Roupa de treino com mau cheiro? Saiba o que pode estar errado
Tecidos sintéticos, suor acumulado e erros na lavagem podem fazer o odor persistir nas peças
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Você lava a roupa de treino e, mesmo assim, aquele cheiro de suor insiste em continuar? Se isso já aconteceu com você, saiba que o problema é mais comum do que parece — principalmente nas peças usadas para academia e exercícios físicos.
Leggings, tops, camisetas dry-fit e roupas esportivas costumam acumular odor com mais facilidade por causa do tipo de tecido e da quantidade de suor absorvida durante os treinos.
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“O suor em si não tem cheiro forte, mas, ao entrar em contato com bactérias, gera o odor”, explica Angelo Max Donaton, CEO e fundador da Lavô.
Segundo o especialista, os tecidos sintéticos são os principais responsáveis pelo problema: “Roupas de treino costumam acumular mais odor porque ficam expostas a uma maior quantidade de suor e, principalmente, porque muitos desses tecidos são sintéticos, como o poliéster. Esse tipo de material tende a reter mais resíduos e bactérias”, afirma.
E aí vem aquela situação que muita gente conhece bem: a roupa acabou de sair da máquina, mas ainda parece não estar totalmente limpa.
Isso acontece porque resíduos de suor, bactérias, desodorante e até excesso de sabão podem permanecer nas fibras do tecido: “Tecidos sintéticos, comuns em roupas de treino, tendem a reter esses resíduos com mais facilidade. Além disso, excesso de roupas na máquina, pouca circulação de água ou secagem inadequada podem comprometer a higienização”, explica Angelo.
Os famosos tecidos tecnológicos, como dry-fit, também exigem atenção especial. Apesar de ajudarem na secagem rápida durante o treino, podem reter mais odor quando a lavagem não é feita corretamente.
E talvez aqui esteja um dos erros mais comuns: deixar a roupa suada esquecida dentro da mochila ou do cesto por horas. Sim, aquela camiseta molhada depois do treino pode virar um verdadeiro “festival” de bactérias.
“O importante é nunca misturar roupas molhadas de suor com as outras. Assim que chegar em casa, o ideal é deixar as peças arejando antes de colocá-las no cesto”, orienta o especialista.
Esse cuidado ajuda a evitar proliferação de fungos e bactérias que podem contaminar outras peças. Na hora da lavagem, separar as roupas por tipo de tecido e evitar exageros de produtos também faz diferença: “Muita gente acha que colocar mais sabão ou amaciante vai melhorar a limpeza, mas o excesso pode deixar resíduos nas fibras e contribuir para o mau cheiro”, alerta.
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“Eles podem auxiliar na neutralização de odores porque ajudam na quebra de resíduos acumulados nas fibras. Mas não substituem uma lavagem adequada e devem ser usados com cautela”, explica Donaton.

Outro ponto importante está na secagem. Roupas guardadas ainda úmidas podem desenvolver cheiro forte rapidamente.
Além disso, o especialista chama atenção para o excesso de desodorante nas peças: “O produto pode acumular-se no tecido, deixando-o amarelado e com rigidez”, afirma.
No fim das contas, pequenos hábitos fazem diferença. Arejar as roupas após o treino, lavá-las corretamente e garantir uma boa secagem ajudam não só a eliminar os odores, mas também a aumentar a durabilidade das peças. Afinal, roupa de treino limpa e cheirosa também dá mais motivação para manter a rotina de exercícios em dia.
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