‘Toy Story 5’: já vimos os primeiros 46 minutos do filme; saiba o que acontece
Em nova aventura, Woody, Buzz e Jessie encaram o avanço dos eletrônicos e uma nova ameaça ao mundo dos brinquedos
Cine R7|Maria Cunha
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mais de 30 anos depois do primeiro filme, Toy Story continua encontrando formas de emocionar diferentes gerações. Agora, a franquia da Pixar se prepara para retornar ao cinema com uma nova aventura que olha diretamente para as crianças de hoje — e para um mundo cada vez mais dominado pelas telas.
Toy Story 5 estreia em 18 de junho, mas o Cine R7 já assistiu aos primeiros 46 minutos da animação, e o início do filme mostra que essa história já é mais necessária do que muita gente imaginava.
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Voltar ao universo de Woody, Buzz e Jessie é, antes de tudo, nostálgico. Rever esses personagens juntos novamente mexe com uma geração inteira que cresceu acompanhando a franquia e, exatamente por isso, desenvolver uma nova história depois de quatro filmes parecia um grande desafio.
Mas Toy Story 5 encontra um caminho interessante ao discutir algo extremamente atual: como as crianças se relacionam com a tecnologia hoje.
Saiba o que acontece no começo do filme (com pequenos spoilers)

A nova trama coloca os brinquedos diante de uma ameaça inevitável dos tempos modernos: os aparelhos eletrônicos. Com Bonnie mais velha, os brinquedos tradicionais começam a disputar espaço com uma nova “concorrência” chamada Lilypad — um tablet em formato de sapo que acredita saber o que é melhor para a criança.
O mais interessante é que o filme não transforma a tecnologia em uma vilã simplista. A discussão aqui vai muito além disso. Toy Story 5 fala sobre criatividade, infância, amizade e, principalmente, sobre conexão humana.
A franquia, aliás, continua conseguindo dialogar com diferentes gerações: se os primeiros filmes abordavam abandono, amadurecimento e despedidas, agora a conversa passa pela hiperconectividade e pela solidão em tempos digitais. Toy Story 5 entende que as crianças mudaram — e que os brinquedos também precisam lidar com isso.

Outro ponto que chama atenção nesses primeiros minutos é a mudança de protagonismo. Jessie assume a liderança do grupo, com Buzz Lightyear como seu braço direito, e existe um frescor muito grande nessa dinâmica.
Se antes a relação central da franquia era Andy e Woody, agora o filme parece apostar em protagonistas femininas através de Jessie e Bonnie, aproximando novas gerações de meninas desse universo.
Além disso, a introdução de Blaze, nova personagem ligada ao passado de Jessie, cria uma conexão emocional direta com Toy Story 2. Ela mora na casa de Emily, antiga dona da boneca, e o filme usa essa ligação de maneira inteligente, sem parecer apenas uma referência jogada para agradar aos fãs antigos.

Woody, claro, continua sendo peça fundamental da trama. Sua volta faz sentido dentro da história e marca não apenas seu retorno à turma, mas também uma nova dinâmica com Buzz Lightyear.
Existe ainda uma trama curiosa envolvendo o patrulheiro espacial, que claramente será desenvolvida no restante do filme — e que já desperta curiosidade logo de cara.
E sim: todos nós já sabemos da famosa “careca” de Woody. Mas vê-la em tela grande é um show à parte e uma das sacadas mais divertidas do filme, que consegue rir do desgaste do tempo sem perder o afeto pelos personagens.
Visualmente, Toy Story 5 mantém a identidade clássica da franquia, mas usa a evolução tecnológica para aprimorar detalhes específicos. O cabelo cacheado de Blaze, por exemplo, impressiona pelo realismo e pela movimentação.
O filme também apresenta novos pets que prometem render uma dinâmica divertida com os brinquedos e mostra diferentes gerações de brinquedos coexistindo no mesmo ambiente: os clássicos, os mais “analógicos” e os eletrônicos que dominam a nova geração.

Mas talvez o maior mérito desses primeiros 46 minutos seja lembrar por que Toy Story sempre funcionou tão bem: a franquia traduz emoções humanas através dos brinquedos. Ver a imaginação da Bonnie tomando forma durante as brincadeiras é encantador e, em determinados momentos, dá até vontade de ser criança novamente.
E se menos de uma hora já foi suficiente para emocionar, fica difícil não criar expectativa para o restante do filme.
Toy Story 5 parece entender que nostalgia sozinha não sustenta uma sequência. Por isso, além de revisitar personagens queridos, o longa tenta discutir o presente. Resta saber o que o filme ainda guarda para o futuro.
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