‘Minions e Monstros’ é hilário e prova que a mesma fórmula de sempre ainda funciona
Sequência de ‘Minions’ já está nos cinemas e traz referências deliciosas de Hollywood e filmes clássicos
Cine R7|Larissa Lopes, do R7
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Depois do fracasso de Meu Malvado Favorito 4, que não brilhou nas telonas como o restante da franquia, a Illumination precisava exatamente de um lançamento como Minions e Monstros: criativo, hilário e com um fan service bem servido.
Nessa sequência de Minions e Minions 2: A Origem de Gru, que chegou aos cinemas nesta quinta-feira (2), as criaturas amarelinhas continuam buscando um big boss malvado para trabalhar, mas decidem produzir um filme sobre elas no meio do caminho, e é claro que as palhaçadas continuam.
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A história deste terceiro longa acerta ao voltar no tempo mais uma vez para mostrar por onde os minions andaram antes de conhecer Gru — igual ao início do segundo filme. Vemos, então, os protagonistas tentando dar certo com um ciclope, um mago, uma múmia e um pirata. Uma das cenas mais divertidas é quando eles escolhem um rei para servir e, sem querer, decapitam ele.
No meio das desventuras, os minions são contratados como figurantes em um filme. Depois que Henry e James se revelam afiados e aspirantes a cineastas, eles decidem começar a gravar a história do grupo.
A partir daí, chovem as referências a Hollywood e a clássicos do cinema, como Cleópatra, Charlie Chaplin, Tubarão, Cidadão Kane, velho oeste e mais.
Para deixar as coisas mais interessantes para a câmera, os minions vão atrás de monstros para integrar o elenco do filme.
E sobrou até para o Oscar: a tradicional cerimônia americana que premia os melhores do cinema ganha uma versão com troféu de banana de ouro e um dos minions sonhando em levar a estatueta um dia. Ba-ba-ba-ba-ba-na-na 🍌
Veredito
A sequência é hilária e não foi um desperdício, porque continua mostrando como os minions são todos atrapalhados, matam os chefes sem querer e não se levam mesmo a sério, mas sem forçar demais.

É muito bom ver que, em nenhum momento, o diretor Pierre Coffin e o roteirista Brian Lynch mudaram o ponto de comédia da franquia. Os filmes só são engraçados porque os minions são diferentes entre si, mesmo andando em bando, agem por impulso e só percebem o que causaram depois do estrago.
E eles ganharam filmes solo, assim como o Gato de Botas, de Shrek, por causa da alta dose de carisma (e da aposta capitalista, é claro).
Goomi, o Cthulhu verde que estreia nesse filme, é uma boa adição, mas nenhum dos monstros dá o mesmo brilho no roteiro como os minions fazendo cinema com as próprias mãos. Dá vontade de descobrir como o lançamento da Illumination seria se não tivesse os gosmentos.
A animação também perde um pouco do ritmo quando introduz um homem vestido com uma armadura metálica como “chefe” dos minions, porque faz o espectador se perguntar por que mais um elemento foi colocado no meio da história, que já chegou ao clímax a essa altura. Mas, depois, o final do filme explica de quem foi a ideia.
Minions renovados
Já um acerto de Minions e Monstros — que é uma fofura — é a inserção de um minion com deficiência auditiva, o Ed. Os outros, inclusive, se comunicam com ele usando língua de sinais.
Por enquanto, as três produções de Minions têm o selo banana de ouro, o que não se pode dizer de todas as versões de Meu Malvado Favorito. Mas, no fim do dia, uma frase dita por um dos personagens é fato: não há sensação igual a ver um filme em um cinema cheinho.
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