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‘Mensagens para Isabelle’ explora a coexistência entre o luto insuperável e um amor repentino

Filme com Zoey Deutch e Nick Robinson é muito mais do que uma comédia romântica

Cine R7|Ana Be*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O filme "Mensagens para Isabelle" mistura comédia romântica e drama de luto, explorando a intimidade e o amadurecimento dos personagens Jill e Wes.
  • A trama aborda a experiência de Jill com a doença terminal de sua irmã Isabelle, e como isso molda sua visão sobre o amor e a vida.
  • A narrativa equilibra momentos de humor e romance sensível, sem transformar a dor em um mero adereço dramático, destacando as atuações de Zoey Deutch e Nick Robinson.
  • O filme sugere que o amor não é a solução para o luto, mas um caminho possível de consolo, enfatizando a ideia de que "para todas as coisas, há seu tempo".

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nick Robinson e Zoey Deutch mostram muita química em 'Mensagens para Isabelle' Divulgação

Um laço que vai além do sangue e da irmandade é o que constrói toda a base narrativa de Mensagens para Isabelle, filme que chegou na semana passada ao streaming. É em meio à junção dos critérios de uma comédia romântica e do clássico drama envolvido no luto insuperável que a produção de Leah McKendrick percorre horizontes da intimidade e do amadurecimento de caráter de Jill (Zoey Deutch) e de Wes (Nick Robinson).

A jornada dura e angustiante da doença terminal de sua irmã Isabelle (Ciara Bravo), que Jill precisou vivenciar toda sua infância, juventude e parte da maioridade, evidenciou uma visão mais humana e real sobre como o amor pode nascer dos mais inusitados lugares.


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Seja em meio a lágrimas ou sorrisos inevitáveis, o filme de 1h58 traz ao telespectador o retorno de uma personagem principal justa, quanto à sua personalidade extrovertida que se adentrou ao luto; um par romântico perfeitamente falho, criado para enfatizar a responsabilidade afetiva e o amadurecimento do famoso “boy magia deprê”; e coadjuvantes com histórias merecedoras do papel principal, por consolidarem os caminhos e os encontros entre Jill e Wes.

Depois de perder a irmã, considerada melhor amiga, Jill passa a afundar em sua própria tristeza, e é aí que Mensagens para Isabelle encontra seu gancho perfeito para a construção de uma estrutura segura quanto ao sucesso, mas perigosa por explorar linhas narrativas opostas: o romance ambicioso, uma comédia avacalhada e o drama intenso de tentar superar a morte de alguém que se ama.


Esse risco se torna ainda mais evidente na maneira como o roteiro aproxima seus protagonistas, já que, se considerar o contexto em que Wes passou a conhecer Jill, ele facilmente seria interpretado como invasivo, o que coloca à prova a linha tênue em que o filme se encontra.

A ideia flerta constantemente com o desconforto, mas sua direção encontra um caminho inteligente para a situação, que é digna de se emocionar. O longa da Netflix se autodeterminou como um sucesso devido às pequenas escolhas de direção no formato de respostas ao público no decorrer do filme.


O sarcasmo entre o título e o motivo desencadeador que fez com que Wes se apaixonasse por Jill, sem nunca tê-la visto; a solidificação de um relacionamento respeitável que Wes optou por ter com Jill devido ao seu amadurecimento; a autoafirmação em Jill sobre seu futuro profissional e muitas outras.

Mensagens para Isabelle não deixa as pontas soltas tanto do lado de Jill quanto de Wes, e o primeiro encontro entre o casal enfatizou o cuidado do roteiro, que trabalhou desde o início da trama, a ideia de que “para todas as coisas, há seu tempo”. Ou seja, o longa permite que o público experimente a suposição de que o momento em que ambos se “conhecem” aconteceu porque toda a narrativa conspirava para isso.


No fim, Mensagens para Isabelle traz a compreensão ao público de que o amor não é a solução para o luto, mas um dos caminhos possíveis de consolo e de seguir vivendo a vida.

A obra encontra o equilíbrio entre momentos de humor e de um romance sensível, sem transformar a dor em um adereço dramático, devido às atuações de vulnerabilidade e intensidade por parte de Zoey Deutch, e do carisma paciente de Nick Robinson, construindo um casal com uma química que vai além da tabela periódica.

*Sob supervisão de Lello Lopes

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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