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Leve e divertido, ‘Coyote vs. Acme’ é uma linda homenagem ao legado dos Looney Tunes

Misturando o live-action com animação, o longa chega aos cinemas nesta quinta (27) depois de muita luta

Cine R7|Julia Pujar

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  • O filme "Coyote vs. Acme" foi inicialmente descartado pela Warner Bros. em 2023, mas a mobilização dos fãs dos Looney Tunes garantiu seu lançamento.
  • A trama gira em torno de Wile E. Coyote processando a empresa Acme, com a ajuda do advogado Kevin Avery, por dispositivos defeituosos.
  • A mistura de live-action com animação 2D estilizada é um dos pontos fortes, proporcionando uma integração brilhante entre atores e personagens animados.
  • "Coyote vs. Acme" é uma homenagem ao legado dos Looney Tunes, combinando humor físico e situações inusitadas, apesar de deixar algumas tramas secundárias em aberto.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A mistura do real com o animado é um dos pontos mais fortes do filme Divulgação

Em 2023, a Warner Bros., estúdio responsável por Coyote vs. Acme anunciou que, apesar de estar pronto, o filme seria descartado. O que parecia um final trágico para uma história tão promissora virou o início de uma mobilização de fãs dos Looney Tunes, o que chamou a atenção do mercado cinematográfico, que conseguiu resgatar a produção.

Três anos depois, com a estreia nas telonas marcada para esta quinta-feira (27), o final dessa história é extremamente positivo.


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Cansado de ter seus planos para capturar o Papa-Léguas frustrados pelas explosões dos dispositivos da Acme, Wile E. Coyote decide processar a empresa.

Para isso, ele procura Kevin Avery (Will Forte), um advogado falido, famoso por preferir firmar acordos em vez de defender seus clientes no tribunal. Juntos, eles irão descobrir que a corporação esconde muito mais por trás de aparelhos defeituosos.


Coyote vs. Acme é, acima de tudo, um filme muito divertido. Para além do humor físico e das tiradas clássicas dos desenhos dos Looney Tunes, a produção também traz situações inusitadas causadas pelo convívio entre seres humanos e animados, cômicas justamente pela naturalidade com que são encaradas.

A mistura do real com o animado é, inclusive, um dos pontos mais fortes do filme. Com um 2D estilizado, que cria um lindo visual, a integração dos atores com o fantástico é brilhante, não só no âmbito da troca entre os personagens, como também nos momentos em que precisam interagir com elementos físicos.


O grande trunfo dessas interações aparece entre Coyote e Kevin. A aparente limitação do desenho de se comunicar apenas com placas é usada para desenvolver a relação dos dois nos detalhes, sem precisar gastar tempo de tela para explicitar a aproximação para o público. O mérito também vai para Will Forte, que atua com muita naturalidade com o “vazio”.

E, de fato, o longa não poderia perder tempo, já que abre muitas portas para desenvolver. Porém, infelizmente, não consegue fechar todas. No meio da disputa judicial contra a Acme e no mistério envolvendo a empresa, ficam para trás pequenas tramas, como um embate moral entre Kevin e a sobrinha, interpretada por Lana Condor.


Até mesmo a parte da disputa judicial poderia ficar para trás em meio a uma investigação paralela, mas é resgatada graças ao trabalho genial de John Cena, que, com um humor na medida certa, consegue trazer a vilania e o destaque na defesa da Acme.

Porém, os núcleos inacabados não chegam a ser um problema. A narrativa se mostra muito autoconsciente em lidar com o tempo que tem disponível para desenvolver com calma os elementos principais, dando uma progressão natural aos fatos e disfarçando os pontos amargos que deixou no caminho.

Além de que Coyote vs. Acme constrói uma atmosfera tão leve que quaisquer eventuais problemas só irão aparecer na mente dos espectadores no fim da sessão. Algo que ajuda nessa experiência é a inserção de personagens do universo de Looney Tunes, que, com aparições bem posicionadas, fica longe de ser gratuita.

Quando a Warner Bros descartou a produção, uma das justificativas foi a de “proteção de legado”, ou seja, a intenção de blindar o estúdio de um fracasso.

Para além da natural ironia contida na sinopse do filme — uma equipe improvável lutando contra uma grande corporação —, a “desculpa” acrescenta mais uma camada curiosa.

Coyote vs. Acme, com seu grande valor de produção, ótimas tiradas cômicas e uma atmosfera leve, é uma grande homenagem ao legado dos Looney Tunes e, com certeza, está longe de ser um fracasso.

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