‘Substância’: Mattilha aposta no peso lamacento e entrega hard rock com cheiro de anos 90
Faixa da banda paulista se aproxima do grunge em um videoclipe inspirado pelo terror ‘A Substância’
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em Substância, a Mattilha trabalha um hard rock pesado, cantado em português, com riffs pausados, vocal rasgado e uma referência forte aos anos 90, mas sem soar datada. O riff introdutório, bem como o refrão, carregam uma referência clara de Alice in Chains. A inspiração aparece na tensão das guitarras, no peso arrastado e na forma como a voz entra na música.
A mixagem ajuda bastante. Os timbres de voz funcionam muito bem e a variação vocal por volta de 01’50” cria uma camada interessante na interpretação. A faixa assume o hard rock, deixa a sujeira aparecer. Quando o refrão quebra o tempo e tudo fica mais cadenciado, lamacento, quase encostando no stoner e no sludge metal, a música encontra seu clímax emocional.
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O refrão rasgado, agudo, traz uma boa lembrança de vocalistas como Layne Staley, mantendo viva a conexão com a influência grunge desde o começo. Fãs desse tipo de som gostam justamente disso: riff arrastado, refrão denso e vocal que parece atravessar as paredes.
O videoclipe também merece atenção. A banda parte do impacto psicológico do filme A Substância para falar de dependência, alienação e autodestruição. As cenas da banda dentro da cabine têm uma fotografia muito boa, com color grading bonito, e ajudam a sustentar a sensação de queda, vício e desgaste que a música propõe.
Com mais de 15 anos de estrada, a Mattilha entrega em Substância uma faixa forte, bem produzida e com personalidade. Tem anos 90, tem hard rock, tem grito rasgado e tem peso, soando harmoniosamente contemporâneo. No rock pesado brasileiro, isso faz toda a diferença.
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