Faz frio e você esquece de beber água? Saiba o que acontece com seus rins
Especialista alerta que a desidratação silenciosa é comum no inverno e pode favorecer pedras nos rins
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Se você também deixa a garrafinha de água de lado quando as temperaturas caem, saiba que isso é mais comum do que parece. No inverno, a sensação de sede diminui naturalmente, mas o corpo continua precisando de hidratação para funcionar bem.

E é justamente aí que mora o perigo.
Sem perceber, muitas pessoas passam horas — e até o dia inteiro — ingerindo menos líquidos do que deveriam. O resultado pode ser uma desidratação silenciosa, capaz de afetar diversos órgãos, especialmente os rins.
“A menor percepção de sede no inverno faz com que muitas pessoas reduzam o consumo de água. Isso diminui o volume urinário, sobrecarrega os rins e favorece a concentração de substâncias que precisam ser eliminadas pelo organismo”, explica o nefrologista Bruno Piubelli, da Fenix Nefrologia.
Por que sentimos menos sede quando faz frio?
A resposta está no próprio funcionamento do corpo. De acordo com o especialista, a sede é controlada por sensores localizados no cérebro, responsáveis por monitorar a concentração do sangue. Como no inverno perdemos menos água pelo suor, esses mecanismos demoram mais para disparar o alerta de que precisamos beber líquidos.
Além disso, o organismo direciona mais sangue para os órgãos internos para ajudar a conservar calor. Esse aumento do volume sanguíneo central reduz ainda mais a sensação de sede.
Em outras palavras: continuamos perdendo água ao longo do dia, mas o corpo demora mais para avisar que está na hora de repor.
O que a falta de água pode causar?
Os rins dependem de uma boa hidratação para filtrar o sangue e eliminar toxinas. Quando a ingestão de líquidos fica abaixo do necessário, esse trabalho se torna mais difícil.
A urina fica mais concentrada, o fluxo sanguíneo para os rins diminui e o risco de problemas aumenta.
Entre as principais consequências estão:
- Formação de cálculos renais (as famosas pedras nos rins);
- Infecções urinárias;
- Lesão renal aguda;
- Agravamento de doenças renais já existentes.
O alerta é ainda mais importante para quem convive com hipertensão, diabetes ou doença renal crônica.
Seu corpo dá sinais — você está prestando atenção?
Nem sempre a desidratação provoca sintomas evidentes logo no início. Muitas vezes, os sinais aparecem de forma discreta e acabam sendo ignorados.
Fique atento se você perceber:
- Urina escura ou com cheiro forte;
- Boca seca;
- Dor de cabeça frequente;
- Cansaço sem motivo aparente;
- Dificuldade de concentração;
- Pele mais ressecada.
Nos casos mais avançados, podem surgir tontura, cãibras, redução do volume urinário e aceleração dos batimentos cardíacos.
Quer uma dica simples para acompanhar sua hidratação? Observe a cor da urina. O ideal é que ela tenha uma tonalidade amarelo-clara. Se estiver muito escura, provavelmente está faltando água.
Quanto de água você realmente precisa beber?
Existe uma fórmula bastante utilizada pelos especialistas: multiplicar o peso corporal por 35 ml.
Na prática, uma pessoa com 70 kg precisa consumir cerca de 2,4 litros de água por dia.
Mas atenção: esse cálculo serve apenas como referência. Idade, atividade física, temperatura ambiente, uso de medicamentos e condições de saúde podem alterar essa necessidade.
Pessoas com insuficiência cardíaca, doença renal avançada ou que fazem diálise devem seguir orientações específicas do médico.
Café e chá ajudam na hidratação?
A boa notícia para os amantes de bebidas quentes é que sim.
Embora a água continue sendo a melhor escolha, chás e outras bebidas também contribuem para a ingestão diária de líquidos. Os chás de ervas sem açúcar são excelentes aliados durante os dias frios.
Já o café pode fazer parte da rotina, desde que seja consumido com moderação.
“O excesso de café não deve substituir a água. O ideal é manter o equilíbrio e garantir uma boa hidratação ao longo do dia”, orienta o nefrologista Bruno Piubelli.
Comer também ajuda a hidratar
Muita gente não sabe, mas cerca de 20% da água que consumimos diariamente vem dos alimentos.
Frutas como melancia, melão, laranja, morango e abacaxi possuem alto teor de água. Entre os vegetais, destacam-se pepino, tomate, alface, abobrinha e couve-flor.
No inverno, sopas, caldos e ensopados também entram para a lista de aliados da hidratação.
Como beber mais água mesmo sem sentir sede
Se você costuma esquecer da água durante o inverno, algumas estratégias simples podem ajudar:
- Comece o dia com um copo de água;
- Deixe uma garrafa sempre visível;
- Use alarmes ou aplicativos como lembrete;
- Tome água antes das refeições;
- Inclua chás sem açúcar na rotina;
- Não espere a sede aparecer para beber água.
Segundo o especialista, o segredo é transformar a hidratação em hábito: “Quando sentimos sede, o corpo já está sinalizando que existe um déficit de líquidos”, explica o nefrologista.
E quem faz atividade física?
Se você pratica exercícios no inverno, a atenção deve ser redobrada.
Mesmo sem perceber, continuamos perdendo água pela respiração durante a atividade física. Em ambientes frios e secos, essa perda pode ser ainda maior.
Por isso, a recomendação é manter a hidratação antes, durante e depois dos treinos, independentemente da estação do ano.
Pode parecer apenas um detalhe da rotina, mas aquele copo de água que você esquece ao longo do dia faz mais diferença do que imagina. Neste inverno, vale a pena olhar com mais carinho para esse hábito simples. Seus rins — e todo o seu organismo — agradecem.
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