O Festival dos álbuns clássicos do rock brasileiro acontece em São Paulo
Bandas e artistas tocarão disco na íntegra e haverá homenagem a Cazuza e Rita Lee
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Festivais em que temos rock nacional, temos (e muito bons!). Mas o que vai acontecer neste final de semana (22 e 23 de agosto) no Ibirapuera, em São Paulo, é algo inédito. Estamos falando do Festival C6 no Rock, em que oito álbuns clássicos do nosso rock brasileiro serão tocados na íntegra. São eles (por ordem da programação), no dia 22:
“O Concreto já rachou”, da Plebe Rude — álbum lançado em 1996 e que mostra o punk de Brasília na sua melhor forma. Não é um LLP,e sim um mini álbum, com sete faixas. Foi produzido por Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, e tem como destaques “Até quando esperar” e “Proteção”.
“Rádio Pirata ao Vivo” — segundo álbum da banda RPM (de 1986) e que foi o mais vendido do rock brasileiro. Ele surgiu “meio sem querer”. Uma gravação de “London London” chegou até as rádios e estourou no país. A solução da gravadora foi fazer um disco ao vivo, contrariando a banda, que queria um de estúdio.
“Cabeça Dinossauro”, terceiro álbum dos Titãs, lançado em 1986, foi o que deu uma virada na carreira da banda. Após a prisão de Arnaldo Antunes, a banda se reuniu e trouxe um disco ácido e político. Entre os sucessos estão “Polícia”, “Bichos escrotos”, “AA UU”, “Família”, entre outras.
“Selvagem?”, também lançado em 1986, é o terceiro álbum dos Paralamas do Sucesso. Trouxe uma nova “onda” da banda com influência do reggae e ska e letras políticas. São os destaques: “Alagados”, “Selvagem”, “Melô do Marinheiro” e “A Novidade”.
No dia 23:
“Vivendo e não aprendendo” — em seu segundo álbum, lançado em 1986, a banda paulista Ira! mostra-se mais madura, com ênfase no mood de Edgard Scandurra e em suas letras poéticas. Entre os destaques estão “Flores em você”, “Dias de Luta”, “Envelheço na Cidade” e “Gritos na Multidão”.
“As Aventuras da Blitz” — um dos poucos álbuns do festival que foge do ano 1986. Este é de 1982 e tem sua importância principal por fazer estourar o rock da década de 80 no Brasil. Entre os sucessos estão “Você não soube me amar”, “Geme Geme”, “Vai vai Love”.
“Dois”, segundo álbum da Legião Urbana (de 1986), é considerado um dos melhores do rock brasileiro. Aqui, a banda deixa um pouco o punk que a formou e entra no folk. Foram sucessos, entre outras, “Tempo perdido”, “Eduardo e Mônica” e “Índios”.
“Fullgás” — outro álbum que foge do 1986. Ele é de 1984 e mostra uma nova fase de Marina, mergulhando no pop rock, com inserção de teclados e ritmo dançante. Destaque para as letras do irmão de Marina Lima, Antonio Cícero.
Além dos álbuns clássicos, serão feitas justas homenagens à Rita Lee, no sábado, e Cazuza, no domingo, com a participação de diversos artistas.
Essa é a oportunidade de ouvir ao vivo alguns que, provavelmente, nunca foram tocados na íntegra e que agora serão. É um acontecimento para o rock brasileiro.
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