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Cruzeiros movimentam R$ 4,76 bilhões no Brasil e nova temporada terá 187 roteiros e 675 escalas

Turismo marítimo esteve associado a cerca de 72 mil postos de trabalho na temporada 2025/2026; Bahia já iniciou as operações, enquanto o Porto de Santos se prepara para receber passageiros a partir de outubro

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Turismo marítimo movimentou R$ 4,76 bilhões na economia brasileira durante a temporada 2025/2026. Foto de Magnific/@chandlervid85

O turismo de cruzeiros marítimos movimentou R$ 4,76 bilhões na economia brasileira durante a temporada 2025/2026, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. O resultado considera as operações de cabotagem, realizadas entre portos brasileiros, e as escalas de navios internacionais de longo curso no país.

O impacto econômico inclui despesas das companhias marítimas com operação e logística, além dos gastos de passageiros e tripulantes nos destinos visitados. A atividade também esteve associada a aproximadamente 72 mil postos de trabalho, envolvendo setores que vão além dos terminais portuários, como hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços turísticos.

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Com a temporada 2026/2027 em andamento, o Brasil se prepara para receber uma nova programação de viagens. A previsão nacional contempla oito navios, 187 roteiros e 675 escalas, com oferta superior a 831 mil leitos até 2027. Os números representam a capacidade planejada para o período, e a movimentação efetiva dependerá da realização das viagens e da ocupação das embarcações.

Como os cruzeiros movimentaram R$ 4,76 bilhões?

De acordo com o levantamento da FGV e da CLIA Brasil, as operações de cabotagem responderam por aproximadamente R$ 4,28 bilhões do impacto econômico da temporada 2025/2026. Desse total, R$ 2,28 bilhões vieram dos gastos das companhias marítimas com operação e logística, enquanto cerca de R$ 2 bilhões corresponderam às despesas de passageiros e tripulantes nas cidades de embarque, desembarque e trânsito.

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A cabotagem esteve associada a 64.529 postos de trabalho e a R$ 166,3 milhões em arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais. Já os cruzeiros internacionais de longo curso registraram impacto estimado em R$ 480,94 milhões e estiveram associados a aproximadamente 7.500 postos de trabalho.

Os números mostram que os efeitos da atividade não ficam restritos aos navios. Cada escala pode gerar demanda por passeios, transporte, restaurantes, lojas, atrações culturais e outros serviços, além de movimentar fornecedores e operações logísticas.

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Nova temporada terá 187 roteiros e mais de 831 mil leitos

Para 2026/2027, a programação divulgada pelo Ministério de Portos e Aeroportos prevê oito navios na operação nacional, 187 roteiros e 675 escalas. Segundo dados do Ministério do Turismo, a oferta de leitos será aproximadamente 24% superior à do ciclo anterior.

O aumento da capacidade amplia as possibilidades de viagem e pode favorecer destinos turísticos ao longo do litoral brasileiro. Isso não significa, porém, que todos os lugares serão ocupados ou que a movimentação econômica crescerá automaticamente na mesma proporção. A ocupação dos navios, a realização dos roteiros e os gastos dos visitantes serão determinantes para o resultado final.

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Bahia abre a temporada com expectativa de receber 180 mil turistas

A Bahia iniciou sua temporada de cruzeiros em 7 de outubro de 2026, com a chegada do navio World Odyssey ao Porto de Salvador. A embarcação chegou com aproximadamente 600 passageiros, após passar por destinos europeus e pelo norte da África.

Segundo a Secretaria de Turismo da Bahia, a programação estadual prevê a passagem de 48 embarcações até abril de 2027, com operações nos portos de Salvador e Ilhéus. A expectativa é receber cerca de 180 mil turistas e movimentar aproximadamente R$ 144 milhões na economia baiana.

O governo estadual também programou ações de recepção, com apresentações culturais, informações aos visitantes e reforço da segurança nas áreas portuárias. A chegada dos navios pode beneficiar restaurantes, hotéis, transportadoras, guias turísticos, comerciantes e outros profissionais que atendem os passageiros.

Porto de Santos se prepara para uma nova temporada

No litoral paulista, o Porto de Santos continua entre os principais centros brasileiros de embarque e desembarque de passageiros de cruzeiros. De acordo com a programação divulgada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em setembro, a primeira atracação da temporada estava prevista para 20 de outubro de 2026, com a chegada do navio Buenavista, da companhia Corazul Cruzeiros. A primeira saída comercial foi programada para 23 de outubro.

O calendário divulgado prevê 92 dias de operação, até 4 de abril de 2027, com 146 escalas de dez embarcações de sete companhias. A estimativa é movimentar aproximadamente 785 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes, ao longo do período.

Como se trata de uma previsão operacional, as datas, o número de escalas e a programação das embarcações podem sofrer alterações. A atividade também tende a beneficiar a economia da Baixada Santista, especialmente os setores de hospedagem, alimentação, transporte e serviços.

Navios internacionais ampliam a presença do Brasil nos roteiros mundiais

Além das viagens realizadas entre portos brasileiros, o país recebe embarcações internacionais que incluem destinos nacionais em seus itinerários. Na temporada 2025/2026, 21 navios de longo curso fizeram escalas no Brasil, passando por 35 destinos.

Essas operações registraram aproximadamente 293,6 mil visitas de passageiros e 139,1 mil visitas de tripulantes, com impacto econômico estimado em R$ 480,94 milhões. A presença de navios internacionais permite que visitantes estrangeiros conheçam diferentes regiões brasileiras, incluindo destinos históricos, culturais e naturais.

Para o setor turístico, as escalas representam uma oportunidade de divulgar o país no exterior e incentivar novas viagens. O resultado, entretanto, depende da capacidade de cada destino de oferecer infraestrutura, transporte, segurança e serviços adequados ao fluxo de visitantes.

Cada escala movimenta uma cadeia de serviços

O impacto dos cruzeiros não se limita às despesas realizadas a bordo. Quando um navio atraca, passageiros podem contratar passeios, visitar atrações, utilizar transporte local e consumir em restaurantes e estabelecimentos comerciais. As próprias operações marítimas também exigem abastecimento, logística, manutenção e serviços portuários.

Segundo o levantamento divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, cada R$ 1 investido pelas companhias de cruzeiros esteve associado à movimentação de R$ 3,89 na economia brasileira. O indicador expressa o efeito econômico estimado da atividade e não deve ser interpretado como lucro garantido ou retorno financeiro individual para empresas e destinos.

A expansão do setor também exige investimentos em terminais, mobilidade urbana, segurança e organização do receptivo turístico. A capacidade de atender grandes embarcações e distribuir os visitantes pelas atrações locais influencia a experiência dos passageiros e a competitividade dos destinos.

O que esperar dos cruzeiros no Brasil em 2027?

A temporada 2026/2027 começa com uma programação que prevê centenas de escalas e uma oferta ampliada de leitos. Para companhias marítimas, terminais portuários e empresas de turismo, o calendário cria oportunidades de negócios e de geração de renda.

Para Carlos Silva, jornalista e CEO da Digital Vistos, o turismo marítimo merece atenção por conectar destinos brasileiros ao mercado internacional e movimentar diferentes segmentos da economia. A expansão pode contribuir para valorizar atrações turísticas, estimular negócios locais e ampliar oportunidades de trabalho, desde que acompanhada de planejamento e infraestrutura.

Os resultados definitivos da nova temporada, porém, só poderão ser avaliados após a consolidação dos dados de passageiros, despesas, ocupação e operações efetivamente realizadas. Com R$ 4,76 bilhões movimentados no ciclo anterior e 675 escalas previstas para 2026/2027, os cruzeiros seguem como uma atividade relevante para o turismo brasileiro e para a economia das cidades que recebem os navios.

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Fontes oficiais

Ministério de Portos e Aeroportos

https://www.gov.br/portos-e-aeroportos/pt-br/assuntos/noticias/2026/09/como-os-cruzeiros-movimentam-portos-e-a-economia-do-brasil

Ministério de Portos e Aeroportos

https://www.gov.br/portos-e-aeroportos/pt-br/assuntos/noticias/2026/09/portos-brasileiros-iniciam-temporada-de-cruzeiros-2026-2027-em-outubro

Secretaria de Turismo da Bahia

https://www.ba.gov.br/turismo/noticias/2026-10/5986/bahia-inicia-temporada-de-cruzeiros-20262027-com-expectativa-de-receber-180

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