Logo R7.com
RecordPlus
‌

Conheça as duas mulheres que transformaram a história do café no mundo

No Dia Internacional da bebida, o blog traz uma edição especial em comemoração à data reconhecida pela ONU

Dose de Cafeína|Lilian TrigoloOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, agora tem reconhecimento oficial da ONU.
  • Melitta Bentz inventou o filtro de papel para café em 1908, revolucionando a maneira de preparar a bebida.
  • Erna Knutsen introduziu o conceito de "café especial", valorizando a qualidade e a origem dos grãos.
  • O Dia Internacional do Café homenageia todos os profissionais envolvidos na cadeia produtiva do café.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Melitta Bentz que teve uma ideia dentro de casa que ganhou o mundo Reprodução/Inteligência Artificial/ChatGPT

O Dia Internacional do Café, comemorado nesta quinta-feira, 1º de outubro, já era celebrado desde 2015 por iniciativa da OIC (Organização Internacional do Café). Mas, a partir deste ano, também conta com a chancela oficial da ONU (Organização das Nações Unidas).

O reconhecimento reforça a importância econômica, social e cultural do café e de toda a sua cadeia produtiva.

‌

Em uma data que celebra a história do café, vale lembrar de duas mulheres que mudaram a relação do mundo com a bebida.

Começamos por Melitta Bentz, que teve uma ideia dentro de casa que ganhou o mundo.

‌

No início do século XX, preparar café podia significar conviver com resíduos de pó na xícara.

Inconformada com isso, a alemã Melitta Bentz, dona de casa em Dresden, começou a experimentar maneiras de obter uma bebida mais limpa.

‌

Em 1908, ela teve uma ideia simples e engenhosa. Perfurou o fundo de um recipiente de latão e colocou sobre ele um pedaço de papel retirado do material escolar de um de seus filhos. O papel reteve o pó e deixou passar o café.

A experiência doméstica se transformaria em uma inovação mundial: o filtro de papel para café.

‌

Melitta obteve proteção para sua invenção naquele mesmo ano e, ao lado do marido, iniciou um pequeno negócio familiar.

A empresa começou dentro da própria casa e cresceu até transformar o sobrenome da inventora em um nome conhecido internacionalmente.

Mais de um século depois, o princípio criado por Melitta continua presente no cotidiano de milhões de pessoas. Sua história mostra como a observação de um problema aparentemente simples foi capaz de transformar para sempre uma das maneiras mais populares de preparar café.

Erna Knutsen construiu sua carreira no mercado cafeeiro Reprodução/Inteligência Artificial/ChatGPT

Décadas depois, outra mulher provocaria uma mudança importante, desta vez na maneira de enxergar a qualidade do café.

Nascida na Noruega e radicada nos Estados Unidos, Erna Knutsen construiu sua carreira no mercado cafeeiro em uma época em que o comércio de café era predominantemente masculino.

Ela começou trabalhando em uma empresa importadora de café em São Francisco e percebeu que determinados lotes possuíam características excepcionais relacionadas à origem, ao terroir e à forma como eram produzidos.

Erna passou a defender que esses cafés deveriam ser reconhecidos e comercializados por suas qualidades próprias, em vez de serem tratados simplesmente como mais uma commodity.

Foi nesse contexto que, em 1974, ela utilizou a expressão “specialty coffee” (café especial) em uma edição da revista Tea & Coffee Trade Journal. A ideia estava relacionada a cafés produzidos em condições especiais, capazes de apresentar características e sabores únicos.

Erna também precisou romper barreiras profissionais. Em um setor dominado por homens, tornou-se uma das vozes mais importantes na valorização da qualidade, da origem e dos pequenos lotes de café.

Sua contribuição ajudou a abrir caminho para um movimento que cresceria nas décadas seguintes e transformaria a cafeicultura, a torra e o consumo.

Hoje, quando falamos em cafés especiais, origem, terroir, qualidade sensorial e valorização do produtor, encontramos parte do legado iniciado por pioneiros como Erna.

Duas mulheres, duas transformações

Melitta Bentz e Erna Knutsen viveram em momentos diferentes e atuaram em áreas distintas, mas deixaram marcas que permanecem na xícara.

Melitta transformou a maneira de preparar o café. Erna ajudou a transformar a maneira de reconhecer seu valor.

Neste Dia Internacional do Café, a nossa homenagem aos cafeicultores ao redor do mundo, que estão na origem de cada xícara, e a todos os profissionais que fazem o café acontecer: trabalhadores rurais, pesquisadores, agrônomos, cooperativas, classificadores, provadores, compradores, exportadores, importadores, mestres de torra, baristas, empreendedores e tantos outros.

Porque, antes de chegar à nossa xícara, o café passa por muitas terras e muitas mãos.

Do campo à xícara, o Dia Internacional do Café celebra as pessoas que cultivam, pesquisam, transformam, preparam e compartilham uma das bebidas mais apreciadas do mundo.

Feliz Dia Internacional do Café!

✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Search Box
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.