Logo R7.com
RecordPlus

Entrevista exclusiva: Arlindo Grund fala sobre a conexão entre moda e café

Nossa Dose de Cafeína desta vez vem acompanhada de um bate-papo leve e cheio de elegância com o querido Arlindo Grund

Dose de Cafeína|Lilian TrigoloOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Arlindo Grund explora a conexão entre moda e café, destacando ambos como formas de expressão que carregam identidade e contam histórias.
  • Para Arlindo, o café representa uma pausa estratégica em sua rotina intensa, permitindo organizar ideias e renovar energias.
  • Ele valoriza o preparo artesanal do café, apreciando a riqueza de aromas e sabores dos grãos especiais, e compara a alta-costura a um café coado pela atenção aos detalhes.
  • Arlindo destaca a autenticidade como uma tendência atemporal compartilhada por moda e café, e vê ambos como meios de criar conexões e despertar sensações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Arlindo Grund, apresentador e uma das maiores referências nacionais como consultor de imagem e moda Fabrício Alabarce

Um bate-papo leve e inspirador, que me fez descobrir que moda e café têm muito mais em comum do que eu imaginava. Para Arlindo Grund, ambos são formas de expressão, carregam identidade, despertam emoções e contam histórias.

“O café deixou de ser apenas uma bebida. Assim como a moda, ele revela hábitos, valores e um estilo de vida”, afirma.


Na rotina intensa entre reuniões e produções de moda, o café representa uma pausa estratégica. É o momento de organizar as ideias, observar, respirar e renovar as energias, relata Arlindo.

Ele ainda nos conta que desenvolveu uma verdadeira admiração pelos cafés especiais ao descobrir a riqueza de aromas, sabores e origens dos grãos. O café coado é seu método preferido, justamente por valorizar cada nuance da bebida. Mas, nos dias mais corridos, admite que também recorre à praticidade das máquinas de café.


As memórias afetivas também fazem parte dessa relação. O aroma de um café coado o leva imediatamente aos encontros em família e às conversas cheias de acolhimento.

Curiosamente, ele começou a tomar café apenas em 2015, por incentivo da mãe, enquanto precisava escrever alguns textos durante uma viagem. Desde então, a bebida ganhou espaço definitivo em sua rotina.


Quando perguntei qual peça do guarda-roupa representaria um café, a resposta veio com a elegância que o caracteriza: um blazer bem cortado. Versátil, atemporal e cheio de personalidade.

Já para representar a alta-costura, Arlindo escolhe um café coado. A explicação faz todo sentido: ambos exigem cuidado artesanal, atenção aos detalhes e respeito por cada etapa do processo.


Ao imaginar uma coleção inspirada no universo cafeeiro, ele desenha uma paleta de tons terrosos, caramelo, chocolate, areia e creme, combinada com tecidos naturais e texturas aconchegantes. Mas faz questão de acrescentar sua assinatura: pinceladas de verde-neon, pink e azul-turquesa, mostrando que sofisticação também pode ser criativa e ousada.

Ao ser perguntado sobre qual aroma nunca sai de moda, Arlindo respondeu sem hesitar: “O aroma do café de Ilicínea.” Uma declaração que valoriza a tradição, a origem e a excelência dos cafés produzidos no Sul de Minas. Fiquei, claro, mega honrada com isso.

E preparei um café expresso com o Arlindo: um bate-bola rápido com mais algumas perguntas, porque, às vezes, as melhores histórias cabem no tempo de um bom expresso.

Você vê conexão entre elegância e sensorialidade?

Sim, uma conexão muito forte. Elegância não está apenas no que se vê, mas também no que se sente. Um café especial desperta sentidos, cria memórias e transforma momentos simples em experiências mais significativas. Isso é muito semelhante ao que acontece com a moda.

Existe uma “harmonia perfeita” entre moda e café, assim como existe entre peças e acessórios?

Existe, porque ambos têm o poder de completar uma experiência. Assim como um acessório pode dar personalidade a um look, um bom café pode enriquecer um encontro, uma conversa ou até um momento de trabalho.

Você comentou certa vez que aprendeu a fazer seu café coado utilizando cafés especiais. O que despertou essa conexão com o preparo artesanal em casa?

Foi justamente a curiosidade de entender melhor o produto. Quando você começa a conhecer a origem dos grãos, os processos e as diferenças de sabor, o preparo deixa de ser apenas uma rotina e passa a ser um ritual. Mas ainda estou no início do aprendizado. Não é fácil equilibrar as medidas.

O café, muitas vezes, está ligado a encontros e conversas. Existe algum momento marcante da sua trajetória que aconteceu em torno de uma xícara de café?

Vários. Muitas ideias profissionais nasceram em conversas informais durante um café. É curioso como uma mesa, algumas pessoas e uma boa xícara criam o ambiente ideal para trocas genuínas. Gravando conteúdos, me divertindo num almoço...

O café brasileiro carrega origem, terroir e história. A moda brasileira também possui essa identidade forte?

Com certeza. A moda brasileira tem uma riqueza cultural enorme. Nossa criatividade, diversidade e capacidade artesanal são diferenciais que merecem ser valorizados tanto quanto os nossos cafés.

Qual seria a “tendência atemporal” que tanto a moda quanto o café compartilham?

A autenticidade. O que é verdadeiro atravessa o tempo. Tanto na moda quanto no café, as pessoas buscam cada vez mais qualidade, identidade e propósito.

Você percebe um consumidor mais consciente?

Sim. O consumidor está mais interessado em entender a origem dos produtos, quem os produz e quais valores estão por trás das marcas. Essa mudança é muito positiva.

O luxo contemporâneo está mais ligado à exclusividade ou à experiência?

Apesar de a palavra estar entrando num processo de desgaste, sem dúvida, a experiência. O verdadeiro luxo hoje está no tempo, na qualidade, no bem-estar e na capacidade de viver momentos memoráveis.

Você acredita que os cafés especiais se tornaram um símbolo de sofisticação contemporânea?

Sim, mas não apenas pela exclusividade. A sofisticação está no conhecimento, na valorização da origem e no cuidado com cada etapa da produção.

Assim como a moda valoriza a produção autoral, o café vem valorizando a origem e os produtores. Isso aproxima os dois universos?

100%, sem dúvida. Ambos os setores estão olhando cada vez mais para a história por trás do produto. Valorizar quem cria, quem produz e quem preserva tradições é algo que conecta profundamente moda e café.

Uma cidade que une moda e café perfeitamente?

São Paulo.

Você acredita que tanto a moda quanto o café têm o poder de criar conexões e despertar sensações?

Eu acredito que sim. Tanto a moda quanto o café vão muito além daquilo que vemos ou consumimos. Os dois carregam histórias, memórias, identidade e afeto.

A moda é uma forma de expressão silenciosa. Antes mesmo de dizer uma palavra, ela comunica quem somos, como nos sentimos e o que queremos transmitir ao mundo. O café, por sua vez, tem o poder de reunir pessoas, criar pausas necessárias e transformar encontros simples em momentos especiais.

----

E ele deixa uma reflexão. “A vida é feita justamente desses detalhes. Uma roupa que nos faz sentir confiantes, o aroma de um café que desperta lembranças, uma conversa sem pressa. São experiências aparentemente pequenas, mas que constroem conexões genuínas e dão significado ao nosso dia a dia”.

No fim das contas, viver com estilo não tem a ver apenas com o que vestimos ou consumimos, mas com a capacidade de perceber beleza e emoção nos momentos mais simples.

✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.