Seu Dinheiro: em quais situações contrair uma dívida pode ser uma estratégia inteligente
Saiba também o que a lei garante a quem enfrenta cobranças ou fraude
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Dívida nem sempre é sinônimo de problema. O que determina a diferença entre uma dívida “ruim” e uma dívida vantajosa é a finalidade do dinheiro.
Financiar um maquinário ou equipamento de trabalho que aumente os lucros de um negócio, por exemplo, pode ser uma decisão estratégica, já que o ganho adicional pode ajudar a pagar o próprio financiamento e ainda gerar crescimento para a empresa.
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Nas finanças pessoais, recorrer ao crédito para uma reforma emergencial em casa, cujo adiamento poderia provocar prejuízos maiores, pode ser uma forma de atender a uma urgência sem comprometer de uma só vez o orçamento.
É claro que o ideal seria ter uma reserva financeira para atender a esse tipo de necessidade, mas essa não é uma realidade para 48% da população das classes D e E, segundo levantamento da Anbima.
Por outro lado, parcelar um celular novo quando o atual ainda funciona, financiar uma festa ou uma viagem de última hora são exemplos de dívidas que comprometem o orçamento por meses (ou anos) sem gerar um benefício financeiro ou patrimonial proporcional ao custo.
Esse tipo de aquisição pode ser feita de maneira muito mais eficiente com planejamento e recursos previamente reservados.
Quando as dívidas saem do controle

Quem perdeu o controle das dívidas, mesmo que seja com mais de um credor, pode recorrer à Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021). O consumidor de boa-fé pode procurar um Procon ou a Defensoria Pública para buscar uma renegociação conjunta com os credores, em vez de negociar cada dívida separadamente.
Ainda que não haja acordo na primeira proposta, é possível solicitar ao Judiciário a abertura de um processo de repactuação, com audiência de conciliação e a apresentação de um plano de pagamento que preserve o mínimo existencial e seja compatível com a capacidade financeira do consumidor.
É importante destacar que a lei não se aplica a determinadas categorias de dívidas, como as de natureza tributária e trabalhista, nem, em regra, às dívidas contraídas mediante fraude ou às que tenham garantia real, como o financiamento imobiliário.
Contratar um empréstimo para pagar outro é vantajoso?
Trocar uma dívida de juros altos, como cartão de crédito ou cheque especial, por uma linha de crédito com juros menores, como o empréstimo consignado, pode representar uma economia real.
Mas, se o novo empréstimo tem juros semelhantes ou até maiores que os da dívida anterior, ainda que o valor da parcela seja menor, o consumidor acaba ampliando o problema.
A recomendação é comparar sempre o Custo Efetivo Total (CET) de cada operação para analisar quanto será pago ao final e verificar, de forma objetiva, se a troca realmente compensa.
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