não deve ser vista apenas como uma questão estética.

“Aquela barriguinha, muitas vezes considerada inofensiva, pode estar associada a problemas sérios de saúde. Por isso, é importante olhar para esse sinal com atenção e investir em hábitos mais saudáveis”, finaliza a especialista.

Search Box

Busque no R7

 

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.