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Patricia Lages

Análise: Golpes na internet não poupam nem as crianças

Valendo-se da inocência dos pequenos e do fato de terem amplo acesso à internet, bandidos tentam obter todo tipo de dado. É preciso ficar alerta

Patricia Lages|Do R7

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A Turma da Mônica é usada em golpes
A Turma da Mônica é usada em golpes

Nos últimos dias tem circulado em diversos grupos de WhatsApp uma imagem que chama a atenção das crianças: um convite (falso) para ser o novo amigo da Turma da Mônica, criada por Mauricio de Sousa em 1959.

A Mauricio de Sousa Produções (MSP), ciente do ocorrido, soltou um comunicado informando que “não tem nenhuma relação com a postagem fake que está circulando” e alerta para que “não se repasse esse tipo de conteúdo falso adiante.”


O suposto convite tem três regras:

1. Colocar o número do cartão de crédito da mamãe


2. Os três numerozinhos atrás

3. A data da expiração


Não por coincidência, as regrinhas batem exatamente com os dados necessários para se fazer qualquer tipo de compra on-line. A única informação faltante seria o nome impresso no cartão, mas, uma vez que a criança cumpra as três regras, não seria difícil convencê-la a atender mais uma.

A verdade é que, enquanto os golpistas estão extremamente atentos a novas formas de fraudar as pessoas, muitos pais estão totalmente distraídos e alheios aos perigos que seus filhos correm ao terem um celular nas mãos.


Não queremos acrescentar uma culpa extra à longa lista de responsabilidades dos pais, mas sim, lembrá-los de que celular não é brinquedo. É claro que, se bem utilizado, um smartphone pode ser uma ferramenta de segurança para os pequenos e seus pais, mas não se pode ignorar o fato de que crianças dificilmente terão discernimento suficiente para identificar fraudes. Se para nós adultos já não é fácil, imagine para elas!

Da mesma forma que trancamos as portas de casa, acionamos alarmes ou colocamos cadeados nos portões, é preciso instalar um sistema de segurança adequado nos celulares e, principalmente, conversar com as crianças – em linguagem apropriada à idade – sobre os perigos reais que podem chegar até ela.

É preciso que a criança entenda que não deve “teclar” com estranhos, repassar postagens (ainda que venham de amiguinhos) e jamais fornecer endereço, nome dos pais e outros parentes, a escola em que estuda e qualquer outro tipo de informação.

Antigamente usávamos a expressão “o perigo bate à porta”, hoje, porém, os perigos entram a qualquer momento sem serem convidado. Por isso, instrua o seu filho, converse sobre todo tipo de assunto e não deixe de monitorar o seu celular. Todo cuidado vale a pena.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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