Por que acreditar em si mesmo melhora o desempenho do cérebro, segundo a ciência
Neurociência e psicologia mostram como a crença na própria capacidade transforma esforço, risco e persistência no dia a dia
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Você já reparou que uma mesma tarefa parece mais leve em alguns dias e mais pesada em outros? A diferença nem sempre está na atividade em si ou na sua disposição de executá-la, mas na autoeficácia. Quem empreende no Brasil, a despeito de todas as dificuldades, bem como quem luta para crescer na carreira, enfrentando uma concorrência cada vez maior, pode encontrar no próprio cérebro um forte aliado.
O psicólogo Albert Bandura, da Universidade Stanford, que estuda o assunto desde a década de 1970, define a autoeficácia como a crença na própria capacidade de realizar as ações necessárias para alcançar um resultado. E, segundo ele, acreditar em si mesmo contribui significativamente para a melhora do desempenho.
Um estudo publicado na revista Social Cognitive and Affective Neuroscience mostrou que a autoeficácia ativa uma região do cérebro ligada à recompensa e à avaliação sobre si mesmo. Já um estudo de 2022, publicado na npj Mental Health Research, identificou um circuito cerebral que se fortalece quando a pessoa tem uma autoimagem positiva. A descoberta é uma evidência de que o cérebro atualiza o que a pessoa pensa sobre si mesma com base em suas experiências.
A autoconfiança se retroalimenta, formando um ciclo no qual uma experiência bem-sucedida fornece ao cérebro uma evidência concreta de competência, o que aumenta a expectativa de obter sucesso novamente. Mas o contrário também pode acontecer.
Veja Também
Quando falta confiança, o cérebro poupa energia
O cérebro trata a crença como um sinal para avaliar se vale a pena investir esforço em uma determinada tarefa ou não. Se cremos que não seremos bem-sucedidos, a tendência é nem ao menos tentarmos. Isso porque o nosso cérebro é programado para poupar energia e, quando a confiança é baixa, ele tende a reduzir seus esforços.
Já quando a confiança é alta, mais recursos cerebrais são mobilizados, tanto para manter o foco quanto para fazer um bom planejamento. Isso ajuda a explicar por que a mesma pessoa rende mais num dia de bom ânimo do que num dia de dúvida, mesmo sendo tecnicamente capaz. É importante mencionar que talento, conhecimento técnico e prática continuam determinantes, isto é, uma boa performance não depende apenas de como a pessoa se vê, mas do que ela é realmente capaz de fazer.
Autoeficácia no empreendedorismo e na carreira
Uma pesquisa publicada na Revista de Administração Contemporânea coloca a autoeficácia no mesmo patamar da esperança e da resiliência, o que proporciona mais disposição para enfrentar tarefas difíceis e persistir diante de obstáculos.
Quem empreende no Brasil sabe que ter o próprio negócio é mais do que uma atividade econômica. É preciso enfrentar diariamente um mar de burocracia, alta carga tributária, insegurança jurídica e instabilidade econômica. Da mesma forma, quem trabalha com afinco para construir uma carreira bem-sucedida quase nunca é bem visto ou mesmo apoiado.
Nesse sentido, crer em si mesmo e ser capaz de se automotivar é fundamental. Fazer o melhor exige recomeçar todos os dias, sem esperar aplausos ou reconhecimento de terceiros. Por isso, ter o cérebro como um forte aliado torna-se uma questão de sobrevivência.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp


















