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Dor de cabeça não é tudo igual: você sabe qual é a sua?

Enxaqueca, tensão e outros tipos de dor têm características diferentes. Aprenda a reconhecer os sinais e saiba quando buscar tratamento

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Existem mais de 200 tipos de dor de cabeça, sendo a cefaleia tensional a mais comum, enquanto a enxaqueca é uma doença neurológica mais incapacitante.
  • O estresse é o principal gatilho para enxaquecas, seguido por alterações no sono, jejum, desidratação e mudanças hormonais.
  • Sinais de alerta, como dor súbita e intensa, rigidez na nuca ou mudança no padrão da dor, exigem avaliação médica.
  • A automedicação pode cronificar a dor; é importante buscar orientação médica e considerar tratamentos complementares, como a acupuntura.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

dor de cabeça inteligencia artificial/chatGPT

Dor de cabeça é democrática. Chega para quem dormiu mal, para quem trabalhou demais, para quem esqueceu de beber água, para quem ficou horas sem comer e, claro, para quem está estressado. Em outras palavras: com a vida que a gente leva, o cérebro praticamente tem motivos para abrir um SAC.

Mas existe uma diferença importante entre aquela dorzinha depois de um dia puxado e uma dor que precisa ser investigada.

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Segundo a neurologista Dra. Célia Roesler, existem mais de 200 tipos de dor de cabeça. E aqui já começa a derrubar um mito: embora seja a mais famosa, a enxaqueca não é a dor de cabeça mais comum.

A campeã é a cefaleia tensional episódica. É aquela dor em peso, geralmente moderada, que pode aparecer depois de uma noite maldormida, de muito trabalho, cansaço ou até depois de beber um pouco além da conta. É tão democrática que praticamente todo mundo já teve pelo menos uma vez na vida.

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Em muitos casos, ela melhora com um analgésico comum. Mas atenção ao “comum”: comum não significa que pode ser tomado de qualquer jeito e toda hora.

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Enxaqueca não é simplesmente ‘uma dor de cabeça forte’

A enxaqueca, também chamada de migrânea, é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor moderada a intensa. A crise pode durar de 4 a 72 horas e geralmente apresenta dor pulsátil, podendo vir acompanhada de náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som.

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Ela afeta cerca de 15% da população mundial e é mais frequente em mulheres em idade fértil e em adultos jovens.

E não é aquela história de “toma um cafezinho que passa”.

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A enxaqueca pode ser incapacitante. A pessoa pode até estar fisicamente no trabalho, mas sem conseguir produzir direito — o famoso presenteísmo. Ou simplesmente precisar faltar porque a dor realmente não deixa funcionar.

E quem é o grande vilão?

Se a dor de cabeça tivesse uma lista de inimigos, o estresse provavelmente estaria no topo.

Segundo a Dra. Célia Roesler, o principal gatilho da enxaqueca é o estresse, seguido por alterações no ritmo do sono, jejum prolongado, desidratação e alterações hormonais.

Nas mulheres, as crises também podem aparecer relacionadas ao ciclo menstrual, inclusive nos períodos pré-menstrual, menstrual e pós-menstrual, além da ovulação.

Ou seja: às vezes o calendário do mês já vem com boleto, reunião e enxaqueca no pacote.

Quando a dor de cabeça merece investigação?

Aqui a brincadeira acaba.

Existem sinais de alerta que não devem ser ignorados. Uma dor que surge de forma súbita e extremamente intensa, por exemplo, precisa de avaliação médica porque pode estar relacionada a condições graves.

Também merece investigação uma dor que começa pela primeira vez depois dos 50 ou 60 anos, especialmente quando não havia histórico anterior.

Dor acompanhada de rigidez na nuca e vômitos intensos também exige atenção, assim como uma mudança importante no padrão de uma dor que a pessoa já conhece.

Sabe quando alguém diz: “Essa foi a pior dor de cabeça da minha vida”? Pois é. Não é frase para ser respondida com “toma um remédio e deita um pouquinho”.

É sinal para procurar atendimento.

Posso tomar remédio por conta própria?

Aqui mora uma das maiores armadilhas.

Quem tem dor de cabeça frequente pode entrar facilmente em um ciclo complicado: sente dor, toma analgésico, melhora, a dor volta, toma outro comprimido... e, quando percebe, o remédio virou praticamente membro da família.

A Dra. Célia Roesler alerta que a automedicação e o uso excessivo de medicamentos podem cronificar a dor e dificultar o tratamento.

Por isso, quem apresenta dores frequentes deve procurar avaliação médica, em vez de simplesmente aumentar a quantidade de comprimidos.

Para quem já tem diagnóstico de enxaqueca e recebeu orientação médica, algumas medidas podem ajudar durante a crise: ficar em um ambiente silencioso, com pouca luz, hidratar-se e utilizar a medicação prescrita pelo médico.

Não é só remédio

Para quem tem enxaqueca, o tratamento também pode envolver mudanças na rotina.

Atividade física regular, alimentação equilibrada, boa hidratação e horários de sono mais regulares podem ajudar no controle das crises. E, se o estresse estiver dando expediente em período integral, a psicoterapia também pode fazer parte da estratégia.

Porque não adianta tomar remédio para a cabeça enquanto a vida inteira está funcionando no modo “incêndio”.

E a acupuntura? Pode ajudar?

Pode, segundo o médico acupunturista Dr. Eduardo D’Alessandro, membro do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

A técnica pode ser utilizada especialmente em casos de migrânea e cefaleia tensional, inclusive em formas crônicas. De acordo com o especialista, há evidências científicas de benefício, principalmente para pessoas que apresentam crises frequentes ou que não toleram determinados medicamentos preventivos.

acupuntura inteligencia artificial/chatGPT

A explicação não é simplesmente “a agulha tira a dor”. A estimulação provocada pela acupuntura pode atuar em vias relacionadas à modulação da dor e influenciar mecanismos do sistema nervoso envolvidos na percepção e no controle desse incômodo.

Ela também pode contribuir para fatores que costumam acompanhar as crises, como tensão muscular, sono ruim e estresse.

Acupuntura substitui o remédio?

Não necessariamente.

Segundo D’Alessandro, a acupuntura tem papel mais bem estabelecido como tratamento preventivo, especialmente para a enxaqueca. Também pode ser utilizada como recurso complementar durante uma crise, mas não deve substituir automaticamente o tratamento específico indicado para aquele momento.

A quantidade de sessões varia de pessoa para pessoa. O especialista explica que o efeito tende a ser cumulativo e que, na prática, costuma iniciar o tratamento com duas sessões semanais, ajustando a frequência de acordo com a resposta de cada paciente.

E existe uma regra que vale para qualquer tratamento: não suspenda medicamento por conta própria porque começou a fazer acupuntura. A decisão precisa ser individualizada e compartilhada com os profissionais que acompanham o paciente.

Existe ainda uma dor de cabeça especialmente cruel

Entre os tipos de cefaleia, existe a cefaleia em salvas, considerada uma das dores mais intensas que uma pessoa pode experimentar.

Ela costuma ser unilateral e extremamente intensa, podendo durar de 15 a 180 minutos e ocorrer de uma a oito vezes ao dia.

Durante a crise, podem aparecer sinais no mesmo lado da dor, como queda da pálpebra, olho vermelho e nariz escorrendo ou entupido. As crises também podem despertar a pessoa durante a madrugada, motivo pelo qual a condição já recebeu o apelido de “cefaleia despertador”.

É uma doença que exige diagnóstico e acompanhamento médico justamente pela intensidade e pela frequência das crises.

A moral da história

Dor de cabeça não é tudo farinha do mesmo saco.

Pode ser aquela cefaleia tensional que aparece depois de um dia puxado. Pode ser enxaqueca, que é uma doença neurológica e pode ser incapacitante. Pode ser cefaleia em salvas ou outro dos mais de 200 tipos de cefaleia existentes.

O que não vale é transformar a gaveta de remédios em consultório médico.

Se a dor é frequente, mudou de padrão, está mais intensa ou veio acompanhada de sinais de alerta, procure avaliação profissional.

Porque a cabeça pode até reclamar bastante. Mas, quando ela muda o discurso, é melhor escutar.

Conhece alguém que vive reclamando de dor de cabeça? Manda este texto pra ela.

Beijos de saúde e até o próximo texto.

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