A Ira do Herdeiro: elenco destaca importância de workshop sobre contexto político e histórico dos reinos de Judá e Assíria
Atores da superprodução têm aula de história com o professor Maurício dos Santos e a oportunidade de imersão na cultura da época
A Ira do Herdeiro|Gabriel Alberto, do site oficial

O elenco de A Ira do Herdeiro se reuniu no Complexo de Dramaturgia da Seriella Productions para uma aula de história com o professor Maurício dos Santos. Prestes a iniciar as gravações da nova superprodução, os atores aproveitaram para conhecer o contexto político e cultural da época em que se passa a história de Manassés (Nicolas Vargas) e que envolve os reinos de Judá e Assíria.
O site oficial marcou presença no evento e conversou com os atores logo após o dia dedicado aos estudos e com o historiador, que também atua como consultor das tramas épico-bíblicas da produtora.
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“Acredito que a oportunidade de um workshop tratando dessas histórias significativas, com registros históricos importantes ajuda os atores a entenderem o passado e imprimir isso em como eles constroem os personagens e como eles comunicam história através da sua arte. É importante esses momentos de workshop para construirmos juntos esse conhecimento histórico do passado”, avalia Maurício.
Protagonista da trama como Manassés, Nicolas Vargas concorda com as palavras do historiador e aponta que até os detalhes trazem embasamento para a construção de um trabalho que está apenas começando.

“Na parte histórica, conseguimos entender esse passado que não temos nenhum conhecimento, desse cotidiano que é tão distante do nosso e, ao mesmo tempo, contemporâneo de algumas maneiras. E tem algo muito interessante que é o fato desse conflito geopolítico intenso. É maravilhoso, pois elucida questões do roteiro de um mundo muito rico e cheio de detalhes. O que é fundamental para criar o personagem”.
Laura Dutra, que interpreta Mesulemete na série, acredita que os detalhes culturais são importantes para a veracidade em cena das relações entre os personagens:
“Nós temos que nos transportar um lugar temporal que desconhecemos. É uma viagem muito boa, mas ao mesmo tempo, desafiadora para fazermos com maior profissionalismo e veracidade. Ter esse cuidado e disponibilidade da produção de conseguirmos fazer perguntas e entendermos essas dinâmicas que são muito distantes, com um professor maravilhoso, vai trazer bagagem e confiança nas cenas”.
Durante a aula, Maurício mostrou aos atores algumas réplicas de papiros da época e tabuletas de argila com escrita cuneiforme, ampliando a imersão do elenco na história da série. Virgínia Cavendish faz parte do núcleo assírio, como Zakutu, e era uma das mais interessadas em tirar dúvidas e contribuir com os colegas.

“Estava contando as horas. A Zakutu existiu, já dei uma pesquisada na internet e encontrei várias coisas, mas queria poder aprofundar. E é maravilhoso, porque você tira dúvidas sobre questões que você não tem no seu cotidiano. E tem a gestualidade antiga, a hierarquia entre os poderes do povo e entre homens e mulheres. A partir daí, nós criamos em cima, porque é uma obra de arte e vamos enriquecer o personagem. O reino da Assíria era um dos mais ambiciosos e foi competente nisso durante um tempo, porque nada é para sempre”, reflete.
Também entre os atores que fazem parte do reino da Assíria na trama, Anderson Di Rizzi aproveitou a oportunidade para tratar algumas questões referentes a Assur-Nãsir: “Eram outros comportamentos, um jeito de falar diferente, que precisamos entender e que tenho que fazer com que fique natural. Claro que vamos criar, mas dentro de fatos comportamentais da época”.
Em Judá, Cláudio Gabriel vai dar vida ao comerciante Haruz, um homem do povo, e traz seu olhar de um personagem fora do núcleo da realeza no início da trama.

“Uma aula como essa, da diferenciação entre assírios e judeus, é fundamental para conseguir imprimir na construção do personagem. Apesar do nosso trabalho ser muito intuitivo também, traz uma margem de segurança [para criar]. Estou fascinado por esse trabalho”.
Hefzibá, a rainha de Judá, Miriam Freeland ressalta a importância do encontro para a construção de uma unidade entre os atores em torno do projeto A Ira do Herdeiro:
“A aula unifica o elenco com o mesmo pensamento. Quando estamos sincronizados, todos olham pelo mesmo prisma e ficamos em sintonia. Hoje ganhamos conhecimento nos detalhes de cada personagem e deu essa visão do todo. São dados históricos e, ao mesmo tempo, dramatúrgicos. Em momentos como esse que conseguimos ter o entendimento do que vamos construir juntos”.
A Ira do Herdeiro tem 20 episódios escritos por Cristiane Cardoso e com direção-geral de Carlos Manga Jr. A série tem estreia prevista para 2027 e parceria já confirmada para exibição na Disney +, RECORD e Univer Vídeo.














