Saiba como se preparar e quais cuidados ter depois da doação de sangue
Entenda a importância de comunicar qualquer sintoma e as novas regras para doadores
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Doar sangue é um daqueles gestos simples que podem fazer uma diferença enorme na vida de alguém. Uma única doação pode ajudar pacientes que estão passando por cirurgias, tratamentos contra o câncer, acidentes, doenças hematológicas e tantas outras situações em que uma transfusão pode ser essencial.
Eu costumo doar sangue e, recentemente, vivi uma situação que me fez perceber como é importante falar não apenas sobre a doação, mas também sobre os cuidados que vêm antes e depois dela.
Na semana passada, fui doar sangue normalmente. No dia seguinte, comecei a apresentar sintomas de gripe. Avisei o laboratório responsável pela coleta e, por segurança, a bolsa que havia sido doada foi descartada.
E aqui está uma informação que eu mesma desconhecia: se você apresentar algum sintoma de doença depois de doar sangue, é importante comunicar o serviço de hemoterapia onde fez a doação. Essa informação pode ser relevante para que a equipe avalie a situação e, quando necessário, faça exames ou procedimentos adicionais para verificar a possibilidade de utilização do sangue coletado.
No meu caso, a bolsa acabou sendo descartada. Pode parecer frustrante, mas, quando estamos falando de sangue que será transfundido em outra pessoa, segurança vem sempre em primeiro lugar.
Novas regras para a doação de sangue
O Ministério da Saúde publicou em julho de 2026 uma nova regulamentação para a área de hemoterapia.
Entre as mudanças, está o fim da idade máxima para doadores regulares: pessoas que já têm o hábito de doar poderão continuar contribuindo mesmo depois dos 70 anos, desde que estejam saudáveis, sejam consideradas aptas na avaliação clínica e respeitem os intervalos estabelecidos. As novas regras entram em vigor em outubro. (Serviços e Informações do Brasil)
Também houve mudanças em alguns períodos de espera para voltar a doar. Por exemplo, após tatuagem, maquiagem definitiva e determinados procedimentos estéticos, como botox, preenchimento e microagulhamento, o prazo pode ser de sete dias quando o procedimento foi realizado em local que cumpra as normas de segurança. Em situações em que essa avaliação não possa ser feita, o prazo previsto é maior. (Serviços e Informações do Brasil)
Outra novidade importante é o reforço da triagem laboratorial. O Brasil passou a incluir a detecção de malária no teste NAT Plus, que já identifica HIV e hepatites B e C, ampliando a segurança do sangue coletado. (Serviços e Informações do Brasil)
E se você ficar doente depois de doar?
Avise o hemocentro ou laboratório onde você fez a doação.
Mesmo que você já tenha ido embora e os sintomas apareçam somente no dia seguinte, não pense que “não tem mais o que fazer”. O serviço precisa saber o que aconteceu para avaliar a situação e tomar as medidas necessárias em relação à bolsa coletada.
Foi exatamente o que aconteceu comigo. Eu avisei assim que percebi os sintomas e a equipe tomou a decisão de descartar a bolsa. Pode não ter sido o resultado que eu esperava, mas saber que existe esse cuidado é importante — principalmente porque estamos falando da saúde de outra pessoa.
E fica a reflexão: informação também faz parte da doação.
Quanto mais pessoas souberem como se preparar, quais informações devem comunicar e o que fazer depois da coleta, mais segura será toda a cadeia da doação de sangue.
Quer doar?
Procure o hemocentro da sua região e faça a avaliação. As regras podem ter situações específicas, por isso, em caso de dúvida, o mais importante é conversar diretamente com o serviço de hemoterapia.
Antes de doar, confira os principais requisitos:
- Estar em boas condições de saúde.
- Ter entre 16 e 69 anos. Pessoas entre 61 e 69 anos precisam ter feito pelo menos uma doação anteriormente. Acima dos 70 anos, a candidatura é permitida para doadores de repetição da Pró-Sangue, mediante avaliação médica.
- Pesar no mínimo 50 kg.
- Estar descansado e ter dormido pelo menos cinco horas nas últimas 24 horas.
- Estar alimentado e evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.
- Apresentar documento original com foto recente, emitido por órgão oficial, como RG ou CNH, inclusive nas versões digitais que permitam a identificação.
- Respeitar os intervalos entre as doações: homens podem doar a cada 60 dias, com limite de quatro doações nos últimos 12 meses; mulheres, a cada 90 dias, com limite de três doações no período.
Algumas situações exigem um período de espera antes da doação. Entre elas estão gripe ou resfriado, gravidez, parto recente, amamentação, consumo de bebida alcoólica nas 12 horas anteriores, tatuagens e procedimentos de micropigmentação, piercings, determinados procedimentos odontológicos, cirurgias, vacinas, viagens ao exterior e uso de medicamentos antirretrovirais.
Também existem períodos específicos para quem teve doenças como herpes, Covid-19 ou dengue. Por isso, é importante informar tudo corretamente durante a triagem clínica. A lista de impedimentos não se limita a esses exemplos, e a avaliação do serviço de hemoterapia é o que determina se a pessoa está apta a doar naquele momento.
Para informações oficiais e atualizadas sobre requisitos, legislação e locais de atendimento, consulte a página de Doação de Sangue do Ministério da Saúde: Ministério da Saúde — Doação de Sangue.
Porque, no fim das contas, doar sangue é doar um pouco de nós para que alguém tenha a chance de continuar a sua história.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp














